Política

INTERIOR

'Mais Louco do Brasil' rasga projeto e desiste de subir o próprio salário

Além de desistir de sua reposição, Juliano Ferro (PL) afirma também que irá aumentar o salário dos funcionários e professores

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Através das redes sociais, o autointitulado "Prefeito Mais Louco do Brasil", Juliano Ferro (do Partido Liberal), usou o instagram na manhã desta sexta-feira (23) para vir à público rasgar o projeto que seria apreciado em sessão extra na Câmara Municipal, simbolizando que estaria "desistindo" de subir o próprio salário. 

Nas palavras, o prefeito de Ivinhema, no interior do Estado, afirma que não irá aguentar "vagabundo com o nome meu na boca", rasgando em seguida a proposta de aumento do próprio salário e do valor pago a secretários municipais e chefe de gabinete.

O chefe do executivo publicou um primeiro vídeo, ainda ontem, dizendo que estava parando a própria refeição para esclarecer e "se defender" dos ataques que estaria sofrendo por parte da imprensa sul-mato-grossense, já que estava marcada para a quinta-feira (22) a sessão extra para aumentar o próprio salário. 

De acordo com Juliano, enquanto prefeito de Ivinhema, ele receberia aproximadamente 19 mil reais para pegar R$14 mil em valores líquidos mensais. 

"É um barulho de imprensa em cima da gente... Estou rasgando esse projeto, que eu já trabalhei 4 anos ganhando R$19.000 e não 19 mil que vai deixar mais pobre, mais rico e vou para cima. Eu não vou ficar aguentando vagabundo com o nome meu na boca aí, site velho sem vergonha querendo crescer.", comenta. 

Em complemento, após rasgar o projeto diante das câmeras ele afirma que "agora eu que não quero mais aumento", dizendo abrir mão inclusive do que seria a sua reposição salarial.

"E eu vou trabalhar mais esse resto deste mandado, desses três anos, com esse salário que pra mim é injusto. Porque se aumenta, passam dois dias e a justiça não deixa você aumentar. Aí a mídia pau em cima. Você pede reajuste é o maior inferno, é nego ligando para vereador. Então, eu entrei na política e vou me virar, vou vender carro, vou fazer sorteio, bora pra cima ganhar comissão", complementou. 

Além de desistir de sua reposição, diante disso, Juliano afirma também que irá aumentar o salário dos funcionários e professores, por exemplo. 

"Porque em 16 anos dentro de Ivinhema deram 24% de aumento. Esse ano, meu  5º ano de mandato, eu já passei de 40% de aumento para o funcionário público, valorizando a classe de trabalhadores... só que o meu, a gente não pode aumentar, não pode dar reajuste nem nada". 

Esse projeto de aumento do próprio salário deveria ser votado ontem, em sessão marcada para 18h, junto com outras quatro propostas, que pretendiam autorizar, por exemplo: 

  • Abertura de crédito adicional especial
  • Concessão de contribuição financeira a Sociedade Esportiva Recreativa Ivinhema
  • Contratação de Operação de Crédito do Programa Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS),
  • Concessão de auxílio financeiro para a Mitra Diocesana de Naviraí, da Paróquia São Paulo Apóstolo de Ivinhema, para a 5ª edição da Corrida e Caminhada do Padroeiro. 

Entenda

Vale lembrar que, ainda no ano passado, após decisão judicial determinar que o subsídio de Juliano Ferro deveria cair de 35 para quase 20 mil reais, o prefeito de Ivinhema chegou a anunciar um ajuste para R$25.025,00. 

Por meio de suas redes sociais, o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), conhecido como o "Mais louco do Brasil" chegou a tratar sobre o "facão" na prefeitura de Ivinhema, apontando essa redução de dez mil reais do próprio salário, mais a redução de 15% para os secretários, com vencimentos que saíram de R$12,8 mil para pouco mais de R$10 mil.

A primeira liminar teria sido concedida através do juiz da 1ª Vara de Ivinhema, Rodrigo Barbosa Sanches, mantida posteriormente pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, bem como pelo presidente do TJMS na ocasião, desembargador Dorival Renato Pavan. 

Ainda assim, mesmo com as determinações, o prefeito teria decidido pelo ajuste acima do limite estabelecido pela Justiça por conta própria. 

Agora, Juliano Ferro (PSDB) cita que seguirá "ganhando pouco" mas "trabalhando dobrado", proferindo insultos à imprensa, a quem chama de "peste", "nêgo vagabundo", "praga" e classifica como "tudo safado", dizendo que pretende "ir para cima e chegar onde nem imaginam" 

"E se prepara, que a hora que eu chegar, a corda vai estalar. Essa mamata de imprensa, mamata de nego, ficar aí recebendo mídia aqui, ali, pra atacar... um dia eu vou derrubar, pode gravar bem.

Vou ser o maior pesadelo de vocês, 'camboio' de peste, de vagabundo, que explora em cima do meu nome e quer ganhar mídia em cima, que vem falando mal de mim e todas as pessoas que me beiram, um dia eu vou chegar, e aí vocês vão sentir o peso dessa mão, e não quero mais salário não, agora, não quero mais aumento de salário, para cima", concluiu.

 

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Eleições 2026

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo à Corte

23/10/2026 14h51

Canal Exército do Lula

Canal Exército do Lula Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Entenda o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

Eleições 2026

Eleitores podem consultar local de votação para o 2º turno neste domingo

E-Título reúne dados e pode ser usado como documento oficial, desde que tenha a fotografia do eleitor

23/10/2026 13h49

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os eleitores de Mato Grosso do Sul podem consultar informações sobre a votação pelo e-Título, aplicativo que também pode ser usado como documento de identificação no dia do segundo turno, neste domingo (25), desde que tenha a fotografia do eleitor.

Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta que o aplicativo seja baixado com antecedência para que o eleitor confira seus dados. Caso a foto não apareça no e-Título, será necessário apresentar outro documento oficial com foto para votar.

Além disso, o aplicativo permite consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, consultar eventuais débitos e acessar o histórico de justificativas.

Justificativa pelo celular

Quem deixar de votar poderá justificar a ausência pelo aplicativo no próprio dia da eleição. O recurso pode ser utilizado por eleitores que estiverem em município diferente daquele onde possuem domicílio eleitoral. O aplicativo utiliza a geolocalização para confirmar a localização do usuário e, nesse caso, não é necessário apresentar um documento que comprove a ausência.

O e-Título é gratuito e está disponível para aparelhos smartphones e tablets com sistemas Android e iOS.

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