Política

Levantamento

Nelsinho Trad é o 9º parlamentar do país que mais indicou emendas Pix em 4 anos

Na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), essa modalidade de emendas aumentou 12 vezes de 2020 a 2024 e desafia a governabilidade

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O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) é o nono parlamentar do Congresso Nacional que mais destinou emendas na modalidade Transferência Especial, mais conhecidas como emendas Pix, no período de 2020 a 2024, conforme levantamento realizado pelo jornal O Globo com base nos dados do Orçamento da União.

Ainda conforme o jornal carioca, as emendas Pix tiveram o valor multiplicado por 12 desde 2020, quando o mecanismo passou a ser adotado pelo Congresso Nacional, alcançando R$ 7,7 bilhões no ano passado, montante que supera em larga escala os R$ 621 milhões da estreia do formato em 2020 e em 10% o de 2023.

Nos últimos quatro anos, o parlamentar sul-mato-grossense enviou R$ 75,6 milhões em emendas Pix, o que faz dele o campeão dessa modalidade de emendas parlamentares entre os colegas de Congresso Nacional do Estado.

Já em nível nacional, ele perde para os senadores Jayme Campos (União-MT), com R$ 89,3 milhões, Davi Alcolumbre (União-PP), com R$ 88,2 milhões, Mecias de Jesus (Republicanos-RR), com R$ 87,4 milhões, Marcos Rogério (PL-RO), com R$ 84,8 milhões, Randolfe Rodrigues (PT-AP), com 81,5 milhões, Otto Alencar (PSD-BA), com R$ 80 milhões, Marcelo Castro (MDB-PI), com R$ 78,5 milhões, e Carlos Fávaro (PSD-MT), com R$ 76,3 milhões.

Para se ter uma ideia, somente no ano passado, Nelsinho Trad liberou em emendas Pix no Orçamento da União R$ 30,8 milhões, sendo que o maior montante, R$ 12 milhões, foi para o governo estadual, seguindo pelas prefeituras de Campo Grande (R$ 4,4 milhões), Ivinhema (R$ 2 milhões) e Ribas do Rio Pardo (R$ 2 milhões).

Depois aparecem as prefeituras de Angélica, Aparecida do Taboado, Sidrolândia e Naviraí, com R$ 1 milhão para cada uma, enquanto as prefeituras de Paranaíba, Nova Andradina, Rio Brilhante, Vicentina e Nioaque receberam R$ 400 mil para cada uma e as prefeituras de Corguinho e Rochedo pegaram R$ 300 mil cada uma.

Além disso, as prefeituras de Mundo Novo, Bela Vista, Laguna Carapã, Santa Rita do Pardo, Caracol, Jateí e Figueirão foram beneficiadas com R$ 200 mil cada uma e as de Dourados, Água Clara e Cassilândia receberam R$ 250 mil cada uma.

Ao Correio do Estado, o senador disse que todas as suas ações sempre contam com a devida prestação de contas nas redes sociais e na imprensa livre sobre os projetos a todos os municípios. 

"A minha assessoria de orçamento tem o valor de cada recurso transferido e onde foram aplicados pelo gestor municipal. Nunca nos faltou transparência em quaisquer emendas destinadas, sempre divulgamos pelas nossas redes sociais todos recursos liberados", assegurou.

NA MIRA DO STF

As emendas Pix estão na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) pela falta de transparência, sendo que os parlamentares argumentam que os repasses por meio deste formato têm menos burocracias e, por isso, passaram a ser mais usados.

Integrantes do governo, por sua vez, veem o crescimento das emendas Pix com preocupação. A avaliação é que, ao possibilitar repasses diretos a municípios e estados, a modalidade aumenta o controle do Legislativo sobre o Orçamento, o que representa um maior desafio para manter a governabilidade.

Na prática, é um instrumento a menos que o Palácio do Planalto tem para atrair o apoio de parlamentares para pautas de seu interesse. Criado em 2019 pelo Congresso, esse tipo de emenda permite que a verba caia direto na conta das prefeituras e governos estaduais.

Até novembro de 2024, bastava ao parlamentar dizer para qual cidade o dinheiro deveria ir, sem necessidade de indicar um projeto ou obra específica. Assim, os gestores locais poderiam gastar o recurso federal livremente, sem precisar vinculá-lo a programas do governo.

O modelo, contudo, foi considerado pouco transparente pelo ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu os pagamentos em agosto do ano passado e só voltou a liberá-los três meses depois, após a aprovação de um projeto pelo Congresso que cria condições para a verba ser liberada.

Entre elas, a exigência de apresentação de um plano de trabalho para a execução do recurso, que deverá ser aprovado pelo ministério correspondente se for para a construção de uma escola, por exemplo, o detalhamento, com valor e cronograma, deverá ter aval do Ministério da Educação.

