Política

PRÓXIMA GESTÃO

Nome de Simone Tebet 'gravita' entre dois ministérios de Lula

Senadora de MS pode assumir em janeiro a Educação ou Cidadania e Desenvolvimento Social

Continue lendo...

A senadora de Mato Grosso do Sul Simone Tebet, do MDB, surge a poucos dias de o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciar seu primeiro escalão, como certa na lista das opções para chefiar ministérios do governo petista.

O nome dela circula como a provável escolha para ocupar as pastas da Educação ou Cidadania e Desenvolvimento Social.

Perto de um mês para assumir o seu terceiro mandato presidencial, Lula tem sido pressionado pelo meio político a anunciar logo os nomes de seus ministros.

O presidente eleito está em Brasília e, segundo interlocutores, pode anunciar ainda nesta semana o nome de alguns chefes de pastas importantes. O ministério da Fazenda é o que mais atrai as especulações.

O nome de Simone Tebet ficou certo de ocupar um dos ministérios tão logo Lula foi anunciado o vencedor das eleições. Depois de ficar fora do segundo turno, a emedebista anunciou apoio ao petista e ela foi até às ruas gritar pela canidatura de Lula.

Conquistou confiança e passou a ser comentário positivo nos discursos do presidente eleito.

Assim que apareceu na lista como uma das prováveis ministras de Lula, o nome dela foi citado como a eventual chefe da Agricultura. Mas, a possibilidade parece não ter agradado nem a ela.

Passados alguns dias, Simone virou nome quase que obrigatório quando surgiam as especulações acerca do ministério do Desenvolvimento Social.

Na edição desta terça-feira (29), o portal metrópoles publicou uma relação dos ministérios e os nomes de seus futuros comandantes. Simone aparece duas vezes. Veja a lista.

FAZENDA

  • Henrique Meirelles
  • Fernando Haddad
  • Aloizio Mercadante
  • Alexandre Padilha

CASA CIVIL

  • Rui Costa
  • Gleisi Hoffmann

AGRICULTURA

  • Blairo Maggi
  • Roberto Rodrigues
  • Neri Gueller      

CIDADANIA/DESENVOLVIMENTO SOCIAL

  • Simone Tebet     

EDUCAÇÃO

  • Simone Tebet
  • Izolda Celda
  • Ricardo Henriques

SAÚDE

  • Arthur Chioro
  • David Uip
  • José Gomes Temporão
  • Humberto Costa
  • Alexandre Padilha

DEFESA

  • José Múcio
  • Jaques Wagner
  • Aldo Rebelo
  • Nelson Jobim

JUSTIÇA

  • Flávio Dino
  • Silvio Almeida

   SEGURANÇA PÚBLICA

  • Flávio Dino

MEIO AMBIENTE

  • Marina Silva
  • Izabella Teixeira

PLANEJAMENTO

  • Persio Arida
  • Gleisi Hoffmann

ESPORTES

  • Raí
  • Edinho Silva

RELAÇÕES EXTERIORES

  • Mauro Vieira
  • Maria Laura da Rocha
  • Jaques Wagner   

POVOS ORIGINÁRIOS

  • Sônia Guajajara
  • Beto Marubo
  • Joenia Wapichana

DIFERENÇA MÍNIMA

Azambuja teve apenas 10 mil votos a menos que Riedel

A diferença do candidato eleito ao Senado Federal para o governador de MS foi de 1,17% de votos válidos

06/10/2026 09h00

Reinaldo Azambuja é recordista de votos para senador em Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja é recordista de votos para senador em Mato Grosso do Sul Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Continue Lendo...

Reinaldo Azambuja (PL), eleito senador por Mato Grosso do Sul, teve quase a mesma quantidade de votos que o governador Eduardo Riedel (PP) nas Eleições Gerais de 2026. Enquanto o progressista teve 914.322 votos, Azambuja teve 903.554. São 10.768 de diferença entre os alidos, o que representa apenas 1,17% de diferença.

Este cenário demonstra que os aliados tiveram votos casados em grande parte do eleitorado no Estado. Enquanto Riedel foi eleito governador de Mato Grosso do Sul com 67,07%, Azambuja teve 34,64% dos votos para ser escolhido como senador. Além disso, se tornou o recordista de votos como senador no Estado, superando Tereza Cristina, que teve 829.149 votos em 2022.

Outro ponto a ser observado é que Reinaldo Azambuja teve mais votos como senador do que governador, nos dois mandatos e, inclusive, nos quatro turnos que disputou.

No 1º turno de 2014, quando foi eleito pela primeira vez, o parlamentar teve 516.744 votos, o que representou 39,09% dos válidos. No 2º turno, Azambuja recebeu 741.516 votos e venceu a disputa contra Delcídio do Amaral, com 55,34% dos votos válidos.

Em 2018, quando se reelegeu, Reinaldo Azambuja teve 576.993 votos (44,61%) no 1º turno e 677.310 votos (52,35%) no 2º turno, vencendo a eleição contra o juiz Odilon.

A força da direita em Mato Grosso do Sul também foi demonstrada com a eleição de Capitão Contar (PL) como senador. Aliado de Riedel e Azambuja em toda a campanha, o ex-deputado estadual teve 856.045 votos (32,82%) e também superou a marca de Tereza Cristina em 2022.

