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Mais do mesmo

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ARCÂNGELA MOTA, TV PRESS

09/02/2010 - 22h15
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“Poder paralelo” se transformou em um interminável jogo de gato e rato. Após mais de nove meses no ar, a trama de Lauro César Muniz atualmente se resume a uma disputa sem fim entre o agente Tony, de Gabriel Braga Nunes, e o mafioso Bruno, de Marcelo Serrado. Com o final prorrogado três vezes, a novela da Record tenta esticar ao máximo um embate que tinha tudo para já ter terminado. Em uma história construída à base de tiros, vinganças e traições, muita ação aconteceu, mas poucas coisas foram resolvidas. E, a julgar pela quantidade de vezes em que escapou da morte, o protagonista Tony parece ter mesmo as sete vidas de um felino. Quando “Poder paralelo” estreou na Record, em abril de 2009, surpreendeu pela qualidade da história, o texto bem escrito e as boas atuações de grande parte do elenco. Passados nove meses, a novela ainda guarda essas características e mostra que tem fôlego ao manter a audiência em torno dos razoáveis 12 pontos. Mas sustentar uma trama baseada no complexo universo da máfia não é algo tão fácil. Ainda mais durante todo esse tempo. E, apesar dos bons índices, o folhetim evidencia, aos poucos, os desgastes na história. Assistir à busca pela “vendetta” de Tony, por exemplo, requer uma boa dose de paciência. Após uma série de altos e baixos e muitas juras de morte, o protagonista, atualmente, se esconde de Bruno enquanto se recupera de um tiro quase fatal. Isso depois de ter tido várias chances de matar o inimigo e, inexplicavelmente, não o fazer. A rivalidade entre os dois se estende até o terreno amoroso. No centro dessa disputa está a atriz Fernanda Lira, personagem de Paloma Duarte. A ex-amante de Bruno desperta ainda mais a fúria do mafioso em função de seu amor incondicional por Tony. Mas o agente, que em nada lembra um mocinho romântico, ainda não se decidiu se fica com ela ou com a jornalista Lígia, de Miriam Freeland. E a vida amorosa de Tony anda tão agitada quanto a sua busca por vingança. Tanto que, ultimamente, ele começou a ceder às investidas da ousada Antônia, interpretada por Francisca Queiroz. A aposta nos romances, que muitas vezes ficaram em segundo plano na novela, voltou a ser feita com mais intensidade. Talvez em função da necessidade de prolongar a trama, os dramas amorosos passaram a dividir espaço com as sequências de ação. E isso fica evidente no destaque dado ao retorno da sofrida Nina, de Patrícia França. Após ter dado à luz, a personagem tenta reestruturar sua vida longe do pai da criança, o jovem Pedro, de Guilherme Boury. Mas, inconformado, ele dá início a uma jornada atrás da moça. Enquanto isso, em outros núcleos, mais laços afetivos são criados. É o caso do incipiente romance entre Téo e Gigi, de Tuca Andrada e Karen Junqueira, e do triângulo amoroso formado por Antônia, Rafael e Maura, de Francisca Queiroz, Floriano Peixoto e Adriana Garambone, respectivamente. Mas além do apelo dos romances para incrementar a trama, ainda existe a emblemática figura de um assassino misterioso, que já matou vários personagens importantes da história. O suspense criado com isso é um eficiente recurso para prender a atenção. Mas, até a identidade dele ser revelada, ainda faltam muitos tiros, correrias e um festival de prorrogadas mesmices.

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

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Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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