Maria Matheus
Partidos nanicos em Mato Grosso do Sul conseguiram eleger seis deputados estaduais, ou seja, um quarto dos parlamentares da Assembleia Legislativa. O PTdoB conquistou duas cadeiras, com a eleição de Márcio Fernandes e Mara Caseiro. O PP elegeu o vereador Alcides Bernal. O ex-vice governador George Takimoto foi eleito pelo inexpressivo PSL, Lauro Davi, pelo PSB, e Diogo Tita pelo PPS.
Mara Caseiro, Tita e Lauro Davi foram eleitos com menos votos dos candidatos que ficaram de fora da Assembleia, como Professor Rinaldo (PSDB), Youssif Domingos (PMDB) e Ary Rigo (PSDB). Os três deputados não conseguiram se reeleger, embora tenham conquistado mais de 20,5 mil votos. Já Tita recebeu 20.277 votos, Mara, 19.888 e Lauro, 18.244.
Isso acontece porque as eleições para deputado estadual seguem o sistema proporcional, que não leva em consideração apenas a quantidade de voto de cada candidato, mas também, de cada partido ou coligação.
Para eleger um candidato, o partido ou coligação precisa obter um número mínimo de votos, o chamado quociente eleitoral — resultado da divisão da quantidade de votos válidos pelo número de vagas no Legislativo. Neste ano, para eleger um deputado, o partido ou coligação precisou fazer pelo menos 54.101 votos.
A coligação de Lauro Davi, por exemplo, é formada pelo PSB, PTB, PMN, PTN e PTC. Juntos, esses cinco partidos fizeram 77.555 votos. Por isso, a coligação conquistou uma vaga. Como o resultado da divisão (1,4) não é um número inteiro, nem todas as vagas são preenchidas. E faz-se novo cálculo, para distribuir as cadeiras restantes. Por isso a coligação formada pelo PMDB, PSDB, PR e DEM fez 621.475 votos, o que lhe daria direito a 11 vagas, mas elegeu 13 deputados.
A eleição para Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Câmara Municipal obedecem o mesmo sistema proporcional.


