Política

EX-DEPUTADO

Marun anuncia saída do Conselho de Itaipu e diz que voltará a atuar na política

Ex-deputado diz que saída é inevitável pois o MDB não deu sinais de que pretende apoiar reeleição de Bolsonaro

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O ex-deputado federal Carlos Marun (MDB)anunciou que deixará o posto de conselheiro de administração da Itaipu Binacional nos próximos dias.

Ao Correio do Estado, Marun disse que voltará a atuar politicamente.

Segundo o ex-deputado, a saída dele da Itaipu Binacional está sendo tratada com o governo federal há cerca de 10 dias e deve ser oficializada a qualquer momento, assim que for definido um substituto.

Sobre o motivo da saída, Marun afirma que não pediu demissão, mas que ela é inevitável por questões partidárias.

"Na verdade trata-se de uma saída que seria inevitável em função do fato de o MDB não dar sinais de que pretende acompanhar o Presidente Bolsonaro em seu projeto de reeleição e que foi acelerada pelas mudanças que estão ocorrendo em Itaipu", disse.

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Em nota, ele afirma que, no fim de março, conversou com o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, e o então ministro da Secretario de governo e hoje da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, onde ficou estabelecido que deixar o conselho seria o caminho adequado em função das alterações que vem acontecendo.

Marun afirma ainda que também pesou a vontade que tem de voltar a atuar politicamente.

"Vou me envolver diretamente agora em um projeto do partido que visa valorizar o legado do governo do presidente Michel Temer", disse ao Correio do Estado.

O ex-deputado foi ministro da Secretaria de Governo na gestão Temer.

Ele concluiu que, assim que for efetivamente substituído, fará um relato da atuação junto à Itaipu Binacional.

Conselho de Itaipu

A primeira nomeação de Carlos Marun como conselheiro de Itaipu ocorreu no último dia de governo do ex-presidente, Michel Temer, em 31 de dezembro de 2018. 

Porém, a nomeação foi questionada por uma ação popular e o Ministério Público Federal, sob alegação de que nomeação feria o artigo 17,  parágrafo 2º, da Lei das Estatais, que dispõe que ministros não podem participar de conselhos de administração de estatais. 

 Em primeira instância, o pedido foi negado, mas na segunda, o relator do processo, o desembargador federal, Rogério Favreto, suspendeu o ato de nomeação em limitar, no mês de março de 2019.

Por fim, no julgamento de mérito do Tribunal Regional Federal, a decisão foi revertida

Em maio do ano passado, o ex-deputado tomou posse novamente para o cargo.

PROPAGANDA ELEITORAL

Só 4 dos 8 candidatos ao Governo vão aparecer no horário gratuito na TV e rádio

Tempo do grupo de Riedel equivale ao dobro de todos os adversário somados

21/08/2026 08h45

Fábio Trad (PT), Eduardo Riedel (PP), Delcídio do Amaral (PRD) e Lucien Rezende (PSOL) serão os candidatos ao governo com tempo na TV e rádio

Fábio Trad (PT), Eduardo Riedel (PP), Delcídio do Amaral (PRD) e Lucien Rezende (PSOL) serão os candidatos ao governo com tempo na TV e rádio Montagem

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizou, nesta quinta-feira (20), a audiência pública de Elaboração do Plano de Mídia e Distribuição do Horário Eleitoral Gratuito para as Eleições 2026. O encontro ocorreu no saguão do Fórum Eleitoral de Campo Grande. O plano distribuiu os 14 minutos disponíveis para propagandas de candidatos ao cargo de governador e senador.

Destes 14 minutos, a coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, a qual o governador Eduardo Riedel participa, terá 9 minutos e 20 segundos, além de 653 inserções. Esse tempo é maior do que de todas as outras alianças somadas e equivale a dois terços do total. A chapa é composta pela Federação União Progressista (União Brasil e PP), Federação PSDB Cidadania, Podemos, Avante, Republicanos, PSD e MDB.

A propaganda eleitoral do 1º turno começa no dia 28 de agosto e termina em 1º de outubro. A exibição será de segunda a sábado. O PSOL abrirá a programação no Estado.

A coligação “Por um MS do Povo”, que tem como candidato ao governo Fábio Trad (PT), terá 3 minutos e 15 segundos e 229 inserções. O grupo reúne o PDT, PSB e Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV).

O candidato Lucien Rezende, da Federação PSOL/Rede, terá 44 segundos e 51 inserções. Delcídio do Amaral, da Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), ficará com 39 segundos.

Já os candidatos Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC), Jeferson Bezerra (Agir) e  João Henrique Catan (Novo) não terão tempo no horário eleitoral gratuito, pois seus partidos não elegeram deputados federais.

Às segundas, quartas e sextas-feiras, serão exibidas as propagandas eleitorais de candidatos a senador, deputado estadual e governador. Nas terças, quintas e sábados, os candidatos a presidente do Brasil e deputados federais vão apresentar as suas propostas.

