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Nunes Marques vota para derrubar decisão que prorrogou CPMI do INSS

O ministro do Supremo Tribunal Federal, votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques votou nesta quinta-feira, 26, para derrubar a decisão que prorrogou o funcionamento da CPMI do INSS. Ele entendeu que não estão presentes os requisitos necessários para a concessão do mandado de segurança. O placar está em 4 a 1 contra a liminar proferida pelo ministro André Mendonça na última segunda-feira, 23.

"O texto constitucional se limita à criação de CPIs. Agora estamos diante de um outro instituto, que é a prorrogação. Nós teríamos duas soluções: tentar construir uma solução, como fez o relator, ou permitir que a própria Casa faça seus arranjos institucionais e busque uma solução", ponderou.

"Essa aferição deve ser feita pelo próprio presidente do Senado (Davi Alcolumbre)", disse o ministro, que, apesar da divergência, elogiou Mendonça pela "serenidade bíblica" e pela "boa solução" proposta.
 

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Avançou

Sob relatoria de Soraya, PL que torna misoginía crime vai à Câmara

Em entrevista, senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto

26/03/2026 18h15

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em meio a ataques após aprovação do projeto de lei que torna misoginia crime, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos), que foi relatora da proposta, articula a tramitação na Câmara dos Deputados. Ela participou, nesta quinta-feira (26), do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

A senadora disse que sofre ofensas o tempo todo por causa do projeto.

"Nós mulheres somos xingadas 24 horas todos os dias, em 7x0, e as nossas famílias têm de conviver com isso. Meus pais, minha família não abrem mais rede social. E usando nossas imagens! Eu sou vítima de vários processos, mas processos que eu sequer deflagrei, que foram deflagrados pela Polícia Federal, que eu fiquei sabendo depois."

Soraya Thronicke afirmou que a população precisa conhecer a posição real e as ações dos parlamentares. Durante a votação do projeto antimisoginia, segundo ela, senadores que trabalharam contra o texto votaram a favor no fim por não terem ficado sem saída.

"Eles tiveram de concordar, mas todos os pleitos deles para as retiradas ou acréscimos de questões que não eram importantes para nós e que abririam espaço para que eles pudessem se defender melhor na justiça, eles votaram a favor. E estão mentindo para a população brasileira. Eles são os mentirosos. A população precisa saber quem é quem, precisa entender que precisa ler mais do que duas linhas de uma reportagem."

Sem citar nome, a senadora criticou um deputado que já se posicionou contra o projeto.

"Tem de ser homem mesmo e diz que vai trabalhar com muito afinco para que esse projeto de lei seja barrado na Câmara. Ele não vai conseguir. Eu já pedi uma agenda com o presidente Hugo Motta."

O projeto foi aprovado no Senado na última terça-feira (24), com 67 votos favoráveis, e deve iniciar a tramitação na Câmara nos próximos dias. Ele inclui a misoginia, o ódio contra mulheres, entre os crimes de preconceito e discriminação. A pena para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão e multa.

*Com informações de Agência Brasil 

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recuou

"Mais Louco do Brasil" desiste de disputar eleição e segue no cargo de prefeito

Ele afirmou que continua no cargo em respeito aos moradores do município e para que a vice-prefeita não assuma a gestão

26/03/2026 14h30

Juliano Ferro continua como prefeito de Ivinhema até o fim da gestão

Juliano Ferro continua como prefeito de Ivinhema até o fim da gestão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O prefeito da cidade de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), auto intitulado "Mais louco do Brasil" cancelou sua renúncia ao cargo. Ele articulava disputar as eleições de outubro mas sem deixar claro em que posição política. Especulações ainda sugestionavam que ele poderia compor a chapa de João Henrique Catan como vice-governador. 

Em suas redes sociais, Ferro anunciou a desistência da renúncia "pensando no bem estar dos cidadãos de Ivinhema". 

"Eu não tenho ambição de disputar outros cargos, não tenho ambição política. Minha ambição é servir o povo e eu estou aqui para servir a população", afirmou. 

Ferro explicou que, no último dia 22, havia uma licitação a ser feita no valor de R$ 65 milhões. A obra era para pavimentação de pelo menos cinco bairros da cidade. No entanto, a disputa teve que ser adiada por 60 dias úteis. 

Esse adiamento foi a justificativa para a desistência do prefeito. Para ele, a grande responsabilidade da obra não poderia ser passada a outra pessoa e ele precisaria ser quem "dar ordem de serviço" e licitar o que ele chamou de "a maior conquista que eu e minha equipe já tivemos". 

Além disso, o fato de o comando passar à vice-prefeita, Angela Casarotti (PP), também pesou na decisão. Segundo ele, com a renúncia, toda a equipe seria substituída. 

"Para não colocar nenhuma questão em risco do nosso desenvolvimento, eu vou abrir mão da renúncia e vou continuar aqui servindo a população por mais dois anos e oito meses". 

Com o pronunciameto, Ferro cumpre a promessa que havia feito ao assumir o cargo de que cumpriria o mandato até o fim. Por fim, confirmou que irá concorrer a outro cargo maior nas próximas eleições. 

"Em 2030, irei, sim, disputar um outro cargo e servir à sociedade do Mato Grosso do Sul". 

Rusgas antigas

No mês de julho de 2025, Angela participou de uma reunião com agentes de saúde sem a presença de Juliano. A reunião teria garantido alguns repasses para a saúde do município sem o aval de Ferro. Ele afirmou que já havia feito uma reunião com quem precisava e resolvido "o que tinha que ser resolvido".  

Nas redes sociais, o prefeito expôs a situação e pediu que a vice-prefeita "respeitasse o chefe do executivo". 

"Quem sabe o que tem que ser feito dentro do poder executivo é o prefeito. O vice não tem atribuição nenhuma sobre a parte administrativa do município. A atribuição do vice é ficar na dele e esperar a ausência do prefeito na morte ou afastamento", disse em vídeo. 

Ainda pediu que a vice respeitasse a gestão e o lugar de cada um. 

Angela não se pronunciou sobre o assunto. 

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