Política

STF

Mello manda oficial de Justiça comunicar Bolsonaro de ação sobre impeachment

Mello manda oficial de Justiça comunicar Bolsonaro de ação sobre impeachment

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) despachou comunicado ao Palácio do Planalto nesta sexta-feira, 15, para informar o presidente Jair Bolsonaro do processo em tramitação na Corte que envolve um pedido de impeachment apresentado contra o mandatário. A determinação do decano também abre espaço para Bolsonaro se manifestar e contestar a ação, caso queira.

O processo foi apresentado pelos advogados José Rossini Campos e Thiago Santos Aguiar com o objetivo de cobrar, pela Justiça, que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analise um pedido de afastamento protocolado por eles em março.

Após receber o caso, Celso de Mello pediu a inclusão de Bolsonaro no processo e "prévias informações" a Maia sobre o pedido de impeachment questionado. Em resposta enviada nesta semana, o presidente da Câmara pediu a rejeição da casa ao avaliar que o afastamento é uma "solução extrema" e pontuar que não há norma legal que fixe prazo para a avaliação dos pedidos protocolados no Congresso.

"O impeachment é uma solução extrema: o primeiro juiz das autoridades eleitas numa democracia deve ser sempre o voto popular. A Presidência da Câmara dos Deputados, ao despachar as denúncias contra o chefe do Poder Executivo, deve sopesar cuidadosamente os aspectos jurídicos e político-institucionais envolvidos. O tempo dessa decisão, contudo, pela própria natureza dela, não é objeto de qualquer norma legal ou regimental", frisou Maia.

A decisão pelo arquivamento ou não da ação cabe ao relator do caso, ministro Celso de Mello.


 

Conflito

Putin rejeita oferta de Zelenski para encontro e diz que carta de ucraniano é uma 'grosseira'

Putin afirmou que atualmente não vê "nenhum sentido" em tal reunião, especialmente após o ataque com drones realizado pela Ucrânia em 22 de maio que matou 21 pessoas

05/06/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou nesta sexta-feira, 5, uma proposta do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para um encontro presencial sobre o conflito que já dura há quatro anos, afirmando não ver "nenhum sentido" nisso.

Nesta quinta-feira, 4, Zelenski publicou uma carta aberta diretamente para Putin pedindo um encontro presencial e sugerindo um cessar-fogo enquanto as negociações para o fim da guerra continuam.

No documento, o presidente ucraniano fez uma crítica abrangente aos 26 anos do líder russo no poder, além de fazer algumas provocações sobre sua idade.

Após a publicação da carta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi questionado sobre o convite de Zelenski. Ele disse que ‘as portas estão abertas’ para receber o ucraniano. No entanto, enfatizou que Vladmir Putin não tinha visto a carta ainda.

Nesta sexta, 5, em discurso no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Putin descreveu a carta aberta de Zelenski como "grosseira".

"Será uma forma de criar condições para encontros e conversas pessoais, ou de criar um ambiente que torne qualquer encontro pessoal impossível?", questionou Putin durante uma sessão de perguntas e respostas em seu Fórum Econômico Internacional anual em São Petersburgo. "Acho que é a segunda opção", disse o presidente russo.

Putin acrescentou que um empresário russo, cuja identidade não revelou, viajou a Kiev no mês passado e se encontrou com Zelenski para ouvir sua oferta de uma reunião pessoal.

No entanto, Putin afirmou que atualmente não vê "nenhum sentido" em tal reunião, especialmente após o ataque com drones realizado pela Ucrânia em 22 de maio contra um dormitório universitário na região de Luhansk, controlada pela Rússia, que, segundo Moscou, matou 21 pessoas e feriu dezenas de outras.

Em resposta às críticas de Zelenski sobre sua idade e longa permanência no poder, Putin, de 73 anos, apontou para outros líderes mundiais mais velhos, acrescentando que "o principal não é a idade; o principal é a capacidade de trabalhar".

Ele também zombou da conturbada reunião de Zelenski no Salão Oval em 2025 e agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por "educar" Zelenski "diante dos olhos do mundo inteiro" e ensiná-lo a se vestir adequadamente.

"Ainda há muito a ser feito", disse ele.

Zelenski reconheceu a mudança nas prioridades dos EUA, afirmando que seria errado simplesmente esperar que o governo Trump voltasse sua atenção para o fim dos combates na Ucrânia enquanto permanece fortemente focado na guerra com o Irã.

Em Washington, nesta sexta, Trump voltou a dizer que "espera que Putin e Zelenski consigam se encontrar para resolver a guerra na Ucrânia".

Putin já havia oferecido a Zelenski a oportunidade de ir a Moscou para negociações, oferta que o líder ucraniano rejeitou categoricamente. No mês passado, Putin afirmou que não descartava um encontro em um terceiro país, mas apenas quando houvesse um acordo a ser assinado.

Nesta sexta, Putin rejeitou novamente a pressão de Zelenski por um cessar-fogo imediato, argumentando que Moscou deseja uma solução abrangente, não uma trégua temporária.

Putin afirmou que a Rússia está aberta a um acordo sobre a Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados na cúpula do ano passado com Trump em Anchorage, no Alasca, acrescentando que a Ucrânia precisa aceitá-los para que um acordo seja feito para pôr fim ao conflito.

"Naturalmente, o lado ucraniano gostaria que suspendêssemos os avanços das tropas russas. Mas seria melhor terminar a guerra aceitando os compromissos discutidos em Anchorage", disse ele.

Parceiro iraniano

Questionado sobre o Irã, Putin expressou esperança de um acordo final para garantir uma paz duradoura. Ele minimizou as alegações de que Moscou teria fornecido imagens de satélite ao Irã, afirmando que Teerã poderia usar imagens comerciais amplamente disponíveis.

"Quanto às armas, o Irã não nos pediu e nós não fornecemos nenhuma arma", disse ele, acrescentando que a Rússia está pronta para receber urânio enriquecido para armazenamento como parte de um possível acordo de paz e que Moscou tem mantido contato com o Irã, os EUA e Israel.

Master

Flávio Bolsonaro pede que STF declare Moraes suspeito para julgar caso Master

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro.

05/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai Fotomontagem

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele requer que petições já direcionadas a Moraes sejam remetidas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O pedido foi protocolado na última segunda-feira, 1º, e será analisado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

"Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro", diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída "por prevenção" ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

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