Política

REPRESENTATIVIDADE

Ministro empossa a ex-deputada federal Rose Modesto em caráter oficial na Sudeco

A cerimônia teve a assinatura de posse da primeira mulher superintendente da Sudeco desde sua criação em 1967

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O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goés, empossou,  ontem (17), a nova superintendente do Desenvolvimento do Centro-Oeste, Rose Modesto. 

A cerimônia teve a assinatura simbólica de posse da primeira mulher a comandar a Sudeco (Superintência de Desenvolvimento do Centro-Oete) desde sua criação em 1967. 

A superintendente agradeceu o convite de liderar a autarquia e reiterou o compromisso com o desenvolvimento do Centro-Oeste.

“Queremos, por meio da aplicação de recursos, promover o progresso na Região. São mais de 17 milhões de habitantes que precisam de emprego e renda. É inadmissível estado rico com gente pobre”, declarou.
Também participaram da cerimônia a ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, e César Moura, representando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Rose também defendeu o fim da desigualdade social na região central do Brasil com incentivos à agricultura e à educação.

“Nós vamos trabalhar para fortalecer os fundos de investimento da Sudeco, para chegar cada vez mais aos pequenos empresários e, também, em parceria com os bancos administradores, encontrar outras formas de investimentos. Queremos incentivar a educação na região por meio do FCO Estudantil, fortalecer a agricultura familiar dessa região que tem um enorme potencial de desenvolvimento”, pontuou.

Simone Tebet cumprimentou a nova superintendente e enfatizou a força da mulher na política. Ela lembrou da luta de Rose durante sua jornada como parlamentar pelas causas femininas e se colocou à disposição para trabalhar nos próximos anos em políticas que aumentem os recursos não só para a Sudeco, como para a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Superintendência o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

“O teto de gastos deste ano nos impede de investir tanto quanto gostaríamos, mas no ano que vem queremos aumentar os investimentos nessas três regiões. Precisamos levar investimento onde mais precisa e reduzir a desigualdade regional”, disse.

Simone Tebet também lembrou a passagem do pai como Superintendente da Sudeco. “Meu pai, Raméz Tebet, comandou a Sudeco em 1987 e eu sei dos desafios que ele enfrentou para trazer recursos para nossa região. E hoje, estou aqui vendo a primeira mulher à frente dessa autarquia, e isso me enche de orgulho. Tenho certeza de que Rose tem competência e fará um trabalho excepcional como superintendente”, ressaltou.

Já Waldez Góes lembrou a carreira da superintendente e reafirmou o compromisso com a autarquia. “Parabenizo aqui a Rose, ela que tem uma longa jornada política e entende do diálogo democrático, proposto pelo Presidente Lula, nesse diálogo para a reconstrução do Brasil. Você tem um parceiro de primeira hora. Não faltará de mim o apoio integral a Rose e equipe que está sendo montada para tocar aquilo que é responsabilidade histórica desta superintendência”, assegurou.

Ele aproveitou a ocasião para reiterar as parcerias do Ministério com as instituições financeiras. “Como a Rose já mencionou, precisamos da ajuda dos Bancos não só pela administração e aplicação dos recursos do FCO e FDCO, mas também por outras formas de financiamentos. Uma das prioridades do governo hoje é a irrigação”, informou.

O ministro disse ainda que, até o momento, trabalha com apenas 8 milhões de hectares irrigados e há 55 milhões de hectares com capacidade para investimento em irrigação, que vai gerar milhões de postos de emprego e impulsionar a produção de toneladas de alimentos. “O Brasil hoje ocupa o 4º lugar em produção alimentar e acreditamos que há grande potencial para se tornar o maior produtor de alimentos do mundo”, finalizou.

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Pesquisa

Reinaldo Azambuja avança e lidera corrida ao Senado

Ex-governador consolida liderança e amplia vantagem sobre os concorrentes na disputa por uma vaga no Senado Federal

25/08/2026 07h45

Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) ampliou sua vantagem na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado e acumulou crescimento de 4,84 pontos porcentuais entre março e agosto deste ano. Na média entre o primeiro e o segundo votos estimulados, o ex-governador passou de 18,18% para 23,02% no período.

Os dados fazem parte da quarta pesquisa de intenções de votos para o Senado, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), no período de 19 a 23 de agosto de 2026, com 784 eleitores de 17 municípios que juntos concentram 68% da população do Estado, registrada sob os números BR-05012/2026 e MS-07621/2026.

A série de pesquisas estimuladas, ou seja, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, mostra crescimento contínuo de Azambuja, que tinha 18,18% em março, avançou para 20,03% em abril, chegou a 22% em junho e atingiu 23,02% em agosto.

O movimento ampliou a distância para o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), segundo colocado na média dos dois votos. Ele registrava 17,16% em março e aparece agora com 17,09%, mantendo-se praticamente estável durante os cinco meses, enquanto a diferença entre os dois, que era de apenas 1,02 ponto porcentual no início da série, chegou a 5,93 pontos porcentuais em agosto.