Critérios de distribuição

Do total do tempo reservado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 10% são divididos de forma igualitária entre os partidos que atingiram a cláusula de desempenho, e os 90% restantes são distribuídos de forma proporcional ao tamanho das bancadas somadas na Câmara dos Deputados.

Candidatos que formam amplas alianças partidárias nacionais conseguem reunir um tempo de exposição maior no horário eleitoral em bloco e nas inserções diárias em comparação a candidaturas isoladas. Ou seja, Eduardo Riedel poderia ter um tempo ainda maior se tivesse uma aliança nacional. Ele conta com apoio estadual, de nove partidos.

Segundo o TSE, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, possui a maior bancada, com 104 deputados federais. Em seguida, aparecem o PL, com 98 parlamentares; a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), com 81; o PSD, com 42 deputados, o MDB e o Republicanos, com 41 cada. O PSB, coligado à Federação Brasil da Esperança, conta com 18 cadeiras.

Eleições 2026

Doações e vaquinhas já injetaram mais de R$ 840 mil na campanha em MS

Levantamento reúne ao menos R$ 477 mil já identificados no DivulgaCandContas e R$ 363,7 mil captados em financiamento coletivo

21/08/2026 08h00

Os candidatos Pedro Caravina, Coronel David, Capitão Contar, Riedel, Eduardo Rocha e Azambuja

Os candidatos Pedro Caravina, Coronel David, Capitão Contar, Riedel, Eduardo Rocha e Azambuja Foto: Montagem

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As vaquinhas para captação de dinheiro e as doações de recursos financeiros para os candidatos ao governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa já injetaram até agora R$ 840.707,17 na campanha eleitoral deste ano em Mato Grosso do Sul.

De acordo com levantamento feito pelo Correio do Estado, do montante, ao menos R$ 477 mil correspondem a receitas já localizadas no DivulgaCandContas, sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral, e os outros R$ 363.707,17 foram arrecadados por 36 campanhas cadastradas na plataforma de financiamento coletivo QueroApoiar.

A soma, porém, deve ser vista como um retrato das duas bases e não necessariamente como arrecadação líquida de R$ 840,7 mil. Isso porque recursos obtidos por vaquinha podem posteriormente ser transferidos às contas eleitorais e também aparecer no DivulgaCandContas, o que pode provocar sobreposição.

Entre as receitas já identificadas na prestação de contas, a maior pertence ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), candidato ao Senado, que colocou R$ 317 mil do próprio bolso na campanha. O valor aparece como uma única entrada e representa 100% da arrecadação declarada pela candidatura até a consulta realizada.

Na sequência está o ex-secretário estadual da Casa Civil, Eduardo Rocha (PSDB), candidato a deputado estadual, com R$ 80 mil já declarados, provenientes de doações do cunhado Rodrigo Nassar Tebet (R$ 50 mil) e do irmão João Eduardo Barbosa Rocha (R$ 30 mil).

Depois aparece o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, que recebeu R$ 70 mil em repasse partidário, enquanto o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado, declarou R$ 7 mil em doações de pessoas físicas, sendo R$ 5 mil de Iara Diniz Contar, sua esposa, e R$ 2 mil de Simone Farelli Maia Reichert.

Já o deputado estadual Coronel David (PL), candidato à reeleição, aparece com R$ 3 mil, doados do próprio bolso. Com essas cinco receitas já identificadas no DivulgaCandContas, as doações já somam R$ 477 mil.

VAQUINHAS

Em relação às vaquinhas, a liderança é do deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), candidato à reeleição, que já arrecadou R$ 176.570, provenientes de 151 apoiadores, enquanto em segundo lugar está o candidato a deputado federal Delegado André Matsushita (PP), com R$ 72.290, arrecadados com 68 apoiadores.

O terceiro colocado é Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com R$ 23.848,13, seguido pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), candidato a governador, com R$ 16.088, e pelo vereador campo-grandense André Salineiro (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 12.900.

A deputada estadual Gleice Jane (PT), candidata à reeleição, já captou R$ 11.768,33, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT), que é candidato ao Senado, chegou a R$ 11.125.

Na sequência estão os candidatos a deputado estadual Wagner Higa (PL), com R$ 6.806, e Ton Borges (Novo), com R$ 6 mil, e a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição, com R$ 4.824. Assim, somadas as dez primeiras campanhas concentram R$ 342.219,46, ou pouco mais de 94% dos R$ 363,7 mil captados pelas 36 vaquinhas.

* Saiba 

Uma doação ou um repasse registrado no DivulgaCandContas já integra a prestação financeira da campanha, enquanto na vaquinha o valor apresentado representa aquilo que foi captado pela plataforma, podendo posteriormente ingressar na conta eleitoral.

Os números também devem aumentar ao longo da campanha, com novos repasses partidários, recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios e novas contribuições via vaquinha.

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