Política

REFORÇO

Marquinhos assume PSD e terá candidato a prefeito

O ex-prefeito da Capital revelou que, apesar do carinho por Adriane Lopes, a maioria do partido quer candidato próprio disputando a prefeitura da Capital

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Como o Correio do Estado já tinha adiantado, o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) confirmou ontem à reportagem que assume o diretório municipal do partido no transcorrer do mês de março, com a missão de buscar uma Câmara Municipal voltada para o crescimento e o desenvolvimento da Capital.

“Queremos candidatos qualificados e competentes, homens e mulheres que colocarão seus nomes para ajudar a nossa Campo Grande”, declarou Marquinhos Trad, reforçando que o PSD é plural e tem várias pessoas com muitos pensamentos diferentes.

“Apesar de nossos filiados terem suas particularidades, o nosso objetivo é um só: fazer de Campo Grande uma cidade que continue na trilha do desenvolvimento e com justiça social”, reforçou o novo presidente municipal do PSD.

Questionado se o partido vai continuar com a prefeita Adriane Lopes (Patriota), Marquinhos garantiu que seu posicionamento pessoal é de simpatia e de carinho para com a atual gestora municipal. “Mas sou apenas um, e outras lideranças do PSD já disseram que vão procurar um nome para disputar o cargo de prefeito nas eleições municipais de 2024”, informou.

VEREADORES

No entanto, para o ex-prefeito, tomar essa decisão agora é prematuro.

“Por isso, vou focar dentro da Capital, onde temos a maior bancada na Câmara Municipal, com oito vereadores. Acredito que, se os atuais vereadores do nosso partido caminharem com maturidade e unidade, vamos continuar com pelo menos seis ou oito nas próximas eleições”, projetou.

Ele também negou que a legenda possa perder nomes do seu quadro na Câmara Municipal, pois todos foram acolhidos de maneira democrática e ideológica.

“Pelo contrário, devemos ganhar mais dois vereadores, que já me asseguraram que vão migrar para o PSD. Não vamos aventar nomes, mas posso adiantar que são dois excelentes nomes e que devem somar muito para o partido”, ressaltou.

Hoje, o PSD tem os vereadores Beto Avelar, Delei Pinheiro, Junior Coringa, Otávio Trad, Professor Riverton, Silvio Pitu, Tiago Vargas e Valdir Gomes. 

No entanto, a reportagem do Correio do Estado foi informada que os vereadores Tiago Vargas e Silvio Pitu estariam com os pés praticamente fora do partido, e que os dois novos nomes que devem chegar à legenda teriam colocado como condição a saída de Junior Coringa, que também não estaria contente na sigla.

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Alternativa

Eleições 2026: Prazo para requerer voto em trânsito termina nesta quinta-feira

Modalidade permite que eleitores votem longe de seus domicílios eleitorais

18/08/2026 14h15

Reprodução / TSE

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Eleitoras e eleitores que estiverem longe de seus domicílios eleitorais durante o pleito deste ano e desejam exercer seu direito ao voto devem se manifestar junto ao Tribunal Regional Eleitoral até o dia 20 de agosto, próxima quinta-feira.  

O serviço estará disponível nos municípios de Campo Grande e Dourados. 

A solicitação pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto.

Em Campo Grande, o local destinado à votação em trânsito será o Sebrae, localizado na Avenida Mato Grosso, nº 1.681, Centro. Já em Dourados, a votação ocorrerá na Paróquia São José Operário, situada na Avenida Marcelino Pires, s/n, Centro.

Voto em trânsito 

O voto em trânsito é destinado a eleitores que estarão fora do município onde votam no dia da eleição e possuem inscrição eleitoral regular. A habilitação pode ser solicitada para o primeiro turno, para o segundo turno ou para ambos.

Quem optar por votar em trânsito em município localizado no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa. Já quem escolher votar em unidade da Federação diferente daquela em que está inscrito poderá votar apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

A habilitação para o voto em trânsito não altera nem transfere a inscrição eleitoral. Após a realização das eleições, o vínculo da eleitora ou do eleitor com sua seção de origem é restabelecido automaticamente.

Caso a pessoa habilitada para votar em trânsito não compareça ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, mesmo se estiver em seu município de origem.

