Política

EDUCAÇÃO

Maioria dos deputados de MS é favorável ao novo Fundeb

Aprovação de Proposta de Emenda Constitucional do novo Fundo da Educação Básica garantirá R$ 156 bilhões por ano para o setor no Brasil, R$ 200 milhões anuais só para o governo de MS

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Cinco deputados federais sul-mato-grossenses vão votar pela aprovação da PEC 15/15, que cria o novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e que vai assegurar que o governo do Estado economize cerca de R$ 200 milhões por ano. 

No relatório final da PEC, apresentado na sexta-feira, o porcentual que a União vai complementar será elevado, de forma gradual, dos atuais 10% para 20% em seis anos. O Fundo garante que cerca de R$ 156 bilhões sejam investidos todo ano no setor educacional.

Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação da PEC para a próxima semana. Ele informou que faltam ainda alguns ajustes no texto e que a relatora da matéria deve se reunir com o novo ministro da educação, Milton Ribeiro, para discutir alguns pontos da proposta.

A deputada federal Rose Modesto (PSDB), que integra a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o Novo Fundeb, afirmou que, “hoje, Mato Grosso do Sul não recebe nada com os 10% que a União complementa, o que corresponde a cerca de R$ 15 bilhões por ano.

Quando este porcentual chegar a 15%, em 2022, o Estado vai passar a ser atendido com recursos federais para esta finalidade”, e explicou que, com essa maior participação do governo federal, o total de estados beneficiados vai subir de nove para 23 em 2026, quando a complementação deve ficar próxima dos R$ 30 bilhões. 

Ela é defensora de que o Novo Fundeb seja permanente, sem que tenha um período de duração como ocorreu com a PEC 53, do Fundeb atual, de 2006, com vigência de 14 anos e que perde a validade este ano.

Outros parlamentares do Estado que defendem a aprovação são Dagoberto Nogueira (PDT), Fábio Trad (PSDB), Vander Loubet (PT) e Beto Pereira (PSDB). Dagoberto Nogueira foi sintético ao afirmar que vota pela aprovação porque “a educação é a nossa causa”.  

Para Fábio Trad, a aprovação da PEC é “fundamental para revitalizar a dimensão estratégica da educação como valor fundamental para a emancipação coletiva de consciências”.

Já Beto Pereira ressaltou a importância do Fundeb para os prefeitos. “Voto a favor porque sei da importância desses recursos para a manutenção das escolas nos municípios. Já fui prefeito e conheço de perto a realidade das prefeituras. Sem o Fundeb, seria quase impossível oferecer educação de qualidade aos estudantes e boas condições de trabalho aos profissionais.”

Vander Loubet enfatizou: “Com certeza votarei a favor. Primeiro, porque o Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação pública básica do nosso País, desde que foi criado em 2006 e implementado em 2007. Segundo, porque, há meses, nós, da bancada do PT na Câmara, temos feito campanhas de mobilização em favor da votação e da aprovação da PEC 15/15. Por fim, esse projeto é fruto de muito debate e traz dois novos benefícios: tornar o Fundo permanente [sem data para expirar] e aumentar o aporte de recursos por parte da União”.

Com a aprovação da matéria, a partir do próximo ano a complementação da União no Fundeb vai subir de 10% para 12,5%; em 2022, passa a ser de 15%; em 2023, sobre para 16,5%; no ano seguinte, passa a ser de 18%; em 2025, chega a 19%; e, depois, vai ficar de forma permanente em 20%.

O aumento vai possibilitar que o governo do Estado remaneje até R$ 200 milhões por ano quando o porcentual atingir 20%, informa o governador Reinaldo Azambuja. Atualmente, a gestão estadual complementa parte dos recursos para garantir o Fundeb.  

No ano passado, o governo estadual destinou R$ 1,126 bilhão para o Fundeb, de acordo com o site Transparência de MS. Juntos, Estado e municípios sul-mato-grossenses aplicaram cerca de R$ 2,5 bilhões.

Fundeb: entenda a composição

O Fundeb é composto por parte dos recursos arrecadados por União, estados e municípios. Esses recursos são obrigatoriamente aplicados na Educação. A União complementa o valor mínimo se porventura a arrecadação de estados e prefeituras for baixa. 

Hospital São Julião

Pré-candidato a presidente, Augusto Cury participa de palestra solidária em Campo Grande

Com renda destinada ao Hospital São Julião, palestra propõe reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental

11/05/2026 16h00

Foto: Reprodução

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O médico psiquiatra, escritor e agora pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury, estará em Campo Grande no próximo dia 15  para ministrar a palestra “Gestão da Emoção na Era da Intoxicação Digital”. Com ingressos entre R$ 150 e R$ 300, o evento será realizado às 19h, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, com renda integral destinada ao Hospital São Julião.

