O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) começou nesta quinta-feira (17) a gerar cerca de 18 mil mídias que serão utilizadas na preparação das urnas eletrônicas para as Eleições 2026. O material receberá os dados oficiais de candidatos, eleitores e sistemas da Justiça Eleitoral e será distribuído para as mais de 7,2 mil seções eleitorais do Estado.
A geração ocorre de forma centralizada no prédio do TRE-MS e marca uma das etapas finais de preparação para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O procedimento segue até domingo (20) ou segunda-feira (21), donlforme informou Carlos Alberto Garcete, juiz responsável pela geração de mídias, em cerimônia pública, no TRE. "É o momento em que a Justiça Eleitoral insere nas mídias que vão para as urnas eleitorais os dados dos candidatos que tiveram a inscrição definida e dos eleitores", explicou o juiz.

O trabalho começou depois da conclusão da análise dos registros de candidatura pelo tribunal. Conforme o TRE-MS, a partir dessa etapa são produzidas as mídias que posteriormente serão utilizadas na preparação individual de cada urna.
O processo não consiste apenas em colocar os dados dos candidatos em um pendrive. Antes da preparação definitiva, é produzida a chamada mídia de carga, que contém informações necessárias para cada conjunto de seções eleitorais. A partir dela, a urna recebe os dados correspondentes àquela seção, incluindo eleitores, candidatos e sistemas.
Depois da carga, outros dispositivos são utilizados para testes e para o armazenamento dos dados durante a eleição. Segundo o coordenador de eleições do TRE-MS, Diogo Arante, as mídias possuem funções diferentes e algumas delas permanecem vinculadas à urna durante todo o processo eleitoral.
"A gente fica o tempo inteiro gravando internamente e espelhando naquele [dispositivo]. Tudo que acontece na urna, os logs, qualquer evento: a urna foi ligada, a urna foi desligada, habilitou algum eleitor, todos os logs ficam gravados internamente e também na mídia externa", explicou.
Ao final da votação, os resultados são registrados na chamada mídia de resultados, que é retirada da urna e encaminhada para os pontos de transmissão ou para a junta eleitoral. Já outra mídia funciona como uma espécie de cópia dos registros armazenados durante o funcionamento do equipamento.
As cores diferentes dos dispositivos também têm uma função de identificação visual. Conforme Arante, elas estão relacionadas principalmente ao modelo e ao ano de fabricação das urnas, além das diferentes funções das mídias.
Mais de 7 mil urnas
Depois da geração das mídias, começa a etapa de preparação física das urnas. As 7.106 urnas no Estado recebem os dados, passam por testes e são lacrados para posterior envio às zonas eleitorais.
Na Capital, a preparação ocorre entre os dias 20 e 25 de setembro, conforme o cronograma de cada zona eleitoral. No interior, a carga e a lacração seguem entre os dias 21 e 30 de setembro.
O TRE-MS informa que, durante esses procedimentos, também são realizadas auditorias e conferências dos equipamentos. As urnas ficam, então, preparadas para o primeiro turno e, se necessário, para o segundo.
Eleitor na fila após as 17h pode votar
Uma dúvida comum nas eleições é o que ocorre com quem ainda está na fila quando chega o horário previsto para o encerramento da votação.
Segundo a diretora-geral do TRE-MS, Tatiana Quevedo, a urna não bloqueia automaticamente novos votos às 17h. O encerramento é feito manualmente pelo mesário, depois que todos os eleitores que estavam na fila recebem a senha e votam."Se tem eleitor na fila naquele horário, entrega a senha para aqueles eleitores que estão na fila e todos aqueles têm o direito de votar", explicou.
O encerramento, portanto, ocorre somente quando não há mais eleitores aguardando na fila da seção. A orientação é que, ao chegar ao local de votação, o eleitor se dirija diretamente à sua seção para evitar atrasos desnecessários.


