Política

Vai para casa

Moraes converte prisão de Bolsonaro em domiciliar após parecer da PGR

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no parecer que a evolução clínica de Bolsonaro "recomenda a flexibilização do regime"

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) converteu nesta terça-feira (24) o regime de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a domiciliar humanitária. A decisão acatou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que nesta terça-feira (23), se pronunciou favoravelmente à progressão da detenção.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no parecer que a evolução clínica de Bolsonaro "recomenda a flexibilização do regime" de prisão. Segundo Gonet, a concessão da prisão domiciliar "encontra apoio no dever dos Poderes de preservação da integridade física e moral" de pessoas sob custódia do Estado

O procurador-geral sustentou que o quadro de saúde do ex-presidente exige acompanhamento constante que o ambiente familiar pode oferecer, mas que o sistema prisional não tem condições de garantir.

A equipe médica de Bolsonaro, de acordo com a manifestação, aponta que as comorbidades do ex-presidente representam risco iminente à sua integridade, com possibilidade de novos episódios súbitos de mal-estar.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve nesta segunda-feira (23) com Moraes. Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, também esteve com ministro para tratar do estado de saúde do pai.

Coube a Moraes decidir se acolhia ou não a manifestação da PGR e autorizava a transferência do regime prisional, como pediu a defesa do ex-presidente.

Internação e condenação

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, cumpria pena na Papudinha, em Brasília.

No dia 13 de março, o ex-presidente passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital federal para tratamento de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele segue hospitalizado. 

No início de março, Moraes havia rejeitado um primeiro pedido de prisão domiciliar. O ministro argumentou que se trata de medida excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos legais.

Na decisão, o ministro destacou que o ex-presidente mantinha intensa agenda de visitas na Papudinha, incluindo encontros com políticos, o que, segundo o magistrado, indicava bom estado de saúde.

Moraes também citou perícia da Polícia Federal que não identificava necessidade de transferência para cuidados hospitalares, embora o laudo registrasse que Bolsonaro apresenta "quadro clínico de alta complexidade".

Na Papudinha, o ex-presidente já recebeu mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias de médicos particulares e de profissionais da própria unidade prisional.

Quadro de saúde

Nesta manhã, Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde passa por tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. 

Segundo boletim médico divulgado, apesar de apresentar melhora clínica, ele segue no hospital com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar.

O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo gerente médico, Wallace S. Padilha; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

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Eleições 2026

Azambuja lidera em seis de nove regiões e é nome mais competitivo ao Senado em MS

CNJ adiou para agosto a análise de mudanças no regimento interno sobre os procedimentos disciplinares de magistrados

25/06/2026 08h00

Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja

Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja Marcelo Victor

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O recorte por regiões da pesquisa de intenções de votos contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) apontou que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) é o nome mais competitivo na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Conforme os dados apresentados, Azambuja lidera em seis das nove regiões do Estado analisadas e aparece com vantagem na região de Campo Grande e na região de Dourados, reforçando a leitura de que entra no cenário eleitoral com capilaridade regional e forte presença no interior.

O ex-governador aparece na frente nas regiões de Amambai (40%), Campo Grande (39%), Corumbá (50%), Dourados (55%), Jardim (56%) e Maracaju (59%).

O desempenho sugere uma base distribuída em diferentes regiões do Estado, sem dependência de um único polo eleitoral, além de indicar força em colégios relevantes tanto do interior (Dourados) quanto da Capital.

Em algumas regiões, a vantagem dele é mais expressiva, como na de Corumbá, onde alcançou 50%, enquanto o senador Nelsinho Trad (PSD) obteve 38% e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) fez 18%.

Na região de Dourados, maior colégio eleitoral do interior, Azambuja atingiu 55% contra 37% do Capitão Contar e 24% de Nelsinho.

Já na região de Jardim, o ex-governador apareceu com 56%, enquanto o Capitão Contar somou 50%; na região de Maracaju, Azambuja alcançou 59% contra 47% do adversário do colega de partido.

