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Eleições

Mandetta supera Dória e Amoedo em pesquisa para 2022

Bolsonaro só teria dificuldades em pleito contra Lula e Moro

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O ex-ministro de Saúde, Luís Henrique Mandetta(DEM), superaria o Governador de São Paulo, João Dória (PSDB), em um dos cenários previstos pelo instituto Paraná Pesquisas. O estudo foi divulgado nessa semana, e Jair Bolsonaro (sem partido) venceria o primeiro turno dos três pleitos simulados pela pesquisa. 

Na quinta-feira, o sul-mato-grossense manisfestou, em entrevista à Band News TV, que tem intenção de concorrer ao pleito de 2022, mesmo que o partido dele não concorde. Não é a primeira vez que o ex-ministro comenta a possibilidade de candidatura em 2022. 

Em entrevista à agência de notícias francesa AFP, em junho, Mandetta disse manter contato com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro,

No terceiro cenário, o atual presidente teria a maior vantagem. Seriam 30,7% das intenções de votos, contra 14,5% do segundo colocado, Fernando Haddad (PT). Em seguida estariam Ciro Gomes (PDT) com 10,7% Luciono Huck (sem partido) com 8,3%, e então Mandetta. João Amoedo (Novo) apareceria com 4%. 

No entanto, os cenários um e dois não seriam tão tranquilos assim para Bolsonaro. No primeiro, ele teria 29% com 17,1% de Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça, e 13,4% de Fernando Haddad. Na segunda pesquisa, o ex-presidente Lula seria a maior pedra no sapato, com 21,9% de intenção de votos, contra 27,5% do atual Chefe do Executivo. 

Esse seria o cenário mais complicado para o presidente. Nele, Sérgio Moro viria em terceiro arrancando uma boa fatia do eleitorado com 16,8% e Ciro Gomes em quarto com 8,8%. João Dória é o que mais sofreria aqui, pontuando apenas 3,8%. 

João Dória apontado como um dos maiores opositores de Jair Bolsonaro durante a pandemia, não consegue passar de 5% em nenhuma das três pesquisas. E a pouca expressividade do Governador de São Paulo também pode ser observada nas simulações de segundo turno. 

De todos os possíveis candidatos inseridos na amostragem, Dória seria o que perderia pela maior diferença: são 23% dos votos contra 51,7%. Assim como na primeira rodada de votações, Bolsonaro venceria em todos os cenários. O ex-presidente Lula teria a votação mais expressiva: 36,4%, bem parecida que a possível disputa contra Sergio Moro, que teria 35%.

Luciano Huck, também teria dificuldades, caso chegasse na reta final. Assim como Dória ele não passaria dos 30%, somando 27,6%. Os dois pleitos seriam os únicos em que Bolsonaro venceria com mais de 50% dos votos. 

O número que chama a atenção é o das pessoas que não votariam em nenhum dos candidatos ou não sabem em que votar. No primeiro turno a soma é sempre maior que 15%, já para o segundo esse número seria sempre maior que 20%, exceto se um embate com Lula se confirmasse. 

Eleições 2026

Tema central da campanha ao governo, Saúde gera divergência em candidatos

Mapeamento das propostas para a área mostra diferenças sobre administração de hospitais, regionalização e fim das longas filas

18/08/2026 08h00

Os candidatos a governador Lucien, Catan, Jeferson, Fábio, Riedel, Renato, Delcídio e Daniel

Os candidatos a governador Lucien, Catan, Jeferson, Fábio, Riedel, Renato, Delcídio e Daniel Foto: Montagem

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Tema central de preocupação da população de Mato Grosso do Sul, conforme apontou o diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, a saúde pública ganhou espaço de destaque nos programas apresentados pelos oito candidatos ao governo do Estado nas eleições de 4 de outubro.

Filas para consultas, exames e cirurgias, falta de especialistas no interior e necessidade de percorrer longas distâncias em busca de atendimento estão entre os problemas que as candidaturas prometem enfrentar a partir de 2027.

