Política

ELEIÇÕES 2026

MDB garante Eduardo Rocha para ter chapa competitiva a deputado estadual

Com perda de dois parlamentares, sigla precisa do marido de Simone Tebet para assegurar ao menos duas cadeiras na Casa

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Após uma reunião tensa realizada na semana passada, entre lideranças emedebistas e representantes da aliança voltada à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), foi batido o martelo para que o ex-secretário estadual da Casa Civil e ex-secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Rocha, permaneça no MDB para concorrer a uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) no pleito deste ano.

O Correio do Estado apurou que, depois que os deputados estaduais Marcio Fernandes e Renato Câmara anunciaram a troca do MDB pelo PL e Republicanos, respectivamente, os caciques emedebistas ficaram preocupados com a possibilidade de a legenda não ter uma chapa minimamente competitiva para brigar pelas cadeiras da Casa de Leis nas eleições de outubro e resolveram externar essa revolta com as lideranças da ampla aliança criada para a reeleição de Riedel.
 

Afinal, a legenda ficou apenas com o deputado estadual Junior Mochi e terá como puxador de votos o ex-governador André Puccinelli, porém, com apenas esses dois, ficaria muito difícil que a legenda fizesse mais de uma cadeira na Assembleia Legislativa, pois, de acordo com os cálculos feitos pelo diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, para que o MDB garanta uma cadeira na Casa de Leis precisa fazer 56 mil votos.

Com apenas Puccinelli e Mochi, a sigla pode até obter essa quantidade de votos, porém, dificilmente dobraria esse montante, ou seja, 112 mil votos para garantir duas cadeiras na Alems, tornando a missão praticamente impossível e, por isso, a revolta dos emedebistas com movimentação que extinguiria a representatividade do MDB na Casa. 

Entretanto, após a lavação de roupa suja, pois os emedebistas culparam as articulações das lideranças da ampla aliança de aliciarem os dois deputados estaduais do partido para que migrassem para PL e Republicanos, ficou acertada a permanência de Eduardo Rocha no MDB, já que ele também estaria sendo assediado para buscar novos ares nas outras siglas do grupo aliado a Riedel e ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

O fato inusitado é que todos acompanharam a movimentação de Puccinelli para impedir a ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, de concorrer ao Senado pelo MDB de Mato Grosso do Sul em razão da aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que resultou na troca de partido e de estado pela ex-senadora para que ela possa concorrer nas eleições de outubro, mas, agora, o ex-governador precisa justamente do marido dela para manter vivo o sonho de garantir o retorno dele a um cargo eletivo.

Além disso, com Rocha, Mochi e Puccinelli, as chances de o MDB fazer até três cadeiras, mesmo número obtido nas eleições gerais de 2022, aumentaram, porém, ainda são muito reduzidas em razão do grau de dificuldade que a disputa pelas 24 cadeiras da Alems terá no pleito de outubro, pois, diferentemente da última disputa, na deste ano há muito mais candidaturas fortes e a vitória será definida voto a voto.

MATEMÁTICA ELEITORAL

O especialista Aruaque Barbosa lembrou que, em Mato Grosso do Sul, são 24 vagas para deputado estadual, ou seja, o quociente eleitoral estadual é igual a votos válidos divididos por 24 vagas.

“Com base na totalização oficial mais recente das eleições de 2022 no Estado, os números registraram 55.926 votos para eleger um deputado estadual. Esse valor representa, na prática, o número de votos necessário para um partido conquistar uma cadeira. Dá para se eleger sozinho? Sim, mas isso é raro”, alertou.

Para um candidato se eleger sozinho, ele precisaria atingir aproximadamente um quociente eleitoral inteiro por conta própria. “É possível afirmar que nas eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul os partidos precisarão obter em torno 56 mil votos para conseguir uma das 24 cadeiras de deputados estaduais na Assembleia Legislativa”, afirmou.

