Política

Mudança de regras

Metade da bancada federal de MS vota a favor da minirreforma eleitoral

Dagoberto Nogueira (PSDB), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (PSDB) e Vander Loubet (PT) foram favoráveis a projeto

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Quatro dos oito deputados federais sul-mato-grossenses votaram a favor da minirreforma eleitoral na noite de hoje (13/09). Foi apreciado um dos textos, o PL 4438/23, que muda as regras das sobras eleitorais nas eleições de 2024, facilita o uso do dinheiro do Fundo Eleitoral, o torna impenhorável e permite que se pague contas pessoais.

Também redefine os recursos destinados à campanha das mulheres. Amanhã, os parlamentares votam os destaques.
A previsão era de que seria votado também o PL 192/23, que trata do afrouxamento das regras da Ficha Limpa, mas o texto ficou para esta quinta-feira.

Para agilizar a apreciação do texto final, já que a minirreforma tem de virar lei antes de 6 de outubro para que valha a partir do próximo ano, o presidente da Casa Arthur Lira colocou em votação os requerimentos de urgência para os dois textos.

A urgência do PL 4438/23 teve 366 votos a favor e 60 contra. De Mato Grosso do Sul, foram cinco votos pela aprovação, dois contrários e o Dr. Luiz Ovando (PP/MS) não votou.

Na apreciação da urgência do PL 192/23, que trata do afrouxamento das regras da Ficha Limpa, o número de votos foi diferente. Dos 439 parlamentares, 384 votaram sim; 51, não. Também na bancada do estado o posicionamento mudou em relação ao PL 4438. Foram quatro votos a favor, três contrários e a deputada Camila Jara (PT/MS) não votou.

Após muita discussão, o texto final do PL 4438, que concentra a regras alteradas pela minirreforma foi aprovado. Foram 367 a favor, 86 contra. De Mato Grosso do Sul votaram pela aprovação os deputados federais Dagoberto Nogueira (PSDB), Dr. Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (PSDB) e Vander Loubet (PT). Contra: Beto Pereira (PSDB), Marcos Polon e Rodolfo Nogueira (os dois do PL). Camila Jara (PT) não votou.

Entenda as mudanças

Uma das principais mudanças da minirreforma é no cálculo das “sobras” da eleição para deputados federais, estaduais e vereadores. Hoje, a distribuição das sobras é feita entre todos os partidos que participem do pleito, desde que o candidato tenha obtido votação equivalente a 20% do quociente eleitoral; e o partido do candidato tenha obtido votação equivalente a 80% do quociente eleitoral. A proposta exige que o partido obtenha 100% do quociente eleitoral, e o candidato, 10%.

Embota tenha votado pela aprovação, o deputado Dagoberto Nogueira (PSDB) criticou os “jabutis” que colocaram no texto da minirreforma política, citando o caso da desobrigação do candidato nas últimas eleições de ressarcir os recursos obtidos ilegalmente. “Botaram um jabuti lá, eu vou te falar o mais grave de todos que está dando efeito retroativo. Logicamente que isso aí é pra atender algum interesse de alguém. Está fazendo retroativo à eleição passada. O cara que presta conta e não consegue justificar o recurso dele, ou seja, por exemplo, eu peguei R$ 1 milhão ilícito e eu gastei na minha campanha. Aí, eu tenho que pagar uma multa de R$ 150 mil e esse R$ 1 milhão fica esquecido. Se eu pagar essa multa eu fico livre. Mas pode ser R$ 5 milhões, pode ser R$ 10 milhões. É um absurdo tamanho” destacando que “eu vou ter que votar contra esse artigo aí. Lógico que isso aí não tem cabimento. Mas o resto não. Ela (minirreforma) é mais para regulamentar a legislação eleitoral”.

Essa possibilidade do deputado se manifestar contrário a este ponto do PL existe porque os deputados votam amanhã os destaques (sugestão de mudança do texto principal).