Diante dessa preocupação, levantamento feito pelo Correio do Estado nos planos registrados pelos candidatos mostra como principal ponto de convergência a proposta de levar mais serviços especializados para o interior e reduzir a dependência de Campo Grande, enquanto as divergências aparecem, principalmente, na maneira como cada candidato pretende alcançar esse objetivo.

O governador Eduardo Riedel (PP) pretende ampliar o modelo de regionalização e saúde digital adotado na atual gestão, enquanto o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) defendem maior participação direta do Estado na administração dos hospitais.

Já o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) estabelece prazo para zerar filas críticas, enquanto o economista Renato Gomes (DC) promete aumentar significativamente a fatia do orçamento destinada à área.

Os outros três candidatos – Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Lucien Rezende (Psol) – concentram suas propostas na ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), na telemedicina, na contratação de profissionais e na expansão da estrutura pública de atendimento.

Se os caminhos propostos são diferentes, os programas convergem em um diagnóstico: a concentração de especialidades e procedimentos de maior complexidade obriga moradores do interior a se deslocarem para grandes centros e aumenta a pressão sobre os hospitais da Capital.

A questão que deverá marcar o debate eleitoral, portanto, não é somente a necessidade de regionalizar o atendimento. Os candidatos terão de convencer o eleitor sobre como reduzir as filas, garantir médicos e especialistas no interior, ampliar a capacidade dos hospitais e financiar uma área que aparece no topo das preocupações da população estadual.

PROPOSTAS

Riedel pretende consolidar a regionalização da Saúde, fortalecer hospitais de média complexidade e colocar em funcionamento o Hospital Regional do Pantanal.

O plano também aposta na ampliação da telemedicina, na regulação integrada com os municípios e no atendimento regionalizado a pessoas com deficiência e autismo.

Fábio propõe retomar para o Estado a gestão dos hospitais regionais atualmente administrados por entidades privadas e construir três novas unidades, em Corumbá, Naviraí e Jardim.

Também prevê fortalecer hospitais já existentes, criar centros de especialidades e instituir uma carreira estadual do SUS para ajudar a fixar profissionais no interior.
 

Catan estabelece como principal meta zerar, nos primeiros 12 meses, as filas críticas de consultas, exames e cirurgias, enquanto Delcídio pretende fortalecer a gestão pública direta da Saúde e rever contratos com organizações sociais e parcerias público-privadas (PPPs).

Entre as propostas estão ampliar o programa Saúde da Família e os serviços de média e alta complexidade, criar centros especializados nos hospitais regionais e estabelecer planos de carreira aos profissionais.

Renato propõe aumentar gradualmente a aplicação estadual na Saúde para entre 18% e 20% do orçamento ao fim do mandato. Lucien defende ampliar os investimentos no SUS e o programa Mais Médicos, principalmente no interior e em áreas de maior vulnerabilidade.
 

Jeferson apresenta uma proposta mais enxuta, baseada na regionalização da rede hospitalar e na ampliação da telemedicina para reduzir as viagens de moradores do interior até Campo Grande, enquanto Daniel defende ampliar os recursos para o SUS e lançar um plano emergencial para a construção de hospitais e postos de saúde.

stf

Moraes autoriza Bolsonaro a sair da prisão domiciliar para ir ao dentista

Data e local do atendimento serão mantidos em sigilo por segurança; Se houver vazamento da informação, o deslocamento deverá ser cancelado

17/08/2026 19h00

Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Ministro Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Reprodução

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar para ir ao dentista.

De acordo com a decisão, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a defesa de Bolsonaro deverão combinar o procedimento de deslocamento para realização do procedimento clínico.

O ministro determinou que, por motivos de segurança, o local e a data do atendimento deverão ser mantidos em sigilo. Se houver vazamento da informação, o deslocamento deverá ser cancelado.

Na semana passada, os advogados de Bolsonaro pediram que ele seja atendido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, sua nora, casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na decisão, Moraes citou na decisão que Polícia Militar sugeriu que o procedimento seja realizado no centro médico da corporação. A decisão não especifica se Fernanda poderá fazer o atendimento.

Bolsonaro está proibido de receber visitas após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita por ele, que está em prisão domiciliar e proibido de fazer postagens nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele teve a prisão domiciliar autorizada.

O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana. Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente por Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

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