Apesar da dianteira de Azambuja, Capitão Contar segue como um nome competitivo e mantém redutos importantes, como na região de Bonito, onde fez 59%, e divide a ponta em Coxim, onde registrou 50%, mesmo porcentual de Nelsinho. 

Além disso, ele aparece com índices elevados nas regiões onde não lidera, como nas de Jardim (50%), de Maracaju (47%), de Aquidauana (38%), de Dourados (37%) e de Campo Grande (36%).

Nelsinho Trad, por sua vez, concentra força em regiões específicas e aparece com melhor desempenho na de Aquidauana, onde lidera com 47%, à frente de Capitão Contar, com 38%, e de Azambuja, com 34%.

Em Coxim, o senador empatou tecnicamente com o Capitão Contar, ambos com 50%. Nelsinho também registrou desempenho relevante nas regiões de Corumbá (38%), de Campo Grande (32%), de Amambai (32%) e de Jardim (31%).

Já o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) aparecem mais distantes da briga principal no recorte apresentado, tendo o petista oscila entre 6% e 30%, com melhor desempenho na região de Coxim, onde chegou a 30%, mas fica atrás dos três principais nomes na maior parte das regiões.

Soraya varia de 0% a 25%, com suas melhores marcas nas regiões de Corumbá e de Jardim, ambas com 25%, enquanto na região de Maracaju, por exemplo, a senadora aparece com 0%. 

Ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja

CONTAR X POLLON

A pesquisa IPR/Correio do Estado também comparou os desempenhos do Capitão Contar com o do deputado federal Marcos Pollon (PL) e o ex-deputado estadual ocupa a liderança isolada para o Senado, com 17,8% das preferências contra 9,2% do colega de legenda.

Capitão Contar lidera em todas as nove regiões pesquisadas, com destaque para as de Jardim (27,3%) e de Coxim (25%), enquanto na região de Dourados ele teve 20,6%. 

O cenário mais apertado fica na região de Aquidauana, onde há empate técnico (15,6% contra 12,5%), enquanto o pior desempenho de ambos ocorre na região de Corumbá, onde Contar lidera com 9,4% e Pollon soma 4,7%.

DADOS

O levantamento IPR/Correio do Estado, que foi realizado no período entre os dias 9 e 13 de junho deste ano e registrado sob os números BR-00547/2026 e MS-02355/2026, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade distribuídas em nove regiões do Estado, que abrangem 21 municípios e representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossenses.

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Política

A cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo, diz Elias Rosa

A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil

24/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos Reprodução

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, criticou a família de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 24, atribuindo a parentes do ex-presidente a responsabilidade pela aplicação de tarifas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

"Eu lamento dizer isso, mas, a cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo brasileiro, e tem sido assim desde o início", disse o ministro, durante uma entrevista à CNN Brasil.

Rosa relembrou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a abertura de uma investigação contra o Brasil pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), ainda em julho do ano passado, com base na Seção 301.

A investigação resultou, em junho deste ano, na recomendação do USTR para que os EUA aplicassem novas tarifas contra produtos brasileiros, por causa de supostas práticas comerciais indevidas do País. O governo brasileiro vem negociando para evitar que essas taxas entrem em vigor.

"Me parece que foi uma encomenda que eles tinham feito para o governo norte-americano, imaginando que, quanto maior o dano à economia brasileira, melhor é o capital político deles", acusou o ministro.

Rosa relatou já ter participado de oito reuniões com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das investigações. Na mais recente delas - realizada no último sábado, 20 -, ficou acertado um prazo de duas semanas para que a próxima rodada aconteça.

Segundo o ministro, a preocupação tem sido de indicar maneiras de fazer uma acomodação tarifária para aumentar a participação de bens e serviços americanos na economia brasileira, mas sem causar prejuízos ao País.

"Um dos temas que a 301 levanta é que os nossos acordos preferenciais com Índia e México causariam dano para as exportações norte-americanas. Em algumas reuniões temos discutido isso, tentando mostrar que as linhas tarifárias com o México ou a Índia não causam dano aos EUA", disse.

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