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Mudança em investimento pode reduzir taxação de fundo de super-ricos

A principal mudança trazida pela lei é a aplicação do chamado come-cotas semestral do Imposto de Renda para esses investimentos a partir de maio de 2024

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A lei que altera a tributação dos fundos exclusivos de super-ricos, sancionada nesta semana, permite a reestruturação desses investimentos até o final deste ano para evitar ou pelo menos reduzir a tributação dessas aplicações.

O uso dessa opção, no entanto, depende do caso específico de cada contribuinte e pode não ser viável em algumas situações.

A principal mudança trazida pela lei é a aplicação do chamado come-cotas semestral do Imposto de Renda para esses investimentos a partir de maio de 2024.

A reestruturação de fundos exclusivos, ou de parte dos recursos depositados neles, por meio de fusão, cisão, incorporação ou transformação, para evitar o IR semestral é uma estratégia que tem sido avaliada por diversos investidores.

A questão envolve o uso de instrumentos que possuem algum tipo de benefício tributário, como Fundo de Ações, ETF (fundo de índices), FII (Fundo de Investimento Imobiliário) e Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio).

O mesmo pode ser feito com um FIP (Fundo de Investimento em Participações) e FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).

Paulo Bento, sócio de Direito Tributário do Madrona Fialho Advogados, afirma que uma possibilidade é a segregação dos ativos que estão hoje no fundo exclusivo multimercado para estruturas mais específicas, algumas delas sem a tributação semestral.

"Se eu tenho uma carteira composta basicamente de ações e ativos de renda fixa, faz sentido fazer uma segregação disso para atingir os critérios e ser classificado como fundo de ações não sujeito ao come-cotas", afirma.

Há, no entanto, várias questões econômicas a serem observadas, como a restrição de liquidez em muitos desses fundos específicos e a obrigação de investir majoritariamente em determinados ativos, como recebíveis. Alguns instrumentos, como fundos imobiliários, têm a obrigação de distribuir lucros anualmente, o que também limita seu uso. Já o Fiagro possui alíquota de IR maior, de 20%.

"Existem algumas possibilidades para evitar o come-cotas em situações que, obviamente, têm todo um conteúdo econômico por trás disso", afirma o tributarista.

Em relação a fundos imobiliários e do agronegócio será necessário ainda atender a novas exigências. Antes, era necessário que esses fundos possuíssem ao menos 50 cotistas para que a isenção fosse aplicada. Agora, exige-se ao menos 100 cotistas.

Diogo Olm Ferreira, do escritório VBSO Advogados, afirma que a tributação semestral pode ser afastada também se um FIP ou FIDC for classificado como "entidade de investimento" pelas regras da CVM, com cobrança de IR ocorre apenas no resgate, amortização ou distribuição de rendimentos.

"Aqui no escritório temos analisado cada caso concreto, verificando qual veículo novo pode ser adotado para afastar a tributação periódica. Sempre tomando cuidado com essas outras consequências, de alíquotas eventualmente mais altas, regras específicas e pensando, às vezes, em estruturas mais complexas", afirma o advogado.

Bruno Marques Santo, especialista da área tributária consultiva e sócio do escritório Finocchio & Ustra Advogados, afirma que essa reestruturação não deve ser uma opção viável para a maioria dos fundos exclusivos, que são muito utilizados por famílias para sucessão e planejamento patrimonial.

Segundo ele, a nova regra exige que os fundos não sujeitos ao come-cotas evidenciem que, de fato, não são exclusivos e não são feitos para concentração de patrimônio familiar. Uma dessas exigências é que as cotas dos fundos ETF e de ações sejam negociadas em Bolsa no Brasil ou no exterior, que o FIP demonstre atender normas para qualificação como entidade de investimento, como a pluralidade de cotistas e de investidas.

"É bastante limitado o espaço para detentores de fundos exclusivos utilizarem essa estratégia para não ficarem sujeitos ao come-cotas", afirma Santo.