CRITÉRIOS

A distribuição desses recursos, porém, ainda depende de critérios políticos levados em conta pelos parlamentares, que definem, dentro do valor disponível para eles em emendas individuais, quanto e para onde o envio será feito diretamente para a conta da prefeitura ou do governo estadual.

No ano passado, cada deputado teve R$ 37,9 milhões para indicar, enquanto senadores tiveram R$ 69,6 milhões. Dos R$ 19,8 bilhões pagos até esta semana, 39% foram pelo formato Pix. A cidade que recebeu mais emendas Pix até hoje foi Carapicuíba, município da Região Metropolitana de São Paulo com 386,9 mil habitantes.

Foram R$ 157,2 milhões para o município desde 2020. A maior fatia da verba foi enviada pelo deputado Marco Feliciano (PL-SP), que destinou R$ 33,9 milhões para o município governado há oito anos por um aliado, o prefeito Marcos Neves (PSDB). Não é possível saber, contudo, como o dinheiro foi gasto.

A lista de cidades mais contempladas com emendas Pix também inclui as capitais. Com 442,9 mil habitantes, Macapá figura como o segundo maior destino dos recursos. Foram R$ 152,4 milhões que caíram na conta da prefeitura em quatro anos. O campeão de envios foi o senador Lucas Barreto (PSD-AP), aliado do prefeito, Doutor Furlan (MDB), e responsável por 30% das emendas encaminhadas à cidade.

O segundo município que mais recebeu este tipo de recurso no ano passado foi Coari, no Amazonas, com R$ 47,1 milhões. Observando os dados desde 2020, a cidade está em sexto lugar no ranking. Os deputados Adail Filho e Silas Câmara, ambos do Republicanos, foram os responsáveis pela maior parte das indicações, com R$ 18,4 milhões e R$ 13 milhões, respectivamente.

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ELEIÇÕES 2026

Mesmo fora da vice, Tereza Cristina garante apoio a Flávio Bolsonaro

Após o PP barrar sua indicação para a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro, senadora afirma que seguirá na campanha do pré-candidato

01/08/2026 13h30

A senadora garantiu que continuará participando da campanha do candidato à presidência

A senadora garantiu que continuará participando da campanha do candidato à presidência Marcelo Victor

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou neste sábado (1) que continuará ao lado do pré-candidato à Presidência da República, mesmo após o Partido Progressitas (PP) decidir impedir sua participação como candidata a vice-presidente na chapa. 

Durante a convenção partidária relizada em Campo Grande, a parlamentar confirmou que aceitou o convite feito por Flávio, mas ressaltou que a decisão nunca dependeu exclusivamente dela. 

“Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro. Eu disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação precisavam chancelar essa candidatura”, afirmou.

Segundo Tereza, após consultar os diretórios e executivas estaduais, o Progressistas decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial de 2026, inviabilizando sua participação na chapa. 

Apesar da decisão, a senadora garantiu que continuará participando da campanha do candidato à presidência.

“Eu quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo que a gente precisa”, declarou.

Ela também destacou que a aliança construída em Mato Grosso do Sul entre partidos do campo da centro-direita demonstra a importância da união política.

“Essa coligação aqui do Mato Grosso do Sul mostra isso. Estamos juntos para pensar no Estado e no que queremos para o nosso país”, disse.

Ao final, Tereza reforçou que respeita a decisão da legenda.

“Quero deixar clara a minha posição, mas é claro que o partido é quem pode decidir sim ou não.”

Riedel critica decisão do PP

Também durante a convenção, o governador Eduardo Riedel (PP) saiu em defesa da senadora e afirmou que não concorda com a decisão da direção nacional do Progressistas.

“Eu sou do PP e não me dou por vencido. Condeno fortemente a decisão tomada pelo PP inicialmente”, declarou.

Para Riedel, Tereza Cristina reúne todas as condições para ocupar a vice-presidência da República.

“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro pela história, pela atuação, pela ação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes. A gente precisa muito da senadora Tereza nesse momento na majoritária nacional”, afirmou.

O governador ainda fez um apelo para que o partido reveja a decisão.

“Aqui fica o meu registro como membro do PP de que a gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e poder levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil.”

Além do governador Eduardo Riedel, o ex-governador Reinaldo Azambuja também saiu em defesa da senadora durante a convenção deste sábado e afirmou que o grupo político ainda não desistiu de vê-la como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

“Nós ainda não desistimos. A Tereza ainda vai ser a vice do Flávio Bolsonaro, porque essa união não é por nós, é pelo Brasil”, declarou.

