Política

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Na era do rádio

Na era do rádio

Redação

05/04/2010 - 21h49
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Mauro Trindade, TV Press

 Silvia Poppovic voltou à tevê depois de alguns meses fora do ar, com o “Boa tarde”, na Band. No ano passado, chegou a participar rapidamente do matutino “Dia dia”, ao qual emprestou seu carisma e poder de comunicação. Mas era pouco para um programa que não passava de um clone do “Hoje em dia”, da Record.

No “Boa tarde”, Poppovic não divide as atenções com mais ninguém. E funciona melhor assim. Consegue um bom “timing” para as entrevistas, a despeito de ser infinitamente mais falante que qualquer entrevistado. Um cacoete típico do rádio e da televisão, que odeiam o vácuo. E o silêncio.
Na verdade, o programa é claramente de ascendência radiofônica. Não há quase nada que prenda o olhar do telespectador na tela. É a voz segura e onipresente de Poppovic que mantém a atenção. Na tela, apenas a apresentadora e seus entrevistados, com raras inserções de imagens de arquivo e apenas uma ou outra entrevista pré-gravada que ajuda no tema discutido no dia.

Quem desviar o rosto do televisor e for cuidar de outras coisas, seja em casa ou no trabalho, vai se manter conectado com o que acontece na tela, tal e qual os bons e velhos programas de rádio. Como o “Boa tarde” não tem e nem pode oferecer as recentes notícias, reservadas para o horário nobre, ele procura discutir de maneira simples e clara os acontecimentos dos últimas dias. Semana passada, o destaque ficou obviamente com o caso Isabela Nardoni.
As pautas, bem escolhidas, eram muito apropriadas ao programa. Na segunda passada, a presença da polícia técnico-científica, porém, poderia ter sido mais bem aproveitada e apontar  para o que – se espera – será o futuro da polícia, afastada de procedimentos “ex-offício”, como pau de arara, eletrocussão e outros métodos investigativos igualmente sofisticados.

Em compensação, Silvia Poppovic pontificou em um assunto no qual ficou mais à vontade: o papel da madrasta na família, tema de forte apelo emocional ainda mais intenso após o assassinato da menina e o julgamento do pai e da madrasta. Há algo de invariavelmente opinativo nesses debates vespertinos que parecem sucumbir ao último soluço de candura ou indignação. O que também lembra o rádio.

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

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Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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