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Morre o escritor e professor Paulo Sérgio Nolasco, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras

Nolasco participou da criação do Mestrado em Letras da UFMS e presidiu a comissão responsável pela implantação do mesmo curso na UFGD

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Morreu nesta quarta-feira (28), aos 68 anos, o escritor re professor Paulo Sérgio Nolasco dos Santos, titular da Cadeira nº 20 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL). 

Natural de Dourados, nasceu em 1º de junho de 1958, Paulo Nolasco construiu uma trajetória de destaque no ensino superior, na pesquisa e na crítica literária, dedicando sua vida ao estudo da literatura e à formação de novas gerações de pesquisadores e profissionais das Letras.

Graduado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi professor universitário e teve atuação fundamental na consolidação da pós-graduação em Letras em Mato Grosso do Sul.

Participou da criação do Mestrado em Letras da UFMS e presidiu a comissão responsável pela implantação do mesmo curso na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Reconhecido por sua atuação no campo da Literatura Comparada e dos estudos culturais, integrou importantes instituições científicas e literárias, como a Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC), da qual foi membro do Conselho, e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL), onde coordenou grupos de trabalho dedicados à área. Sua participação em congressos no Brasil e no exterior e o diálogo permanente com pesquisadores nacionais e estrangeiros ampliaram sua contribuição para os estudos literários.

Como escritor e crítico literário, deixou uma produção intelectual expressiva, com livros dedicados à literatura comparada, à crítica e às relações culturais do Brasil Central.

Entre suas obras estão Nas malhas da rede: uma leitura crítico-comparativa de Julio Cortázar e Virginia Woolf (1998), Literatura Comparada: Interfaces e transições (2001), Ensaios farpados: Arte e cultura no Pantanal e no Cerrado (2003/2004) e O Outdoor invisível: crítica reunida (2006). Seus estudos contribuíram para ampliar a reflexão sobre as literaturas de fronteira, os regionalismos culturais e as particularidades da produção intelectual de Mato Grosso do Sul.

Paulo Sérgio Nolasco dos Santos tomou posse na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras em 27 de novembro de 2006. Também era membro da Academia Douradense de Letras, mantendo estreita ligação com sua cidade natal e com os intelectuais que contribuíram para a construção da identidade cultural sul-mato-grossense. 

A Academia Sul-Mato-Grossense de Letras manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos, colegas, alunos e admiradores, ressaltando a importância de sua trajetória e o seu legado intelectual. Até a publicação desta matéria, não há mais detalhes sobre a causa da morte e locais de velório e sepultamento. 
 

Assédio eleitoral

Ex-deputada de MS pede desculpas após dizer que demitiria petistas

Bela Barros (PDT) havia anunciado novas demissões "em nome de Jesus", mas, se arrependeu e pediu desculpas publicamente

28/10/2026 11h34

Bela Barros se retratando publicamente após dizer que demitiria petistas da empresa de sua família

Bela Barros se retratando publicamente após dizer que demitiria petistas da empresa de sua família Reprodução/Instagram @abelabarros

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Ex-deputada estadual de Mato Grosso do Sul (2005-2006) e ex-vereadora de Dourados (1989-2004), Bela Barros (PDT), se desculpou em suas redes sociais após dizer que demitiu um eleitor de Lula e vai demitir mais oito da empresa de sua família, após o resultado das eleições presidenciais de 2026.

Ela comentou em uma postagem do pastor Leandro Reis, da Igreja Deus Tem Mais, localizada no Rio de Janeiro (RJ), em que o religioso abordava supostas demissões de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Hoje nós também demitimos um, mas vamos demitir uns oito em nome de Jesus. Temos sete restaurantes. Só passamos a comprar de empresários que não são do PT", comentou a ex-parlamentar no post do religioso.

O comentário viralizou negativamente nas redes sociais e revoltou petistas que reelegeram o atual presente do Brasil.

Bela Barros se retratando publicamente após dizer que demitiria petistas da empresa de sua família

Nesta terça-feira (27), Bela se arrependeu do comentário que fez e se retratou nas redes sociais. Ela afirmou que se sente envergonhada e que ninguém foi ou será demitido das empresas de sua família.

“Eu estou aqui agora neste momento para me retratara, para pedir desculpas a vocês da fala infeliz que eu tive nessa noite. Eu quero dizer para vocês que é foi uma coisa que não foi minha, não foi do meu coração, não falei do fundo do meu coração, até porque não sou essa pessoa que hoje transpareceu. O meu coração ainda estava entristecido. Eu estava fazendo um comentário no post e pode ter saído essas palavras que não gostaria jamais de ter dito. Hoje eu me sinto muito envergonhada disso que eu fiz e eu preciso pedir desculpas para vocês que eu ofendi e também para os meus filhos que são os proprietários dos restaurantes e que nem sabiam disso que eu estava falando. Até me sinto assim muito envergonhada e peço perdão pelas palavras que eu disse. Ninguém foi demitido e ninguém vai ser demitido. Eu não tenho poder nenhum de contratação nas empresas porque as empresas são dos meus filhos. Foi uma coisa aleatória que eu disse. Então me desculpem. Essa é a minha retratação a vocês que foram ofendidos por mim e aos meus filhos que não tem nada a ver com essa história”, disse a ex-parlamentar, em vídeo publicado em seu Instagram.

 As manifestações associam a discussão sobre demissões ao posicionamento político de trabalhadores e empresários, em meio à polarização que marcou a disputa presidencial de 2026.

ASSÉDIO ELEITORAL

Mato Grosso do Sul contabilizou 35 denúncias de assédio eleitoral em 2026, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) nesta segunda-feira (26).

Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, eram 11 registros, o que representa um aumento de aproximadamente 218%. Em todo o país, foram contabilizadas 1.937 denúncias.

O MPT-MS alerta que ameaças de demissão, intimidações e represálias motivadas pela preferência política dos trabalhadores podem configurar assédio eleitoral, inclusive após as eleições.

A procuradora-chefe do órgão, Cândice Arosio, reforçou que as denúncias continuam sendo recebidas mesmo após o encerramento do processo eleitoral.

A legislação brasileira assegura a liberdade de convicção política, com isso, demissões discriminatórias podem resultar em responsabilização trabalhista.

* Colaborou Welyson Lucas

Santa Rita do Pardo

Insatisfeitos com as urnas criam lista para boicotar comerciantes em MS

O objetivo seria forma de retaliação pela escolha nas urnas

28/10/2026 11h09

Eleitores foram às urnas em MS para escolher o presidente da República

Eleitores foram às urnas em MS para escolher o presidente da República Foto: Divulgação/TRE-MS

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Apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), do município de Santa Rita do Pardo, teriam criado uma lista de comerciantes identificados como eleitores do PT. O objetivo seria boicotá-los como forma de retaliação pela escolha nas urnas.

Segundo informações do Jornal Cenário MS, a conversa sobre boicote partiria de um grupo no whatsapp intitulado "Fim do PT". 

Moradores teriam reagido à situação destacando que incentivar as pessoas a não comprarem no comércio da cidade ultrapassa o campo político, ainda conforme divulgado pelo Jornal Cenário MS.

Desde o fim das eleições, as redes sociais têm sido tomadas por manifestação de quem não gostou do resultado do segundo turno. 

Há casos de servidores em conversa no whatsapp falando sobre envenenar água, prefeito que publicou imagens consideradas xenofóbicas e empresários falando em demissões por conta da escolha do voto.

Nesse caso, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) informou que trabalhadores que sofreram ou presenciaram ameaças, intimidações e constragimentos podem denunciar as condutas à instituição.

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