A participação de Augusto Cury ocorre poucos dias após o Avante lançar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, evento realizado em Belo Horizonte, na última quinta-feira (7). Aos 67 anos, esta é a primeira vez que o autor entra na política partidária.

Reconhecido como um dos autores mais lidos do Brasil nas últimas décadas, Cury acumula mais de 40 milhões de livros vendidos, referência internacional em saúde emocional e inteligência emocional. Na palestra inédita em Campo Grande, o psiquiatra propõe uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental.

Com mais de 50 obras publicadas em 70 países, ele se tornou uma referência mundial em educação emocional e qualidade de vida.

Cury abordará temas como ansiedade, autocontrole emocional, construção da autoestima e os efeitos da chamada “intoxicação digital”. Segundo a organização, o encontro pretende oferecer ao público técnicas práticas para lidar com emoções de forma consciente em meio às pressões da vida contemporânea.

Conforme os organizadores, toda a arrecadação será revertida para fortalecer os atendimentos oferecidos pela entidade a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Política 

Ao anunciar a pré-candidatura presidencial, Augusto Cury afirmou que pretende defender propostas voltadas à geração de empregos e ao empreendedorismo.

Além dele, também já aparecem como pré-candidatos à presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (Unidade Popular).

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"Canetada judicial"

Direita de MS reage à decisão de Moraes de mandar suspender Lei da Dosimetria

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou a aplicação da lei até que a análise do texto seja concluída pela Corte

11/05/2026 08h00

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, provoca mais uma polêmica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, provoca mais uma polêmica Luiz Silveira/STF

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria até que a análise do texto seja concluída pela Corte provocou reação em cadeia das lideranças da direita de MS, que passaram a adotar o mesmo discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República. 

Os aliados do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) no Estado classificaram a medida como uma interferência do Judiciário em decisões aprovadas pelo Congresso Nacional e defenderam reação institucional contra o magistrado.

Pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro chamou a decisão de Moraes de “canetada monocrática” e afirmou que o Supremo estaria desrespeitando a vontade dos representantes eleitos pelo povo. 

O posicionamento dele foi seguido por nomes influentes da direita sul-mato-grossense, como o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, o deputado federal Marcos Pollon (PL), o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o deputado federal Beto Pereira (Republicanos) e o senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, que criticaram a suspensão da lei e voltaram a defender medidas contra o ministro.

Azambuja afirmou que a decisão representa um “preocupante desequilíbrio entre os Poderes”.

“Ao suspender a dosimetria das penas, o ministro do STF Alexandre de Moraes promove, mais uma vez, um preocupante desequilíbrio entre os Poderes, afronta a Constituição e acaba atrasando um benefício aguardado por centenas de pessoas e suas famílias. Não é saudável para a democracia quando um Poder ultrapassa os limites de sua atuação e interfere em atribuições que precisam ser respeitadas”, disse.

Azambuja também afirmou que “os Poderes precisam ser respeitados, cada um no seu espaço, no seu papel e dentro dos limites da Constituição Federal”, enquanto Nelsinho Trad criticou o fato de a suspensão ter ocorrido por decisão individual.

“Lamento essa decisão, pois todo rito do Poder Legislativo, seja da Câmara dos Deputados, seja do Senado, bem como a manifestação do Poder Executivo e a posterior deliberação acerca do veto presidencial pelo Congresso Nacional, foi invadido por uma decisão monocrática que tem como objetivo postergar sem prazo sua aplicação”, afirmou.

Já Marcos Pollon elevou o tom contra Moraes e voltou a defender o impeachment do ministro. “Isso só acontece porque faltam senadores com determinação e coragem para limitar esse tipo de abuso. O Senado precisa ‘impichar’ Alexandre de Moraes, aprovar a anistia e tirar os inocentes da cadeia”, disse. 

Pollon afirmou ainda que o projeto original da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 acabou sendo transformado em Lei da Dosimetria após diálogo entre parlamentares e o ministro. 

“Não bastasse a humilhação de o Congresso ter aprovado um projeto de lei que, segundo todo mundo falava, passou pela chancela e a autorização de Moraes, agora nos deparamos com mais uma situação absurda”, declarou. 
Outro integrante da bancada bolsonarista, Rodolfo Nogueira, também criticou a decisão e afirmou que o Congresso “precisa ser respeitado”.

 “O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria, aprovada e promulgada pelo Congresso, demonstrando mais uma vez que suas decisões individuais podem atropelar a vontade dos representantes eleitos pelo povo brasileiro. Democracia não é poder concentrado nas mãos de um único ministro do STF”, afirmou, defendendo a abertura de um processo de impeachment contra o magistrado.

Na opinião de Beto Pereira, a decisão foi uma aberração. “Trata-se de mais uma decisão monocrática do STF que suspende os efeitos de uma matéria amplamente discutida no Congresso”, lamentou.

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