Política

CAMALEÕES

Marquinhos Trad e Rose Modesto mudaram de cor ao longo das últimas eleições

Autodeclarado branco, ex-prefeito se disse pardo em 2014 e 2016, anos em que Rose Modesto, atualmente parda, se declarou branca

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Algo de inusitado ocorreu entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul em 2022. Dois dos oito concorrentes, a deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) em períodos diferentes de suas trajetórias políticas, sustentaram pertencer a etnias diferentes.

Os registros do Divulgacand, portal de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral, constataram que tanto Rose Modesto, quanto Marquinhos Trad, registraram nas eleições de 2014 e 2016, que eram brancos e pardos..  

Na primeira data (2014), Rose Modesto foi eleita vice-governadora de MS, eleição vencida por Reinaldo Azambuja. Dois anos mais tarde (2016), disputou a prefeitura de Campo Grande. Em ambos os pleitos, Modesto declarou ser branca. Em 2022, disputa o governo de MS como parda.

Ao contrário de Rose Modesto, Marquinhos Trad declarou ser pardo em ambas as eleições. Atualmente, o ex-prefeito de Campo Grande se autodeclara branco junto ao TSE. 

Na primeira ocasião (2014), Marquinhos era candidato a deputado estadual por MS, enquanto dois anos mais tarde, 2016, venceu a eleição para prefeito de Campo Grande com a mesma cor.

Na política, entre brancos e pardos não há diferença quando discute-se raça. Há, sim, uma distinção na hora de distribuição de recursos eleitorais entre mulheres e cotas para candidatos da cor preta. Ou seja, presume-se que Rose e Marquinhos, ao protocolar as candidaturas tiveram alguma dificuldade em reconhecer suas etnias.

A mudança de cor de Rose ocorreu em 2018, ano que concorrera ao mandato de deputada federal. Naquela eleição, a parlamentar simplesmente trocou a cor, "tingindo-se" de parda.

Nesta eleição, a de 2022, no pleito que briga pelo governo estadual, Rose manteve a etnia.

Eleito prefeito de Campo Grande em 2016 como pardo,  ex-prefeito Marquinhos Trad se reelegeu em 2020, contudo, também como branco, mesma cor que disse ter nas eleições de outubro deste ano.

De lado a questão da troca de cor, Rose e Marquinhos nutrem uma rivalidade política desde 2016,  ano que concorreram à prefeitura. Marquinhos levou a melhor no segundo turno.

Diferenças

Os livros ensinam que é reconhecido como pardo a pessoa que possui ascendência étnica de mais de um grupo, ou seja, mestiça. Essa miscigenação engloba, assim dividem-se: descendentes de negros e brancos; descendentes de negros com indígenas e descendentes de índios com brancos.

De acordo com o Divulgacand, os demais candidatos ao governo de MS, não realizaram qualquer alteração étnica ao longo de suas candidaturas.

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1° DE AGOSTO

PSD formaliza candidatura à reeleição de Nelsinho Trad no sábado

Candidatura de senador foi antecipada por Ronaldo Caiado no último final de semana

28/07/2026 14h00

Nome de senador já havia sido confirmado por Kassab no último final de semana

Nome de senador já havia sido confirmado por Kassab no último final de semana Roque de Sá: Agência Senado

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O diretório estadual do PSD oficializa neste sábado (1°), em Campo Grande, o nome de Nelsinho Trad como postulante à reeleição ao Senado Federal. 

No último domingo (26), em convenção nacional realizada em São Paulo, o partido confirmou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, evento que contou com a participação do senador sul-mato-grossense, presidente da sigla em Mato Grosso do Sul.

Durante o discurso do último final de semana, o candidato à vice, Gilberto Kassab também confirmou o alinhamento político do PSD no Estado.

Sem candidatura própria, a sigla estará ao lado da candidatura à reeleição de Eduardo Riedel, além de apoiar Nelsinho Trad na disputa por uma das duas vagas ao Senado. Na ocasião, Kassad também antecipou o apoio do partido a Nelsinho. 

"O PSD não terá problema de fazer parceria com aliados em nenhum estado. Nelsinho Trad, um dos melhores senadores do Brasil, candidato à reeleição. Lá (em MS) a gente apoia a candidatura do governador Riedel. A gente sabe que o Riedel tem múltiplos compromissos. Mas, para o nosso palanque: Trad senador, Caiado presidente e Riedel governador", afirmou Kassab.

