Mesmo com as novas possibilidades de propaganda na internet e nas redes sociais, os métodos tradicionais de fazer política ainda dominam os mandados dos vereadores de Campo Grande. É unanimidade entre os parlamentares que o corpo-a-corpo é fundamental para fidelizar os eleitores. Esse é o caso do primeiro secretário da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Carlos Augusto Borges, Carlão, (PSB) que prefere ir aos bairros do que ficar fazendo live nas redes sociais. “Eu sou do corpo-a corpo. Não sou muito ligado nas redes sociais. Ainda bem que eu tenho uma assessora que posta, mas você não consegue usar as redes sociais se você não tem ações e projetos”, explica o parlamentar.
Carlão avalia ainda que seus eleitores cobram muito visitas no bairro, mas não desmerece o uso das redes sociais para alcançar mais pessoas. “Eu em uma manhã consigo visitar umas cinco casas, nas redes sociais eu alcanço umas 20 mil pessoas, mas eu prefiro fazer as visitas e pegar na mão, manter minha base”, explica.
Para o vereador Pastor Jeremias Flores (Avante), o corpo-a-corpo com os eleitores nunca deve acabara.” Corpo-a corpo é fundamental. Isso já vai acabar, mas as redes sociais é uma ferramenta muito importante. Podemos ver nas eleições do ano passado que veio o boom do presidente Jair Bolsonaro ele começou fazendo corpo-a-corpo e massificou sua campanha nas redes sociais depois de ter sofrido o atentado”, explica.
O vereador João Cesar Matogrosso (PSDB) acredita que as redes sociais vêm se tornando uma grande ferramenta, mas ele não troca o trabalho direto com os eleitores. “As redes sociais vêm se tornando muito importante para divulgação do mandato, mas com certeza eu não troco o trabalho corpo-a-corpo pelas redes. Sociais. Eu gosto de ir aos bairros ver o que a população sente e com isso acompanhar a carência a distância entre o poder público e a população. Não tenha dúvida que as redes sociais é um canhão para quem já tem um mandado para mostrar os seus trabalhos”, explica.
Para o líder do prefeito de Campo Grande na Câmara, vereador Chiquinho Teles (PSD), as redes sociais é um bom veículo para quem tem serviço para mostrar. “Eu trabalho junto aos bairros. Faço corpo-a-corpo. Muita gente fala que faço assistencialismo e me criticam, mas prefiro ficar perto da população do que atrás do computador. Acho que as redes sociais são muito importantes para mostrar suas ações”, argumenta.
Para o cientista político e especialista em políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB) Emerson Masullo, a preferência pelo modo tradicional de fazer campanha tem a ver com as experiências anteriores dos políticos. “Muitos desses candidatos ainda não estão acostumados com a dimensão e a amplitude das redes sociais, então, eles optam por privilegiar a maneira mais conhecida, como corpo a corpo, tevê e panfletagem”, explica. “Outra questão é que temos mais candidatos numa faixa etária com menos intimidade com as redes sociais. Naturalmente, eles vão pender para os meios tradicionais”, completa.