Votação para Senado em MS

  1. Reinaldo Azambuja (PL) - 903.554 votos (34,64%)
  2. Capitão Contar (PL) - 856.045 votos (32,82%)
  3. Vander Loubet (PT) - 361.920 votos (13,88%)
  4. Soraya (PSB) - 340.788 votos (13,07%)
  5. Roberto Oshiro (NOVO) - 103.184 votos (3,96%)
  6. Beto Do Movimento (PSOL) - 18.028 votos (0,69%)
  7. Valter Da Comagran (PRD) - 16.396 votos (0,63%)
  8. Luiz Lemes (DC) - 4.947 votos (0,19%)
  9. Valderi Garcia (PCO) - 3.197 votos (0,12%)

SUCESSÃO NA ALEMS

Presidência da Assembleia abre disputa entre deputados do PL

Reinaldo Azambuja afirma que partido precisará do apoio de outras bancadas para conquistar o comando da Casa em 2027

06/10/2026 07h45

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems Foto: Montagem

Continue Lendo...

O PL vai pleitear a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), mas precisa primeiro definir um candidato de consenso entre os nove deputados estaduais eleitos pelo partido.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda, apontou três nomes para a disputa: os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David.

Segundo Azambuja, o tamanho da bancada credencia o partido a buscar o comando da Casa, mas exige articulação com outras legendas. A definição interna, afirmou, deve anteceder as negociações para reunir os votos necessários à eleição.

“Temos de construir um consenso interno para lá na frente chegar com apenas um nome. Depois vamos precisar agregar os votos de outros partidos, pois só nove deputados não elegem ninguém, precisamos de pelo menos 14 votos”, declarou.

O senador eleito ressaltou que a apresentação de mais de uma candidatura do PL pode comprometer as chances da sigla. Para ele, a bancada precisa chegar unida à negociação com os demais parlamentares.

“Quem tem três, não tem ninguém, se você começa dividido dentro de casa, não ganha nada. Primeiro precisamos ter consenso dentro do PL. Porém, acredito que ainda temos tempo para tratar da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa”, afirmou.

BUSCA DE APOIO

Depois de escolher seu representante, o PL pretende buscar o apoio da base de Riedel. Azambuja destacou que o chefe do Executivo, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP), tem uma bancada forte na Assembleia, o que torna esse diálogo decisivo para as pretensões do partido.

O PP contará com os deputados reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, além do ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo. Pelo PSDB, foram reeleitos Pedro Caravina e Paulo Duarte, enquanto o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, conquistou outra cadeira.

A composição mencionada por Azambuja inclui ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto, reeleito pelo União Brasil, e os deputados estaduais Pedrossian Neto e Renato Câmara, ambos reeleitos pelo

Republicanos. O ex-governador André Puccinelli, do MDB, e Lidio Lopes, do Avante, também foram citados entre os parlamentares com os quais será necessário construir entendimento.

Apesar de defender que o PL dispute o comando do Legislativo estadual, Azambuja afirmou que a prioridade neste momento é a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. As negociações sobre a Assembleia Legislativa, segundo ele, ficarão para uma etapa posterior.

“Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do Flávio como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia Legislativa, o mais importante agora é a eleição do Flávio no segundo turno, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou.

CANDIDATOS

Entre os três nomes mencionados, Coronel David confirmou interesse em disputar o cargo, mas condicionou a candidatura à construção de um entendimento entre os integrantes da legenda.

“Tenho interesse, desde que haja um consenso dentro do partido”, declarou o deputado reeleito.
Paulo Corrêa também confirmou que é pré-candidato à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou que trabalhará internamente para ser o escolhido da legenda, respeitando a orientação do presidente estadual do partido.

“Primeiro temos de obedecer à decisão do presidente do partido e, como o Reinaldo falou, o PL, com a maior bancada, é normal que reivindique a presidência da Assembleia Legislativa. Diante disso, posso dizer que, neste momento, sou pré-candidato ao cargo e vou trabalhar dentro da legenda para ser o escolhido e, se Deus quiser, conseguir ser o próximo presidente da Casa de Leis”, declarou.

Já Zé Teixeira defendeu que as conversas envolvam os 24 deputados estaduais, destacando que a bancada do PL, sozinha, não consegue eleger o presidente. Ao tratar do número de votos necessários, o parlamentar mencionou um mínimo de 13, enquanto Azambuja falou em reunir pelo menos 14.

“Para se eleger um presidente da Assembleia Legislativa precisa de no mínimo 13 votos. Não adianta conversar entre nove, pois nove não elegem um presidente”, afirmou Zé Teixeira.

O deputado também ressaltou o peso do governador reeleito Eduardo Riedel na definição do comando da Casa. Na avaliação dele, o apoio do chefe do Executivo é indispensável para viabilizar uma candidatura.

“Outra coisa é que essa eleição depende muito do governador Eduardo Riedel, sem o apoio dele não será possível”, declarou.

Zé Teixeira acrescentou que a disputa exige disposição para conquistar apoio entre todos os parlamentares, sem impor uma candidatura aos demais.

“Por isso, não discuto eleição para a presidência da Assembleia Legislativa com nove deputados estaduais, eu discuto com 24. Não existe você exigir ser candidato, você tem de colocar o nome à disposição e conquistar os votos necessários”, disse.

Ao comentar suas condições para participar dessa articulação, o parlamentar destacou a experiência na primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou compreender a proposta de Azambuja de construir uma indicação consensual do PL.

“Tenho a experiência de oito anos atuando como primeiro-secretário da Casa, período em que acredito ter realizado um excelente trabalho. Entendo perfeitamente a ideia defendida pelo senador Reinaldo Azambuja, considerando que o PL tem a maior bancada eleita”, afirmou.

Ele também se colocou à disposição para construir os apoios necessários, tanto dentro da legenda quanto entre os demais integrantes da Casa.

“Acho que o primeiro passo é conversarmos para chegar a um consenso da bancada dentro de Casa de Leis. Depois, o desafio é buscar o apoio dos demais deputados, pois sei que ninguém é escolhido presidente ou primeiro-secretário sozinho. Da minha parte, estou pronto para construir esses apoios”, declarou.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).