Política

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Marcelo Iunes é multado em R$79 mil por divulgar pesquisa falsa

Além do prefeito de Corumbá, o radialista e a empresa de comunicação também responderão por crimes de desinformação. O vídeo já foi retirado de circulação das redes sociais.

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O atual prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes (PSDB), foi multado pela Justiça Eleitoral em R$ R$79.807,50, por falsa divulgação de pesquisa eleitoral. Além do parlamentar, foram também penalizados a Associação Pantaneira de Comunicação e Cultura (Rádio Comunitária FM Pantanal - 87.9) e o radialista Joel de Souza.

Segundo a denúncia movida pelo partido Solidariedade, no último dia 25 de julho, o prefeito foi até uma rádio no município e divulgou dados eleitorais sem comprovar a lisura da informação. Os falsos dados também foram divulgados nas redes sociais do radialista.

De acordo com o juiz eleitoral Jessé Cruciol Junior, durante a entrevista, Iunes alegou que as "convenções estavam realizadas", mas depois tratou o assunto como uma sondagem informal, sem divulgar os créditos da pesquisa.

Em diálogo com a Justiça Eleitoral, o radialista disse que apenas realizou a pesquisa, sem qualquer envolvimento na divulgação e por isso não se responsabiliza pelo ato que não praticou.

Segundo a Associação Pantaneira de Comunicação e Cultura (Rádio Comunitária FM Pantanal 87.9), a defesa da propaganda eleitoral foi realizada pela rádio, mas depois a entidade destacou que não houve pesquisa, apesar de o candidato ter usado o termo durante a entrevista. 

Diante do crime eleitoral, o juiz acatou a denúncia do Solidariedade e determinou a retirada da entrevista do ar. A página de Facebook do radialista, onde o vídeo foi publicado, está indisponível.

Em caso de nova divulgação da entrevista, os envolvidos podem ser multados em R$15 mil por cada publicação.

 

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Postura

STF: Dino comenta sobre exclusão de imprensa no plenário e diz que não foi consultado

Secretaria de comunicação do Supremo negou que haja pessoas convidadas

14/09/2026 22h00

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira, 14. que não foi consultado sobre a proibição para a imprensa acessar o plenário da Corte no julgamento desta terça-feira, 15, quando o Tribunal vai decidir se autoriza a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes em razão do seu suposto elo com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O plenário será aberto apenas para pessoas que se credenciaram em link disponibilizado pelo Supremo e tiveram o credenciamento confirmado pelo cerimonial da Corte.

"O ministro Flávio Dino esclarece que não foi consultado sobre esse ponto e, caso consultado, se manifestaria a favor da presença dos jornalistas no plenário. Se estarão presentes centenas de pessoas, algumas inclusive 'convidadas', o ministro entende que não há razão para excluir os jornalistas", afirmou Dino em nota.

A secretaria de comunicação do Supremo negou que haja pessoas convidadas.

Denúncias

Pardal: eleitores denunciam duas irregularidades eleitorais por dia em MS

Levantamento considera os registros apresentados desde 16 de agosto

14/09/2026 17h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 67 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (14), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. Ou seja, em média, duas irregularidades são denunciadas todos os dias no Estado. 

Campo Grande concentra 26 registros, o equivalente a 38% das denúncias feitas no Estado. Dourados (12), Ponta Porã (5) e Bonito (5) aparecem em seguida. Jardim, Ivinhema, Corumbá, Miranda, Nova Andradina, Três Lagoas, Sonora, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Coxim e Caarapó também possum denúncias de irregularidades. 

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual (29) e a deputado federal (22) concentram a maioria das denúncias. Demais denúncias foram destinadas a candidatos a governador (4), senador (2), partido e coligação (10). 

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com 15 registros. Bens públicos (12), vias públicas (8), outdoors e outdoors eletrônicos (6), comícios e showmícios (5), distribuição de material gráfico (4) também estão entre as denúncias. Também há denúncias por adesivagem, confecção e distribuição de brindes. 

Das 67 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 55 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. A maior parte dos registros, 35, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto 32 partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso. Os dados podem ser conferidos aqui!

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