Política

JUSTIÇA

MPF pede para Puccinelli devolver meio bilhão de reais

Levantamento apontou que ex-administrador do Estado lidera valores de investigações e processos entre 26 nomes

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB), teria uma fortuna em ações que tramitam na Justiça, conforme levantamento do jornal Estadão. O valor, segundo a reportagem, chega a R$ 534 milhões em ações onde Puccinelli é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme divulgado,   os valores das ações ou investigações das quais são alvo ultrapassam a cifra de R$ 2 bilhões.  

Segundo o Estadão, em uma década, metade dos Estados brasileiros e o Distrito Federal tiveram governadores implicados em suspeitas de crimes, relacionados aos seus mandatos e suas campanhas eleitorais. São 26 ex-mandatários atualmente investigados, denunciados ou condenados por casos de corrupção. 

André Puccinelli foi alvo da Operação Lama Asfáltica e chegou a ser preso durante a pré-campanha para concorrer novamente ao cargo de governador de Mato Grosso do Sul em julho de 2018,junto com seu filho, André Puccinelli Júnior e demais réus. O ex-governador ficou preso até dezembro do mesmo ano. 

Em um dos processos envolvendo Puccinelli, 12 pessoas  respondem por lavagem de dinheiro.

Conforme o levantamento da reportagem, Puccinelli é tem o valor mais alto em ações que tramitam na Justiça, ganhando do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), que já foi condenado por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. As ações de Cabral somam R$ 529,7 milhões conforme dados do Estadão.

O ex-governador com valor mais baixo entre os nomes divulgados pelo Estadão é o José Roberto Arruda do Distrito Federal, condenado por Corrupção passiva, falsidade ideológica e falso testemunho. A dívida de Arruda seria de R$0,090 milhão.

A nível Brasil, de acordo com o Estadão, o  caso mais recente é o do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba, denunciado (acusado formalmente) por participação em organização criminosa responsável por prejuízo de R$ 134 milhões aos cofres estaduais. Sua defesa diz que não há provas das acusações, e que Coutinho é inocente. 

Sete ex-governadores já foram condenados, entre eles o Sérgio Cabral e  Fernando Pimentel (PT-MG). Só do Rio de Janeiro, quatro ex-governadores integram a lista: Cabral já foi sentenciado em 12 ações criminais a penas que somam 122 anos. Luiz Fernando Pezão (MDB) é réu em processo que apura o recebimento de quase R$ 40 milhões em propinas. A defesa de Pezão tem sustentado que as acusações não procedem.

Anthony e Rosinha Garotinho são réus em ação por corrupção, peculato e organização criminosa. Os dois foram presos  provisoriamente em outubro do ano passado, mas atualmente respondem em liberdade. Eles negam as irregularidades.

O levantamento mostra que há protagonismo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nos processos, ante os órgãos de controle estaduais. Entre os 19 casos de ex-governadores que tiveram denúncias aceitas na Justiça, 14 ocorreram na esfera federal. Para chegar ao valor de R$ 1,5 bilhão (outros R$ 609 milhões correspondem a investigações ou denúncias ainda não analisadas pela Justiça) e aos 26 ex-governadores implicados, o levantamento considerou apenas casos da esfera criminal, onde a pena é em regime fechado. Os processos dizem respeito a atos praticados durante o mandato ou nas campanhas eleitorais, e incluem o crime de caixa 2 – que, apesar de ser julgado na Justiça Eleitoral, pode resultar em cadeia.

Há processos, contra esses e outros políticos que chefiaram governos estaduais, na esfera cível. Os casos mais comuns são de improbidade administrativa, que podem resultar em multa e perda dos direitos políticos. Apesar de numerosas, essas situações não foram incluídas na contagem.

Os ex-governadores Beto Richa, do Paraná, e Marconi Perillo, de Goiás, ambos tucanos, também foram alvo. O paranaense foi colocado no banco dos réus por supostamente ordenar a omissão de parte da compra de salas comerciais em Curitiba, feita pela família Richa e paga em dinheiro vivo. Ele ficou seis dias preso. Segundo a acusação, os bens teriam sido adquiridos com dinheiro de propina proveniente de contratos fraudados para obras de escolas públicas.

Já o ex-governador goiano é réu por corrupção passiva, por ter parte de uma dívida de campanha eleitoral, no valor de R$ 90 mil, supostamente paga em troca de um aditivo realizado em contrato do Estado com uma empresa de engenharia. A defesa de Perillo, na ocasião, classificou a denúncia como “fraquíssima”.

Copa

Obras para a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 causaram problemas para ao menos dois ex-governadores do PT. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz virou réu por corrupção passiva em operação sobre a obra do Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha). Sua defesa disse que “jamais houve qualquer indício de sobrepreço ou irregularidade”.