A definição confirma o cenário já antecipado por Nelsinho Trad antes da convenção nacional. O senador havia informado que o PSD abriria mão de disputar o Governo de Mato Grosso do Sul para concentrar esforços na aliança com Riedel, fortalecendo a chapa para as eleições estaduais e nacionais.

Nelsinho afirmou que a convenção marcaria um momento de fortalecimento do partido e de consolidação de um projeto político para o país.

"A convenção nacional simboliza a união do nosso partido em torno de um projeto consistente para o Brasil. O PSD chega a este momento com maturidade, diálogo e responsabilidade, apresentando o nome de Ronaldo Caiado para liderar esse debate nacional. Estarei presente representando Mato Grosso do Sul, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado e com a construção de soluções que promovam crescimento, equilíbrio e mais oportunidades para a população brasileira", declarou.

Ao lado do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, o ex-governador de Goiás afirmou que pretende apresentar um "novo modelo de governo" e destacou que sua candidatura representa uma alternativa à polarização política.

O partido chega à disputa presidencial após a filiação de Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil no início deste ano. Antes da definição, o PSD avaliava ainda os nomes dos ex-governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná) como possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

*Serviço 

A convenção estadual acontece no Rádio Clube Cidade, localizado na Rua Barão do Rio Branco, 1924. 

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Nelsinho Trad, Azambuja e Contar deixam a definição dos suplentes para 1º de agosto

A escolha dos companheiros de chapa é uma das últimas pendências antes da homologação das candidaturas ao Senado

28/07/2026 08h00

Ex-deputado Capitão Contar, ex-governador Reinaldo Azambuja e o senador Nelsinho Trad

Ex-deputado Capitão Contar, ex-governador Reinaldo Azambuja e o senador Nelsinho Trad Montagem

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A definição dos primeiros e segundos-suplentes dos principais pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul ficará para este sábado, data em que PSD, PL e outras legendas realizam suas convenções partidárias.

O senador Nelsinho Trad (PSD), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ainda mantêm sob sigilo os nomes que completarão suas chapas na disputa pelas duas vagas ao Senado nas eleições deste ano.

No caso de Nelsinho, único dos três que tentará a reeleição, o senador desmentiu a informação de que o empresário Saulo Batista teria sido escolhido para ocupar uma das vagas de suplente. 

A especulação surgiu após a divulgação de que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, teria indicado o empresário para a primeira-suplência.

Com a negativa do parlamentar, voltou a ganhar força nos bastidores o nome do ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e ex-deputado federal Carlos Marun (MDB) como possível primeiro-suplente.

A possibilidade de uma composição entre PSD e MDB já vinha sendo discutida desde o início deste ano. A tendência dentro do MDB é de que o partido apoie Reinaldo Azambuja como primeiro voto ao Senado e Nelsinho Trad como segunda opção da legenda.

Em março deste ano, Marun afirmou que Nelsinho mantém boa relação com o MDB e destacou sua atuação parlamentar.

“Nelsinho é um antigo emedebista e sempre teve a simpatia do MDB. No seu mandato, realiza um trabalho importante de apoio aos municípios, fazendo política com posição forte, mas não radicalizada”, declarou.

Já na chapa de Reinaldo Azambuja o nome mais cotado para a primeira-suplência continua sendo o do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos. Integrante da equipe do ex-governador desde seu primeiro mandato, ele é apontado como um dos principais homens de confiança de Azambuja.

Felipe Mattos iniciou sua trajetória no governo como consultor jurídico e, em janeiro de 2019, assumiu o comando da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

No grupo de Capitão Contar, a definição dos suplentes também permanece em aberto. A expectativa é de que a escolha ocorra com participação da senadora Tereza Cristina (PP), que foi uma das primeiras lideranças a incentivar a candidatura do ex-deputado ao Senado.

Embora Contar tenha optado por se filiar ao PL durante as articulações eleitorais, ele manteve interlocução com a senadora, que segue participando das discussões sobre a composição da chapa.

Nos bastidores, dirigentes partidários consideram a escolha do primeiro-suplente uma etapa estratégica da montagem das candidaturas. Além de ampliar alianças políticas e fortalecer a presença regional da campanha, o cargo pode ganhar protagonismo durante o mandato.

Pela legislação, o primeiro-suplente assume o exercício do mandato sempre que o senador titular se afasta temporariamente, seja por licença, tratamento de saúde, viagens oficiais ou para ocupar cargos no Executivo, como ministérios ou secretarias de governo.

Por isso, além da afinidade política, as negociações levam em conta critérios como capacidade de articulação, densidade eleitoral e equilíbrio regional na composição das chapas.

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