Política

eleições 2024

Marquinhos cogita PP, União Brasil ou PL para concorrer à vaga de vereador

O ex-prefeito de Campo Grande estaria descontente com os rumos de sua atual legenda e teria decidido sair

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De ex-candidato a governador derrotado depois de denúncias de supostos crimes sexuais a provável candidato a vereador disputado por outras três grandes legendas em um intervalo de quase dois anos. 
Poderia até ser um enredo de novela, mas se trata da atual situação do ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad, que, por enquanto, ainda continua no PSD.

No entanto, conforme interlocutores de Marquinhos Trad ouvidos pelo Correio do Estado, nos próximos dias ele deve sair do PSD para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande por outra legenda.
Até o momento, de acordo com informações apuradas pela reportagem, o ex-prefeito, que renunciou ao cargo em abril de 2022, após ter sido reeleito seis meses antes, teria recebido convites para se filiar ao PP, da senadora Tereza Cristina, ao União Brasil, da ex-deputada federal Rose Modesto, e ao PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Correio do Estado levantou que Marquinhos Trad estaria pendendo a aceitar o convite do PP ou do União Brasil, pois o convite do PL teria sido feito por um amigo em comum dele e do presidente estadual da legenda, deputado federal Marcos Pollon, portanto, não teria partido diretamente da liderança da sigla.
Ainda conforme apuração da reportagem, o ex-prefeito teria sido contatado pela senadora Tereza Cristina, que lhe convidou para se reunirem com o objetivo de conversar sobre sua filiação ao PP.

Já no caso do União Brasil, o convite também teria sido feito pela superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste, Rose Modesto, lembrando que o partido ainda tem em suas fileiras o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, primo de Marquinhos.

Entretanto, Rose Modesto pode enfrentar resistência interna, afinal, Marquinhos é um provável campeão de votos e tiraria a vaga de quem já está na legenda há mais tempo, portanto, não será uma tarefa fácil convencer os demais filiados. Com isso, o caminho mais provável para o ex-prefeito é ingressar no PP, em que já está sua ex-vice-prefeita e atual prefeita da Capital, Adriane Lopes, pré-candidata à reeleição.

DESCONTENTAMENTO

O Correio do Estado ainda obteve a informação de que Marquinhos Trad tomou a decisão de sair do PSD por descontentamento com os rumos que o partido estaria tomando ao se aproximar do PSDB.

Segundo interlocutores próximos do ex-prefeito, ele ainda não digeriu o fato de que teriam partido do ninho tucano as denúncias de crime sexuais para inviabilizar sua candidatura a governador nas eleições de 2022.
Também teriam pesado na decisão as especulações de que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, estaria negociando com o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, o apoio do partido à pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira a prefeito da Capital.

Além disso, haveria o suposto impedimento, por parte do deputado estadual Pedrossian Neto, pré-candidato do PSD a prefeito de Campo Grande, e de seu irmão, senador Nelsinho Trad, presidente estadual da legenda, à sua candidatura a vereador.

Outro fator que pesou é o fato de Marquinhos Trad ter reclamado à Executiva nacional do PSD sobre a falta de participação nas decisões do partido em Mato Grosso do Sul e, principalmente, em Campo Grande.

Afinal, o ex-prefeito e o falecido jornalista Antonio João Hugo Rodrigues foram os responsáveis pela reconstrução do PSD no Estado, porém, quando seu irmão ingressou no partido já com o mandato de senador, a executiva nacional automaticamente lhe repassou o comando da legenda.

O Correio do Estado procurou Marquinhos Trad para comentar as informações, bem como a senadora Tereza Cristina, a ex-deputada federal Rose Modesto e o deputado federal Marcos Pollon, porém, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

HUMILDADE

Diferentemente de outras lideranças políticas de Campo Grande, Marquinhos Trad não tem o menor problema de descer um degrau na hierarquia política e disputar uma vaga de vereador nas eleições deste ano.

Ele segue o exemplo do ex-governador Zeca do PT, que, após administrar Mato Grosso do Sul por dois mandatos, também saiu candidato a vereador por Campo Grande e foi um dos mais votados.

Agora, o ex-prefeito pretende repetir o feito do petista e ser um dos mais votados, ajudando sua futura sigla a fazer pelo menos mais dois vereadores no pleito deste ano.

Parceria

Empréstimo de R$ 415 milhões para o Hospital Regional é aprovado pelo Senado

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

13/08/2026 17h00

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13)

Resolução que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Senado aprovou o empréstimo de US$ 80 milhões (aproximadamente R$ 415 milhões), repasse entre Governo do Estado e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destinados à parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional. 

A resolução parlamentar que valida a operação de crédito externo foi aprovada nesta quinta-feira (13) pelo Plenário do Senado e segue à promulgação. 

O empréstimo conta com garantia da União, nos termos da mensagem da Presidência da República (MSF 48/2026) ratificada pelos senadores.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) confirmaram o cumprimento dos requisitos legais para a tomada dos recursos pelo governo do Estado.