O diretor do IPR argumentou que é possível se eleger ou reeleger com menos votos. “Isso acontece com frequência. Como o sistema brasileiro é proporcional, os votos são somados dentro do partido ou federação. Isso permite que candidatos com votação menor sejam eleitos, desde que a sigla atinja o quociente necessário para conquistar vagas e o candidato tenha pelo menos 10% do quociente eleitoral”, comentou.

Na prática, conforme o especialista, nas eleições gerais de 2022 isso significou que os deputados federais tiveram de fazer no mínimo de aproximadamente 17 mil votos, enquanto os deputados estaduais fizeram o mínimo de cerca de 5,5 mil votos. “Além disso, existe a distribuição das chamadas sobras, que podem eleger candidatos com base em novas regras após a divisão inicial das vagas”, assegurou.

Ele explicou que nas eleições gerais deste ano no Estado os números exatos só serão conhecidos após o encerramento do pleito, porque tudo depende do total de votos válidos. “Mas, com base no histórico recente, esses valores das eleições de 2022 servem como uma boa referência para entender o tamanho da disputa em Mato Grosso do Sul”, concluiu o especialista.

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ELEIÇÕES 2026

Vander diz que desistência de suplente é normal e que foco é unidade e resultados

O deputado federal afirma que decisão de Maurício Bumlai foi recebida "com tranquilidade" e reforça compromisso com projeto político de Lula

22/06/2026 09h47

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente Arquivo

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O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado Federal, divulgou nota nesta segunda-feira (22) em resposta à reportagem publicada pelo Correio do Estado que apontou uma possível crise interna na composição de sua chapa, após a recusa do empresário Maurício Bumlai em permanecer como primeiro suplente.

Na manifestação, Vander afirma que recebeu “com tranquilidade” a decisão de Bumlai e reforça que o convite foi uma iniciativa pessoal, construída com “respeito, diálogo e reconhecimento à trajetória política” do empresário. Ele destaca ainda que Bumlai, filiado ao PSB, integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e segue alinhado a um projeto político comum.

O parlamentar sustenta que segue comprometido com a construção de unidade em torno da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano e da formação de um campo político amplo em Mato Grosso do Sul.

Conforme ele, a prioridade é fortalecer um projeto voltado à democracia, ao desenvolvimento e à justiça social. Vander também menciona que mantém diálogo político com a senadora Soraya Thronicke (PSB) em pautas de interesse do Estado e do país, ressaltando a importância de parcerias institucionais, independentemente de diferenças partidárias.

Na nota, o deputado ainda cita questionamentos envolvendo a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, que é pré-candidata a deputada federal pelo PSDB, afirmando que ela deve ser reconhecida por sua trajetória e ideias, e não por relações pessoais. Ele criticou o que chamou de especulações e diz que não pretende transformar decisões partidárias ou vínculos pessoais em “combustível para disputas políticas”.

Ao final, Vander afirma que está focado no trabalho e na agenda política. “A população espera de nós menos ruído e mais resultados”, declarou, reforçando que seguirá atuando em defesa de Mato Grosso do Sul e da construção das candidaturas do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

Entenda o caso

A reação ocorre após a pré-candidatura de Vander ao Senado sofrer um revés com a desistência de Maurício Bumlai de integrar a chapa como primeiro suplente. Em reunião no fim de semana, o empresário comunicou a retirada do apoio ao projeto eleitoral e sua saída da composição.

A decisão expôs um racha no PT de Mato Grosso do Sul e aprofundou tensões internas no grupo político. Bumlai teria demonstrado insatisfação com o ambiente de disputas internas envolvendo aliados do próprio partido e críticas públicas direcionadas à ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a crise se agravou após declarações atribuídas a lideranças petistas sobre a pré-candidata, o que foi interpretado como ataques pessoais e políticos. O episódio provocou desgaste na articulação da chapa e levou a reações dentro do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

O episódio também repercutiu no entorno de Vander às vésperas de agendas políticas importantes, incluindo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, que vinha sendo tratada como momento estratégico para fortalecimento da pré-candidatura ao Senado. O cenário, porém, passou a ser marcado por tensões internas e rearranjos no grupo político.
 