A mesma tentativa de alterar o texto aprovado foi manifestada por Camila Jara e Vander Loubet. Ela afirmou, antes de terminar a votação na noite de ontem, que estaria empenhada em aumentar a participação das mulheres e negros nos processos eleitorais.

“Precisamos de uma reforma que amplie a participação política! Vamos trabalhar essa alternativa no Plenário da Câmara dos deputados de maneira que não retire direitos já conquistados de mulheres e negros.”


Loubet destacou que na bancada do PT “temos concordância com cerca de 80% das propostas do pacote eleitoral, mas vamos trabalhar para tentar ampliar a cota para negros e mulheres, pois somos contra as reduções apresentadas.”


Os deputados precisam acabar de votar todo o texto antes do dia 6 de outubro e encaminhar ainda ao Senado Federal. É que a minirreforma eleitoral precisa virar lei até essa data, um ano antes do pleito, para que as novas regras possam valer nas eleições municipais de 2024.
 

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ELEIÇÕES 2026

Justiça Eleitoral multa Catan por ataques em campanha ao governo

As decisões colocam o candidato do Novo no centro de uma série de processos por inúmeras irregularidades

06/08/2026 07h35

O deputado estadual João Henrique Catan é candidato pelo Novo

O deputado estadual João Henrique Catan é candidato pelo Novo Reprodução

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Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), que teve a candidatura ao governo do Estado homologada na noite de ontem, já acumula R$ 135.750,00 em multas impostas pela Justiça Eleitoral. 

Ao todo, são 21 condenações relacionadas à divulgação de conteúdos nas redes sociais. As multas variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil, conforme a gravidade atribuída pelos magistrados.

Em todas as ações já julgadas, além da aplicação das multas, a Justiça Eleitoral determinou a remoção dos conteúdos considerados irregulares e, em alguns casos, proibiu novas divulgações de materiais semelhantes durante o período de pré-campanha.

A maioria delas está relacionada à série de vídeos “Os Intocáveis MS”, que, conforme entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), utilizou impulsionamento pago para ampliar críticas a adversários políticos e, em boa parte dos casos, inteligência artificial (IA) sem a rotulagem obrigatória prevista pela legislação eleitoral.

As condenações decorrem de representações ajuizadas pela Federação União Progressista (União Brasil-PP), que apontou irregularidades em publicações feitas durante o período de pré-campanha.

Em praticamente todas as decisões, juízes eleitorais e desembargadores concluíram que Catan utilizou recursos financeiros para impulsionar conteúdos de caráter predominantemente negativo contra o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, e aliados políticos, prática vedada pela Lei das Eleições.

Outro ponto recorrente nas sentenças foi o entendimento de que diversos vídeos foram produzidos com ferramentas de IA sem a identificação clara e destacada exigida pela Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Justiça Eleitoral rejeitou a tese da defesa de que a simples marca d’água da plataforma utilizada seria suficiente para informar o eleitor sobre o uso da tecnologia.

Para os magistrados, a norma exige aviso específico, tanto visual quanto sonoro, indicando que o conteúdo foi gerado ou manipulado por IA. Em diversos julgamentos, o TRE-MS também afastou os argumentos de liberdade de expressão, imunidade parlamentar e direito à sátira política.

Conforme os acórdãos, essas garantias constitucionais não autorizam o uso de mecanismos vedados pela legislação eleitoral, como o impulsionamento pago de propaganda negativa ou a divulgação de conteúdo sintético sem a transparência exigida.

A Corte ainda consolidou o entendimento de que não é necessário haver pedido explícito de voto para caracterizar propaganda eleitoral antecipada irregular quando são utilizados meios proibidos pela legislação.

Embora a maior parte das condenações tenha sido mantida integralmente, em alguns casos, o TRE-MS reduziu o valor das multas ao analisar recursos da defesa. Foi o que ocorreu, por exemplo, nos episódios “Dinossauro?”, “Os Intocáveis 12” e “Vídeo Sefaz-Mochila”, em que as penalidades foram reduzidas para R$ 5 mil, com base nos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, sem alterar o reconhecimento das irregularidades.