Em seu relatório, a senadora Tereza Cristina (PP) argumentou que “o principal objetivo deve ser assegurar uma estrutura hospitalar adequada, serviços de qualidade e utilização eficiente dos recursos públicos, mantendo sempre a saúde e o interesse coletivo como referências centrais da iniciativa”.

Em maio o Governo do Estado assinou a concessão do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul à empresa Inova Saúde, subsidiária da Construcap CCPS Engenharia e Comércio, vencedora do leilão para comandar administrativamente o hospital através de parceria público-privada. Conforme o contrato, a empresa deve iniciar os serviços em janeiro de 2027. 

De acordo com Riedel, a decisão da privatização do Hospital foi motivada por experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo em gestão de hospitais públicos. O objetivo é oferecer serviço gratuito à população com recursos compatíveis ao orçamento estadual. 

"Este foi o melhor modelo encontrado que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, modernização do hospital, não só do ponto de vista de equimaneto e da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão. Temos muita convicção de que essa mudança traria um resultado muito positivo e impactaria a saúde e no projeto da saúde de todo o estado", afirmou o governador à época. 

O leião da concessão aconteceu na sede da B3, em São Paulo e teve cinco interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, que era de R$ 20,3 milhões, ofertando R$ 15,9 milhões, valor muito inferior ao dos quatro outros concorrentes do leilão.

O plano de implementação será feito em fases progressivas. Em janeiro do próximo ano a empresa assume serviços de apoio não assistenciais, como a hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de TI. 

Após 20 meses, a Inovar assume a indústria farmacêutica, que é a compra de medicamentos. Um ano depois, a empresa assume a reforma e modernização do chamado "Bloco Velho", passando para as outras áreas após a conclusão, até a consolidação total da operação, com previsão de 56 meses.

"Isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do Estado, e por isso é uma operação assistida, até a operação plena ser consolidada, com parte da PPP. Mas visando sempre o melhor e a melhor eficiência para o cidadão", explicou o Dr. Vinícius Batistela. 

Saiba*

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é considerado o maior hospital de alta complexidade do Estado, atendendo mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP será responsável por modernizar e expandir os serviços essenciais por um período de 30 anos. 

"Me tirem!"

'Mais louco do Brasil' diz que PL pode expulsá-lo após apoiar petista ao Senado

Prefeito rebateu candidata a deputada estadual que pediu saída dele da legenda

13/08/2026 14h15

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado

Vander Loubet foi um dos escolhidos por Juliano Ferro ao Senado Foto: Montagem

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Após declarar apoio à candidatura do petista Vander Loubet ao Senado, Juliano Ferro (PL), prefeito de Ivinhema autointitulado "Mais louco do Brasil" disse que o partido pode expulsá-lo, mas que mesmo assim manterá apoio àqueles que sempre os ajudaram duranto a construção de seu mandato.

Na manhã desta quinta-feira (13), a candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) foi até a sede estadual do partido, em Campo Grande, e protocolou um pedido de expulsão de Juliano Ferro por infidelidade partidária. 

Amplamente identificado com a ala bolsonarista, a declaração de apoio a Vander em detrimento da candidatura de Capitão Contar, do mesmo partido, não foi bem acolhida por grande parcela de seus eleitores, fato que provocou uma enxurrada de declarações negativas de sua própria base eleitoral.  

Em suas redes sociais, reiterou o apoio a Vander Loubet e disse que o petista é o único da esquerda que decidiu apoiar, mantendo assim apoio para Flávio Bolsonaro à presidência, Riedel para Governador, Mara Caseiro na disputa pela Câmara Federal, Zé Teixeira, candidato a deputado estadual e Reinaldo Azambuja, sua primeira escolha no Senado. 

"Eu não estou fazendo "desfidelidade (sic) partidária não, eu não sou candado a deputado estadual e nem federal, não sou candado a nada, eu sou prefeito. Se quiserem me tirar do partido, tirem!"

Na sequência, diz que a escolha por Vander se deu como uma espécie de gratidão ao fato do atual deputado federal auxiliá-lo com recursos federais. Tenho que apoiar quem ajudou a construir o mandato, quem hoje atende a "necessidade da população", falou. 

"E eu não vou pelo partido, vou pelas melhores propostas pelo nosso estado, eu vou por queles que me ajudaram a conduzir o meu mandato. Fui reeleito com 82%, então antes de falar de mim vai lá e pergunta em Ivinhema como que é o nosso mandato." No mesmo vídeo, diz que a candidatura do do outro candidato ao Senado pelo PL (Capitão Contar) não o convenceu. Além de Ferro, Júlio Buguelo (PSD), prefeito de Glória de Dourados também declarou apoio a Vander. 

No vídeo, alguns de seus seguidores o apoiam, ao passo que outros o chamam de "petista enrustido". 

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