Política

Eleições

Nelsinho Trad compara Capitão Contar a Alcides Bernal e diz que vota em Eduardo Riedel

Família se dividiu no 2º turno: Marquinhos vota em Contar e Fábio vai anular o voto para governador e votar em Lula para presidente

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O presidente do PSD em Mato Grosso do Sul, senador Nelsinho Trad, comparou o candidato do PRTB que está no segundo turno ao ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, e disse que, para que Mato Grosso do Sul não seja submetido a uma gestão “desastrada” como a que a Capital foi submetida em sua sucessão, irá votar em Eduardo Riedel (PSDB), no próximo dia 30. 

O senador, entretanto, frisou que sua decisão é de caráter pessoal, e que o partido está livre para apoiar o candidato que quiser no segundo das eleições para governador em Mato Grosso do Sul.

Nas eleições presidenciais, apesar das divergências apresentadas, a maioria optou por apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“Ex-prefeito de Campo Grande que fui, entendo ser prudente, racional, a eleição de alguém com mais preparo para gerir o destino de Mato Grosso do Sul”, disse Nelsinho Trad. 

Nelsinho Trad foi prefeito da Capital até 2012, quando foi sucedido por Alcides Bernal (PP). No mandato de Bernal, houve cassação do então prefeito, ascenção do então vice, Gilmar Olarte (PP) ao poder, e retorno de Bernal ao poder, situação que colocou a Capital em um caos administrativo.

Mais tarde, Nelsinho confirmou tratrar-se de Capitão Contar ter sido comparado a Alcides Bernal, e disse que, por entender que o ex-secretário de Reinaldo Azambuja (PSDB) ser o mais preparado, irá votar nele. 

Sobre os ataques do PSDB à campanha do irmão dele, Marquinhos Trad, no primeiro turno, Nelsinho Trad disse que “é uma situação que incomoda”. “Mas em política a gente tem que olhar para frente. Não tem retrovisor na política. Tem de abordar as coisas com razão”.

Destinos diferentes
Após a reunião do PSD, cada membro da família Trad assumiu um destino diferente no segundo turno das eleições. 

O ex-prefeito de Campo Grande e candidato derrotado ao governo do Estado, Marquinhos Trad, disse que votará em Capitão Contar (PRTB) no segundo turno, e também em Jair Bolsonaro (PL), “por não compactuar com corrupção”. 

Já o deputado federal Fábio Trad (PSD), que irmão de Marquinhos e Nelsinho, que não atingiu votação suficiente para se eleger, disse que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno, em defesa da democracia. Para governador, Fábio Trad disse que anulará o voto. 

Política

Nunes Marques vota para derrubar decisão que prorrogou CPMI do INSS

O ministro do Supremo Tribunal Federal, votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS

26/03/2026 21h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS. Ele entendeu que não estão presentes os requisitos necessários para a concessão do mandado de segurança. O placar está em 4 a 1 contra a liminar proferida pelo ministro André Mendonça na última segunda-feira, 23.

"O texto constitucional se limita à criação de CPIs. Agora estamos diante de um outro instituto, que é a prorrogação. Nós teríamos duas soluções: tentar construir uma solução, como fez o relator, ou permitir que a própria Casa faça seus arranjos institucionais e busque uma solução", ponderou.

"Essa aferição deve ser feita pelo próprio presidente do Senado (Davi Alcolumbre)", disse o ministro, que, apesar da divergência, elogiou Mendonça pela "serenidade bíblica" e pela "boa solução" proposta.
 

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Avançou

Sob relatoria de Soraya, PL que torna misoginía crime vai à Câmara

Em entrevista, senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto

26/03/2026 18h15

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em meio a ataques após aprovação do projeto de lei que torna misoginia crime, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos), que foi relatora da proposta, articula a tramitação na Câmara dos Deputados. Ela participou, nesta quinta-feira (26), do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

A senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto.

"Nós mulheres somos xingadas 24 horas todos os dias, em 7x0, e as nossas famílias têm de conviver com isso. Meus pais, minha família não abrem mais rede social. E usando nossas imagens! Eu sou vítima de vários processos, mas processos que eu sequer deflagrei, que foram deflagrados pela Polícia Federal, que eu fiquei sabendo depois."

Soraya Thronicke afirmou que a população precisa conhecer a posição real e as ações dos parlamentares. Durante a votação do projeto antimisoginia, segundo ela, senadores que trabalharam contra o texto votaram a favor no fim por não terem ficado sem saída.

"Eles tiveram de concordar, mas todos os pleitos deles para as retiradas ou acréscimos de questões que não eram importantes para nós e que abririam espaço para que eles pudessem se defender melhor na justiça, eles votaram a favor. E estão mentindo para a população brasileira. Eles são os mentirosos. A população precisa saber quem é quem, precisa entender que precisa ler mais do que duas linhas de uma reportagem."

Sem citar nome, a senadora criticou um deputado que já se posicionou contra o projeto.

"Tem de ser homem mesmo e diz que vai trabalhar com muito afinco para que esse projeto de lei seja barrado na Câmara. Ele não vai conseguir. Eu já pedi uma agenda com o presidente Hugo Motta."

O projeto foi aprovado no Senado na última terça-feira (24), com 67 votos favoráveis, e deve iniciar a tramitação na Câmara nos próximos dias. Ele inclui a misoginia, o ódio contra mulheres, entre os crimes de preconceito e discriminação. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão e multa.

*Com informações de Agência Brasil 

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