Entre as condenações estão multas de R$ 7,5 mil pelo episódio “Churrasco Rude!” (“Os Intocáveis MS – Episódio 11”), R$ 8 mil pelo episódio “Os Intocáveis 13”, outros R$ 8 mil por vídeo impulsionado a partir de discurso na Assembleia Legislativa com ataques ao governador e à Justiça Eleitoral, além de R$ 10 mil pelo episódio “Os Intocáveis 3”, a maior penalidade aplicada entre os processos já julgados.

*SAIBA

CNJ rejeita barrar ex-desembargador

O CNJ negou o pedido apresentado pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo) para impedir a atuação do advogado e ex-desembargador Ary Raghiant Neto no TRE-MS. Na decisão, o conselheiro Fabio Esteves reafirmou que a quarentena de três anos prevista para ex-magistrados se aplica apenas ao tribunal de origem, no caso, o TJMS.

Atlas/Bloomberg

Lula tem melhor imagem positiva entre candidatos à Presidência

Pesquisa aponta que Lula possui uma imagem positiva para 48% dos eleitores e negativa para outros 52%. Flávio tem imagem positiva para 37% e negativa para 59%

06/08/2026 07h21

Pesquisa apontou que a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil é um dos maiores acertos do Governo Lula

Pesquisa apontou que a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil é um dos maiores acertos do Governo Lula

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Pesquisa do instituto AtlasIntel Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 6, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma imagem positiva para 48% dos eleitores brasileiros e negativa para outros 52%. Outros 1% não souberam opinar.

Já o senador e candidato da oposição à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), tem uma imagem positiva para 37% dos eleitores e negativa para outros 59%. Outros 4% não souberam responder.

Entre outros candidatos à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) possui uma imagem positiva para 31% dos eleitores e negativa para outros 55%. Os que não souberam opinar são 14%.

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui uma imagem positiva para 28%, e negativa para outros 51%. Outros 21% não souberam responder.

O empresário Renan Santos (Missão) é quem acumula maior porcentual de eleitores que não souberam dar uma opinião: 26%. Ele tem uma imagem positiva para 19% e negativa para outros 55%

O instituto também calculou a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para 42%, ela é positiva, enquanto para outros 56%, ela é negativa.

Acertos e erros

O levantamento também perguntou aos entrevistados quais decisões do governo seriam qualificadas como maiores acertos ou erros. A ação vista como maior acerto é a gratuidade para todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular, com 82% das indicações.

Em seguida, a isenção do imposto de renda para pessoas com renda abaixo de R$ 5 mil foi apontada como decisão acertada para 79%. Depois, também com avaliação positiva, a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (68%); o Desenrola (65%); a revogação da "taxa das blusinhas" (55%).

As decisões do governo Lula consideradas como maiores erros foram: a retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização (48% das indicações); adoção do arcabouço fiscal para equilíbrio das contas públicas (43%); e programa Gás do Povo (42%).

Situação econômica

Com relação à situação econômica, os entrevistados foram questionados sobre como avaliam a situação econômica do Brasil e do mercado de trabalho neste momento. Para 42%, a situação do emprego é ruim, outros 37% avaliaram como boa e 21% como normal.

Também para 42% a situação da família foi considerada ruim, 31% consideram boa, e 27% normal. Sobre a situação do Brasil, 55% avaliaram como ruim; 29% como boa e 16% como normal.

Apesar da avaliação mais negativa sobre o momento atual, as expectativas para os próximos seis meses são mais otimistas. Para 43%, a situação da família vai melhorar, enquanto para 28% vai piorar e 30% avaliam que ficará igual. Para o emprego, 39% acreditam que vai melhorar; para 33% vai piorar e 28% dizem que vai ficar igual. Sobre o Brasil, 38% acham que vai melhorar; 41% que vai piorar e 21% que a situação vai ficar igual.

A AtlasIntel ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o índice de confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

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