As regras sobre a transferência temporária de eleitoras e eleitores e o voto em trânsito estão previstas nos artigos 30 a 46 da Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Serviço 

Em caso de dúvidas, as eleitoras e os eleitores podem procurar qualquer cartório eleitoral ou acessar os canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Eleições 2026

Tema central da campanha ao governo, Saúde gera divergência em candidatos

Mapeamento das propostas para a área mostra diferenças sobre administração de hospitais, regionalização e fim das longas filas

18/08/2026 08h00

Os candidatos a governador Lucien, Catan, Jeferson, Fábio, Riedel, Renato, Delcídio e Daniel

Os candidatos a governador Lucien, Catan, Jeferson, Fábio, Riedel, Renato, Delcídio e Daniel Foto: Montagem

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Tema central de preocupação da população de Mato Grosso do Sul, conforme apontou o diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, a saúde pública ganhou espaço de destaque nos programas apresentados pelos oito candidatos ao governo do Estado nas eleições de 4 de outubro.

Filas para consultas, exames e cirurgias, falta de especialistas no interior e necessidade de percorrer longas distâncias em busca de atendimento estão entre os problemas que as candidaturas prometem enfrentar a partir de 2027.

Diante dessa preocupação, levantamento feito pelo Correio do Estado nos planos registrados pelos candidatos mostra como principal ponto de convergência a proposta de levar mais serviços especializados para o interior e reduzir a dependência de Campo Grande, enquanto as divergências aparecem, principalmente, na maneira como cada candidato pretende alcançar esse objetivo.

O governador Eduardo Riedel (PP) pretende ampliar o modelo de regionalização e saúde digital adotado na atual gestão, enquanto o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) defendem maior participação direta do Estado na administração dos hospitais.

Já o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) estabelece prazo para zerar filas críticas, enquanto o economista Renato Gomes (DC) promete aumentar significativamente a fatia do orçamento destinada à área.

Os outros três candidatos – Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Lucien Rezende (Psol) – concentram suas propostas na ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), na telemedicina, na contratação de profissionais e na expansão da estrutura pública de atendimento.

Se os caminhos propostos são diferentes, os programas convergem em um diagnóstico: a concentração de especialidades e procedimentos de maior complexidade obriga moradores do interior a se deslocarem para grandes centros e aumenta a pressão sobre os hospitais da Capital.

A questão que deverá marcar o debate eleitoral, portanto, não é somente a necessidade de regionalizar o atendimento. Os candidatos terão de convencer o eleitor sobre como reduzir as filas, garantir médicos e especialistas no interior, ampliar a capacidade dos hospitais e financiar uma área que aparece no topo das preocupações da população estadual.

PROPOSTAS

Riedel pretende consolidar a regionalização da Saúde, fortalecer hospitais de média complexidade e colocar em funcionamento o Hospital Regional do Pantanal.

O plano também aposta na ampliação da telemedicina, na regulação integrada com os municípios e no atendimento regionalizado a pessoas com deficiência e autismo.

Fábio propõe retomar para o Estado a gestão dos hospitais regionais atualmente administrados por entidades privadas e construir três novas unidades, em Corumbá, Naviraí e Jardim.

Também prevê fortalecer hospitais já existentes, criar centros de especialidades e instituir uma carreira estadual do SUS para ajudar a fixar profissionais no interior.
 

Catan estabelece como principal meta zerar, nos primeiros 12 meses, as filas críticas de consultas, exames e cirurgias, enquanto Delcídio pretende fortalecer a gestão pública direta da Saúde e rever contratos com organizações sociais e parcerias público-privadas (PPPs).

Entre as propostas estão ampliar o programa Saúde da Família e os serviços de média e alta complexidade, criar centros especializados nos hospitais regionais e estabelecer planos de carreira aos profissionais.

Renato propõe aumentar gradualmente a aplicação estadual na Saúde para entre 18% e 20% do orçamento ao fim do mandato. Lucien defende ampliar os investimentos no SUS e o programa Mais Médicos, principalmente no interior e em áreas de maior vulnerabilidade.
 

Jeferson apresenta uma proposta mais enxuta, baseada na regionalização da rede hospitalar e na ampliação da telemedicina para reduzir as viagens de moradores do interior até Campo Grande, enquanto Daniel defende ampliar os recursos para o SUS e lançar um plano emergencial para a construção de hospitais e postos de saúde.

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