O deputado federal Vander Loubet (PT) aparece na sequência, com média de 8,99%; em março, o petista tinha 6,95%, o que representa crescimento de 2,04 pontos porcentuais. Durante a série, chegou a 9,25% em abril, recuou para 7,84% em junho e voltou a subir na rodada mais recente.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) registra 8,10% na média do primeiro e do segundo votos; ela tinha 7,97% em março, alcançou 8,74% em abril e caiu para 7,40% em junho antes de apresentar nova alta em agosto.

Entre os demais candidatos, Beto do Movimento (Psol) aparece com 3,06%, Roberto Oshiro (Novo) com 2,04%, Daniel Junior (Agir) com 1,66% e Luiz Lemes (DC) com 1,40%. Brancos e nulos somam 9,50% na média dos dois votos, enquanto os indecisos representam 23,60%, juntos chegam a 33,10%.

Outro dado que chama atenção na comparação entre as pesquisas é a redução do grupo formado por eleitores indecisos e aqueles que declaram voto branco ou nulo. Em março, eles representavam 49,74% da amostra, enquanto em agosto o índice caiu para 33,10%, uma redução de 16,64 pontos porcentuais.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, isto é, quando os entrevistados são questionados sobre o primeiro voto para o Senado sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados, Capitão Contar lidera, com 5,10%, enquanto Reinaldo Azambuja aparece com 2,42%, seguido por Soraya, com 1,15%, e Vander Loubet, com 0,26%.

Nesse cenário, porém, o principal dado é o elevado número de eleitores que ainda não sabem espontaneamente em quem votar. Dos 784 entrevistados, 675, ou 86,10%, declararam-se indecisos. Outros 4,21% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

No segundo voto espontâneo, a indefinição é ainda maior. Os indecisos chegam a 91,33% dos entrevistados. Reinaldo Azambuja é o candidato mais citado, com 3,57%, seguido por Capitão Contar, com 0,64%, e Vander Loubet, com 0,26%. Brancos e nulos representam 4,21%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos ao Senado e Soraya aparece com o maior índice, sendo citada por 13,90% dos entrevistados, enquanto Vander Loubet vem na sequência, com 10,33%, seguido por Capitão Contar, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 4,85%.

Beto do Movimento registra rejeição de 3,44%, Roberto Oshiro, 1,15%, Luiz Lemes e Valter da Comagran (PRD), 0,89% cada, Daniel Junior, 0,77%, e Valderi Garcia (PCO), 0,38%.

Apesar dos índices individuais, a maior parcela dos entrevistados, 34,69%, afirmou não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. Outros 9,06% disseram rejeitar todos os candidatos e 7,91% não souberam responder.

Com duas cadeiras em disputa neste ano, cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado. Por isso, a média entre o primeiro e o segundo votos permite acompanhar de forma mais ampla a força de cada candidatura.

A série de levantamentos indica que Azambuja conseguiu não apenas manter a liderança, mas também aumentar sua distância em relação aos principais adversários ao longo dos últimos cinco meses.

Apuração

PF vai acessar dados de operação da Civil que atingiu produtora de Dark Horse, decide Dino

Policia pediu acesso ao material para ampliar as investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares, envolvendo a produtora

24/08/2026 19h00

Ministro Flávio Dino

Ministro Flávio Dino Foto: Gustavo Moreno/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento de dados da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal (PF) dos dados apreendidos na operação que atingiu Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, responsável pelo filme "Dark Horse" (Azarão, na tradução do inglês), sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A própria PF pediu acesso ao material para ampliar as investigações sobre suspeitas de desvios de recursos públicos, sobretudo emendas parlamentares, envolvendo a produtora. O roteiro de Dark Horse é assinado pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que, em 2024, destinou R$ 2 milhões em emendas para a ONG do filme.

Em maio, a defesa de Mário Frias negou ao ministro Flávio Dino que tenha feito triangulação de repasse de emendas para financiar a produção do filme. O deputado disse que a alegação é "puramente especulativa", baseada em "pré-julgamento" e um "argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade".

A reportagem pediu manifestação de Karina sobre as investigações O espaço está aberto.

Nas primeiras horas do mês de junho, a 2.ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), deflagrou uma operação para investigar a suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), de propriedade de Karina Ferreira da Gama.

Na ocasião, o ICB, a Go UP, dois endereços residenciais de Karina e a sede da Secretaria Municipal Inovação e Tecnologia foram alvos da operação, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão determinados pela 1.ª Vara Regional da Garantias (1.ª RAJ).

A Polícia Civil também requisitou à Justiça acesso às análises do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) sobre as movimentações financeiras feitas pelo ICB, pela Go Up e por Karina. Entre as hipóteses investigadas está a de que parte dos recursos possa ter ido parar nos cofres da Go Up durante o tempo em que o filme "Dark Horse" foi produzido.

A obra teve mais de 90% de seu orçamento bancado com dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. O financiamento secreto foi tratado entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mesmo depois da prisão de Vorcaro por fraudes bilionárias, em novembro de 2025, segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal em um dos celulares do banqueiro.
 

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