Na Bahia, Jaques Wagner é investigado pelas obras do estádio Fonte Nova. Em 2019, a Justiça Federal declinou a competência da investigação, suspendeu a operação e a mandou para a Justiça Estadual da Bahia. À época, sua defesa caracterizou as suspeitas como “factoides e inverdades” e disse que sua inocência seria demonstrada. À exceção de Cabral, que em dezembro fechou um acordo de delação premiada com a PF, os demais citados negam ter praticado as irregularidades pelas quais respondem.

Defesa

O advogado de André Puccinelli, Renê Siufi disse que o valor é “uma piada”. “Isto é um piada. 534 milhões? As acusações são ridículas e no final a justiça prevalecerá e os irresponsáveis serão punidos. Apesar de ninguém achar que pode ser Deus, alguns acham que são”.

Executivo

Entre os nomes citados pelo Estadão está dos ex-governadores Teotônio Vilela Filho (AL), José Melo (AM), Waldez Góez (AP), Camilo Capiberibe (AP), Agnelo Queiroz (DF), Beto Richa (PR), Marcelo Miranda (TO), Sandoval Cardoso (TO) e Sinval Barbora (MT).

Eleições 2026

Horário de votação é prorrogado após pedidos de extensão de prazo

Decisão acontece devido às dificuldades no transporte registradas por eleitores em algumas localidades do País

25/10/2026 16h00

Eleitores foram às urnas para votação do 2º turno

Eleitores foram às urnas para votação do 2º turno Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A votação do segundo turno das eleições foi prorrogada por mais duas horas, neste domingo (25), em todo Brasil. Portanto, os eleitores podem ir às urnas até às 18h em Mato Grosso do Sul. A mudança ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu pedidos das coligações devido às dificuldades no transporte registradas por eleitores em algumas localidades do País.

No Estado, 2.024.884 pessoas estavam aptas a votar, das quais 640.427 são de Campo Grande. Conforme os boletins divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), 38 urnas eletrônicas apresentaram problemas durante a votação. Desse total, 13 precisaram ser substituídas. As demais foram reinicializadas ou passaram por ajustes, como a troca de papel ou bobina.

Os problemas foram registrados em locais de votação de Campo Grande, Camapuã, Nioaque, Ivinhema, Aparecida do Taboado, Ponta Porã, São Gabriel do Oeste, Bodoquena, Três Lagoas, Anastácio, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Coxim, Chapadão do Sul, Jardim, Miranda, Dourados, Guia Lopes da Laguna e Glória de Dourados.

Em Chapadão do Sul, uma eleitora relatou dificuldades para utilizar a urna eletrônica. Ao verificar a situação, a equipe constatou que as teclas correspondentes aos números 1 e 3 estavam coladas. O problema não havia sido identificado anteriormente porque a ação ocorreu dentro da cabine de votação. A situação foi registrada em ata, e a urna foi imediatamente substituída.

Como a sala de votação contava com câmeras de segurança, as imagens foram analisadas e permitiram identificar o eleitor suspeito de praticar o ato. A Polícia Civil foi acionada para tomar as providências cabíveis.

A apuração dos votos está prevista para começar às 17h com o resultado entre 20h30 e 21h, no horário de Brasília.

Eleições 2026

Boca de urna e vídeo do voto levam a três ocorrências eleitorais em MS

Casos foram registrados em Bataguassu, Nova Alvorada do Sul e Três Lagoas

25/10/2026 15h07

Flagrados foram encaminhados par a PF

Flagrados foram encaminhados par a PF Foto: Paulo Ribas

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Mato Grosso do Sul registrou três ocorrências de crimes eleitorais neste domingo (25), no período da manhã, durante o segundo turno das eleições. Os casos ocorreram em Bataguassu, Nova Alvorada do Sul e Três Lagoas e envolvem a divulgação de imagens do próprio voto e a distribuição de material de propaganda eleitoral em locais de votação.

Em Nova Alvorada do Sul, um homem de 48 anos foi flagrado distribuindo material de campanha após denúncia anônima. Com ele, foram encontrados 78 panfletos, 17 adesivos e 10 santinhos. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil do município, onde foi preso em flagrante e autuado por boca de urna.

Em Três Lagoas, uma mulher trans de 32 anos foi flagrada pela Polícia Civil fazendo boca de urna em um local de votação. Ela foi presa em flagrante e encaminhada à Polícia Federal.

Já em Bataguassu, um homem de 36 anos filmou o próprio voto e publicou as imagens nas redes sociais. O Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil identificou o suspeito e realizou diligências para localizá-lo, mas ele não havia sido encontrado até a divulgação das informações.

A filmagem do voto pode comprometer o sigilo da votação, que deve ser preservado na urna eletrônica. A legislação eleitoral também proíbe a propaganda de boca de urna no dia da eleição.

A votação do segundo turno em MS ocorre das 7h às 16h, no horário local.

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