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BTG/Nexus

Lula tem 47% e Flávio 44% no 2º turno, seguem empatados tecnicamente

Na pesquisa anterior deste mesmo instituto, de 3 de agosto, Lula aparecia com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro

10/08/2026 06h58

No quesito rejeição, Lula recuou um ponto percentual. Flávio, por sua vez, oscilou um ponto para cima, chegando a 50%

No quesito rejeição, Lula recuou um ponto percentual. Flávio, por sua vez, oscilou um ponto para cima, chegando a 50%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, em um eventual 2º turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10. O petista, contudo, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 44%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%. Na pesquisa anterior, de 3 de agosto, Lula aparecia com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com Lula pontuando 46% e o ex-governador de Goiás, 42%. É o mesmo resultado da pesquisa de 3 de agosto. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 9%. Eleitores que não sabem são 2%.

Em eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, Lula venceria o ex-governador mineiro por 47% contra 40%. Na pesquisa anterior, o presidente pontuou 46% contra os mesmos 40% de Zema. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 46% a 37% se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 3%. Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, Lula liderava por 47% a 37%.

PRIMEIRO TURNO 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da disputa presidencial com 40% das intenções de voto contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa .

A intenção de voto no petista na disputa no primeiro turno oscilou negativamente 1 ponto porcentual, na comparação com a pesquisa divulgada no dia 3 de agosto, quando Lula havia pontuado 41%.

Já Flávio Bolsonaro oscilou negativamente em 2 p.p., de 37% na mostra anterior para 35% na de hoje.

Veja um cronograma das variações de vantagem do petista sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no último mês:

- 29 de junho: Lula tinha 8 pontos porcentuais de vantagem em relação a Flávio

- 13 de julho: vantagem do petista era de 6 p.p;

- 27 de julho: subiu para 9 pontos porcentuais;

- 3 de agosto: vantagem caiu para 4 pontos;

- 10 de agosto: voltou a subir para 5 pontos.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%, empatado tecnicamente com o ativista Renan Santos (Missão) que tem 4% e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registrou 3%. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 5%. Eleitores que não sabem são 3%.

REJEIÇÃO

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem empatados tecnicamente na liderança dos presidenciáveis mais rejeitados.

A rejeição a Lula oscilou negativamente em 1 p.p, de 49% na pesquisa anterior (de 3 de agosto) para 48% na pesquisa atual. No caso de Flávio, a oscilação foi positiva, de 49% para 50%. As variações foram dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

Ainda no quesito rejeição, Romeu Zema (Novo) registra 31%, Ronaldo Caiado 29% e Renan Santos (Missão) 29%. Santos segue como o mais desconhecido, com 47% dos eleitores que dizem não conhecê-lo. Zema é desconhecido por 35% dos eleitores e Caiado, por 33%.

O levantamento mostra ainda que 38% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Luiz Inácio Lula da Silva Na pesquisa de 3 de agosto eram 37%.

Outros 33% afirmam que gostariam de ver eleito Flávio Bolsonaro, um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou um membro de sua família. Na mostra anterior, eram 35%.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta segunda, 24% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo. Na última pesquisa, eram 22%. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%

De acordo com o cruzamento de dados apresentado pelo levantamento, entre os eleitores que preferem uma terceira via, 19% votariam em Lula; 15%, em Flávio; e 48% nos demais candidatos.

A Nexus ouviu 2.001 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 7 a 9 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08428/2026.

Política

Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

Dos partidos registrados no TSE, 13 indicaram candidatos à Presidência

09/08/2026 19h00

Eleições

Eleições Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.

Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais. 

Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial.

A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais:

Augusto Cury (Avante)

Clariana Barão (DC)

Edmilson Costa (PCB)

Flávio Bolsonaro (PL)

Hertz Dias (PSTU)

Leonardo Avalanche (PRTB)

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Renan Santos (Missão)

Romeu Zema (Novo)

Ronaldo Caiado (PSD)

Rui Costa Pimenta (PCO)

Samara Martins (UP)

Wilson Grassi Júnior (Democrata)

Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE.

Consulta

Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.

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