Política

Eleições 2026

Dez cidades de MS amanhecem sem energia, mas votação começa normalmente

Urnas eletrônicas estão carregadas; Energisa já encaminhou equipes para resolver problema

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Eleições 2026 começaram sem energia elétrica em algumas regiões de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), amanheceram sem luz os municípios de Iguatemi, Ponta Porã, Dourados, Angélica, Bataguassu, Brasilândia, Distrito de Fala Verdade (Corguinho), Assentamento Mutum (Ribas do Rio Pardo) e distrito de Nova Esperança (Jateí).

A votação começou normalmente pois as urnas eletrônicas estão carregadas. O equipamento possui  bateria interna com autonomia aproximada de 12 horas, permitindo a continuidade da votação mesmo em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Conforme apurado pela reportagem, chove forte com rajadas de vento, neste momento, nos municípios citados. Portanto, a queda de energia é possivelmente em razão de questões climáticas.

Equipes da Energisa já estão no local para resolver o problema. A expectativa é que a energia volte nas próximas horas.

“O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informa que as condições climáticas não impedem a realização da votação. Apesar dos registros de chuva e de ocorrências pontuais de falta de energia em Campo Grande, a Energisa já foi comunicada e está ciente das situações. O TRE-MS está acompanhando as ocorrências e adotando os procedimentos de contingência previstos para garantir que a votação ocorra normalmente”, informou o TRE por meio de nota.

ELEIÇÕES 2026

Eleições gerais ocorrem em 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno) no Brasil.

Neste ano, a população vai escolher deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente da República.

Os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul são:

  • Eduardo Riedel (PP)
  • Fábio Trad (PT)
  • Delcídio do Amaral (PRD)
  • Renato Gomes (DC)
  • Daniel Lemes (PCO)
  • João Henrique Catan (NOVO)
  • Jeferson Bezerra (Agir)
  • Lucien Rezende (PSOL)

Os candidatos ao senador por Mato Grosso do Sul são:

  • Vander Loubet (PT)
  • Capitão Contar (PL)
  • Reinaldo Azambuja (PL)
  • Valter da Comagran (PRD)
  • Luiz Lemes (DC)
  • Valderi Garcia (PCO)
  • Roberto Oshiro (NOVO)
  • Daniel Junior (AGIR)
  • Soraya (PSB)
  • Beto do Movimento (PSOL)

Os candidatos a presidência da república são:

  • Lula (PT) — vice: Geraldo Alckmin
  • Renan Santos (Missão) — vice: Aroldo Medina
  • Hertz Dias (PSTU) — vice: Vanessa Portugal
  • Edmilson Costa (PCB) — vice: Cleusa Santos
  • Flávio Bolsonaro (PL) — vice: Alfredo Gaspar
  • Clariana Barão (DC) — vice: Fabiana Torquato
  • Rui Costa Pimenta (PCO) — vice: Antônio Carlos
  • Romeu Zema (Novo) — vice: Eduardo Girão
  • Wilson Grassi (Democrata) — vice: Suêd Haidar
  • Ronaldo Caiado (PSD) — vice: Gilberto Kassab
  • Augusto Cury (Avante) — vice: Júlio Delgado
  • Samara (UP) — vice: Raquel Brício

ELEITORADO EM MS

Ao todo, 2.002.752 pessoas estão aptas a votarem em MS, sendo 944.971 homens (47,18%) e 1.057.781 mulheres (52,81%).

Veja as estatísticas do eleitorado:

Fonte: TRE-MS

Fonte: TRE-MS

 

Política

Governo 'faz uso eleitoreiro' da Petrobras, diz Flávio Bolsonaro

No dia seguinte à eleição, o preço do diesel nas bombas já pode subir em torno de R$ 2,00", disse

09/10/2026 13h30

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, criticou nesta sexta-feira, 9, o que considera "uso eleitoreiro" da Petrobras. Ao falar com a imprensa após encontro com lideranças políticas em um clube na Ilha do Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, Flávio afirmou que a política de preços dos combustíveis da estatal "vai jogar uma bomba" nos consumidores.