Azambuja destacou a trajetória da parlamentar e afirmou que ela reúne as qualidades necessárias para ocupar o cargo.

“Essa atuação firme, com seriedade, com honestidade, com transparência. Essa pequena grande mulher, nós não desistimos ainda”, disse.

O ex-governador também direcionou críticas ao presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, responsável pela condução da decisão que manteve o partido neutro na disputa presidencial.

“Não adianta o senhor Nogueira, presidente do seu partido, querer criar problema. Nós vamos para cima dele, Tereza”, afirmou.

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Eleições 2026

Mesmo com o irmão Fábio Trad na disputa, Nelsinho declara apoio a Riedel em MS

Senador abre mão da candidatura ao Senado, assume a suplência de Reinaldo Azambuja e afirma que a prioridade é fortalecer a reeleição do governador Eduardo Riedel.

01/08/2026 12h58

O senador Nelsinho Trad declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel durante convenção da base aliada, mesmo tendo o irmão, Fábio Trad, na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

O senador Nelsinho Trad declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel durante convenção da base aliada, mesmo tendo o irmão, Fábio Trad, na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado.

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O senador Nelsinho Trad (PSD) declarou neste sábado (1º) apoio à candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), mesmo tendo o irmão, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), entre os adversários na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

A manifestação ocorreu durante a convenção da coligação governista, realizada em Campo Grande, e marcou um dos momentos mais emblemáticos do evento político.

A declaração acontece um dia após Nelsinho oficializar a desistência de disputar a reeleição ao Senado. O parlamentar abriu mão da candidatura própria para assumir a primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), decisão que, segundo ele, foi tomada para fortalecer o projeto político da base aliada.

Ao discursar para prefeitos, vereadores, parlamentares e lideranças partidárias, Nelsinho afirmou que enfrentou um dilema pessoal antes de decidir permanecer no grupo político liderado por Eduardo Riedel.

 "Essa luta que travamos até aqui não foi para eleger o Senado de um ou de outro. Foi uma luta que travei contra mim mesmo para entender o que seria mais importante. Com esse gesto, todos nós podemos nos unir em torno de uma palavra que será essencial daqui para frente: a união em torno do projeto da reeleição do governador Eduardo Riedel."

A fala ganha ainda mais repercussão pelo fato de o irmão do senador, Fábio Trad, ter sido oficializado como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV). Apesar do vínculo familiar, Nelsinho deixou claro que permanecerá ao lado da candidatura de Riedel durante toda a campanha eleitoral.

"Riedel vai precisar de todos nós"

Durante o pronunciamento, o senador afirmou que a reeleição do governador dependerá do empenho coletivo da coligação, especialmente porque Riedel precisará conciliar a administração do Estado com a campanha eleitoral.

 "O Riedel vai precisar muito mais de nós do que vocês imaginam. Ele não pode deixar a peteca cair na gestão do Estado. Precisa continuar trazendo investimentos, fazer as reformas na saúde, na educação e reduzir a máquina pública para que sobrem mais recursos para investir nas pessoas."

Segundo Nelsinho, Mato Grosso do Sul vive um momento de estabilidade administrativa que deve ser preservado.

 "Quando vejo o outro lado criar mais de 37 ministérios, tenho a convicção de que estou do lado certo para fazer com que Mato Grosso do Sul continue dando certo e seja exemplo para o restante do Brasil."

Decisão em favor do grupo

Ao comentar a decisão de desistir da candidatura ao Senado, o parlamentar afirmou que colocou os interesses da coligação acima dos objetivos pessoais.

Segundo ele, assumir a primeira suplência de Reinaldo Azambuja representa uma forma de continuar contribuindo com o projeto político defendido pela base governista.

 "Essa será minha quinta eleição majoritária consecutiva. Tomei essa decisão pensando no projeto que acreditamos, e não apenas em um projeto pessoal."

Amizade com Reinaldo Azambuja

Nelsinho também destacou a relação construída com o ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado, e afirmou que pretende atuar diretamente na campanha eleitoral ao lado do aliado.

 "Tenho com Reinaldo Azambuja uma amizade indestrutível. Vou estar ao lado dele, substituindo-o quando for necessário e mostrando que Mato Grosso do Sul não tem outro caminho. É o caminho de dar certo."

Ao encerrar o discurso, o senador fez um apelo aos militantes e lideranças presentes para que concentrem esforços na campanha de reeleição do atual governador.

"Viva o governador Eduardo Riedel."

A declaração evidencia que, apesar de ter um irmão concorrendo ao Governo do Estado por outro campo político, Nelsinho Trad optou por manter a aliança construída com Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja, reforçando o discurso de unidade da coligação governista para as eleições de 2026.

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