Eleições 2026

Recusa de suplente expõe racha no PT e abre crise na chapa de Vander ao Senado

O empresário Maurício Bumlai não teria gostado dos ataques contra Viviane Luiza orquestrados por Zeca, Camila e Luiza Ribeiro

22/06/2026 08h00

Deputados Zeca do PT, Camila Jara e Vander Loubet teriam rompido com desistência de suplente

Deputados Zeca do PT, Camila Jara e Vander Loubet teriam rompido com desistência de suplente Montagem

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A pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado sofreu um duro revés neste fim de semana. Em reunião realizada no sábado, o empresário Maurício Bumlai recusou o convite para ser o primeiro suplente da chapa petista e comunicou a retirada de apoio ao projeto eleitoral do parlamentar. 

A decisão expôs o racha no PT de Mato Grosso do Sul e provocou o rompimento de Vander com o deputado estadual Zeca do PT e a deputada federal Camila Jara, justamente às vésperas da visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Estado.

Conforme apurou o Correio do Estado, Bumlai avisou Vander de que não aceitaria mais integrar a chapa ao Senado diante da incapacidade do deputado federal de conter os ataques feitos por Zeca do PT, Camila Jara e pela vereadora Luiza Ribeiro contra a ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza (PSDB), pré-candidata a deputada federal.

Principal articulador da pré-campanha de Viviane à Câmara dos Deputados, Bumlai já vinha demonstrando irritação com o ambiente de hostilidade criado dentro do campo político ligado ao presidente Lula. 

A gota d’água, porém, foi uma declaração atribuída a Zeca do PT, segundo a qual Viviane Luiza teria “comprado” o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, para ajudar em sua pré-candidatura.

A fala foi recebida por Bumlai como um ataque que ultrapassou os limites da disputa política local. Na avaliação do empresário, além de atingir Viviane, a acusação também representou desrespeito a um integrante do primeiro escalão do governo federal, evidenciando que Zeca, Camila e Luiza Ribeiro não respeitam sequer um ministro da gestão petista.

A reação de Vander agravou a crise, pois, irritado com a decisão de Bumlai e com o desgaste provocado pelo fogo amigo dentro do PT, o deputado federal rompeu com Zeca do PT e Camila Jara. 

Segundo apurou a reportagem, Vander avisou que os dois terão de “fazer campanha sozinhos” nas eleições deste ano, recado que atinge diretamente os planos de reeleição do deputado estadual e da deputada federal, bem como de Luiza Ribeiro, que também é pré-candidata a deputada estadual.

LULA LÁ

O abalo ocorre em um momento especialmente sensível para Vander. Na quinta-feira, Lula estará em Mato Grosso do Sul para cumprir agenda em Ponta Porã, no Assentamento Itamarati, onde participará da entrega de 1.400 títulos de regularização fundiária. 

Além do ato oficial, a visita presidencial vinha sendo tratada por aliados como uma oportunidade para reforçar o palanque do campo democrático no Estado e impulsionar a pré-candidatura de Vander ao Senado.

A presença de Lula mobiliza lideranças da aliança formada por PT, PCdoB, PV e PSB, entre elas o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo do Estado, e da senadora Soraya Thronicke (PSB), que deve buscar a reeleição. 

No entorno de Vander, a avaliação era de que a passagem do presidente por Mato Grosso do Sul serviria para consolidar o nome do deputado federal como principal aposta do lulismo na disputa por uma vaga no Senado.

O cenário, porém, mudou de tom com a recusa de Maurício Bumlai. Além de esvaziar a composição da chapa, a saída do empresário – considerado peça-chave na articulação da pré-candidatura de Viviane Luiza e interlocutor de peso no grupo político – transforma em desgaste interno uma agenda que deveria servir de vitrine para Vander.

* Saiba 

Cada candidato ao Senado disputa a eleição acompanhado de dois suplentes, indicados no registro da chapa. Eles não aparecem na urna, mas fazem parte da composição oficial.

Os suplentes assumem o mandato, caso o senador titular deixe o cargo, de forma temporária ou definitiva. 

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