"O Lula está usando a Petrobras. Deu um subsídio de aproximadamente R$ 2,00 no preço do diesel. Sabe quando acaba esse subsídio? No dia 25 de outubro. No dia seguinte à eleição, o preço do diesel nas bombas já pode subir em torno de R$ 2,00", disse.

Nesta sexta, o Ministério da Fazenda anunciou que vai ampliar e prorrogar a desoneração da gasolina, desonerar o etanol hidratado, ampliar a subvenção ao etanol e ampliar a subvenção ao diesel para conter a escalada de preços dos combustíveis com a guerra no Irã.

O governo também anunciou que vai zerar a tributação federal cobrada sobre a gasolina. A medida será válida por um período de um mês e, segundo o governo, será mantida a premissa de "neutralidade fiscal".

A possibilidade de aumento dos combustíveis após a subvenção existe, mas o valor efetivo para o consumidor ainda depende de como ocorrerá o fim da medida,das condições do mercado, dos custos de distribuição e do repasse realizado pelos postos.

Privatização da Petrobras

Questionado sobre a possibilidade de privatizar a estatal, o candidato negou qualquer intenção. "É boataria. O PT jogou uma boataria atrás da outra", afirmou. Ele também evitou comentar possíveis nomes para comandar a estatal num eventual mandato.

INFERNO ASTRAL

Após não ser reeleita, Soraya agora é condenada a pagar R$ 50 mil a vice de Flávio

Juiz de Maceió entendeu que acusação de estupro contra Alfredo Gaspar não tinha sustentação probatória e afastou a imunidade parlamentar; cabe recurso

09/10/2026 13h10

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) não foi reeleita após obter 340.788 votos, ficando em 4º lugar

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) não foi reeleita após obter 340.788 votos, ficando em 4º lugar Geraldo Magela/Agência Senado

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Após não ter sido reeleita no pleito do último domingo (4), a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (PSB) foi condenada nesta sexta-feira (9) a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

A Justiça de Alagoas considerou que a parlamentar atribuiu a Gaspar a prática de estupro sem apresentar elementos suficientes para sustentar a acusação. A sentença foi assinada pelo juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, da 3ª Vara Cível da Capital, em Maceió. A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

As declarações ocorreram na reta final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, da qual Gaspar foi relator. Segundo o processo, a acusação foi feita em uma entrevista coletiva de Soraya com o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e posteriormente repercutiu em outras manifestações públicas, entrevistas e plataformas digitais.

Para o magistrado, as falas ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuir ao deputado um crime sexual de extrema gravidade sem respaldo probatório suficiente. A ampla divulgação, conforme a sentença, atingiu a honra e a imagem de Gaspar e ampliou os efeitos sobre sua reputação.

“Não se pode, portanto, tratar a imputação de crime dessa magnitude como simples excesso retórico inerente ao embate político”, escreveu o juiz ao analisar a imunidade parlamentar, ressaltando que declarações feitas fora do recinto legislativo também podem receber proteção constitucional, desde que tenham relação com o exercício do mandato. 

No caso, porém, entendeu que não foi demonstrado o vínculo necessário para proteger as manifestações e afastar a responsabilidade civil. Na defesa apresentada à Justiça, Soraya sustentou que suas declarações estavam relacionadas à fiscalização de agentes públicos, à proteção de direitos fundamentais e ao combate à violência de gênero. 

A senadora também negou ter agido com intenção de prejudicar a honra do deputado e contestou a existência de dano moral. Os argumentos foram rejeitados. A sentença cita ainda a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, em 6 de outubro, o arquivamento de uma representação apresentada pela Polícia Federal para apurar as acusações contra Gaspar. O ministro acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o juiz, as diligências preliminares não encontraram elementos mínimos suficientes para justificar a abertura de uma investigação formal. Ele ressalvou, entretanto, que o arquivamento não equivale a uma declaração definitiva de inexistência dos fatos e não impede a retomada da apuração caso surjam novas provas.

Além da indenização, sujeita a atualização, Soraya foi condenada a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da condenação.
 

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