Política

ADVOGADOS

Pesquisa aponta vantagem de Bito Pereira em eleição da OAB

Rachel Magrini e Giselle Marques também concorrem à presidência da seccional de Mato Grosso do Sul

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O advogado e pré-candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bito Pereira, venceria suas duas adversárias em todos os cenários, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems).  

Conforme o levantamento, na segunda colocação aparece a pré-candidata Rachel Magrini, seguida pela terceira interessada ao cargo, Giselle Marques. As eleições para a presidência das seccionais da entidade sempre ocorrem na segunda quinzena do mês de novembro em todo o País.

De acordo com a pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são expostos pelo pesquisador, caso a eleição fosse hoje, Bito Pereira teria 26,51% das intenções de voto. Já a segunda colocada seria Rachel Magrini, que teria apenas 5,82%. 

A terceira colocação seria ocupada por Giselle Marques, com 2,89% das intenções de voto dos advogados sul-mato-grossenses.  

ESTIMULADA

A vitória de Bito Pereira também se confirma no cenário estimulado, quando os possíveis candidatos são expostos pelo entrevistador. Nesse método, o candidato teria 37,47% das intenções de voto, seguido por Rachel Magrini, com 25,93%, e por Giselle Marques, com 10,51% da preferência dos entrevistados.  

No entanto, o jogo eleitoral ainda está aberto, se levarmos em conta aqueles que não souberam ou não opinaram. Na espontânea, 60,82% opinaram dessa forma e, na estimulada, 24,21% responderam nesse item.  

Em relação aos outros candidatos e levando em consideração o levantamento espontâneo, o atual presidente da OAB-MS, Mansour Elias Karmouche, aparece com 1,41% dos votos, seguido por Beto Teixeira (1,24%), Gustavo Gottardi (0,33%), Daniela Corosio (0,28%), Thiago (0,27%), André Xavier (0,21%), Luiz Cláudio (0,14%) e, por fim, Paulo Ferro (0,07%).  

Já no confronto direto entre Bito Pereira e Rachel Magrini, o advogado ganharia a eleição com 38,40% dos votos válidos e a advogada obteria 32,50%. Não souberam ou não opinaram 29,10%. Já em um cenário entre Bito Pereira e Giselle Marques, o candidato obteria 43,91% da intenção de votos, e a candidata, 17,02%. Não souberam ou não opinaram 29,07%.  

Ou seja, nesses dois cenários polarizados, Rachel Magrini é a candidata que teria mais chance na disputa com Bito Pereira nas eleições, já que existe uma margem grande de indecisos que pode indicar o voto a um dos dois primeiros colocados.  

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REJEIÇÃO

Bito Pereira também tem números positivos no quesito rejeição. Segundo o estudo do Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul, ele aparece com 7,13%, a menor rejeição entre os três primeiros. Rachel Magrini tem 21,20% de reprovação, e Giselle Marques, 15,29%.  

A pesquisa do Ipems foi realizada entre os dias 27 e 28 de maio e ouviu 2.18 entrevistados. A confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 6,64 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.  

Mato Grosso do Sul tem, atualmente, perto de 17 mil advogados ativos.

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ELEIÇÕES 2026

Verruck estaria tentando viabilizar vaga de vice-governador na chapa de Riedel

Com a dificuldade de emplacar pré-candidatura a deputado federal, a saída seria convencer o governador a substituir Barbosinha

29/04/2026 08h00

O ex-secretário Jaime Verruck e o governador Eduardo Riedel

O ex-secretário Jaime Verruck e o governador Eduardo Riedel Divulgação

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A menos de 16 dias do início oficial da pré-campanha eleitoral para o pleito de 4 de outubro, os bastidores da política de Mato Grosso do Sul estão fervilhando, pois, de acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, estaria bem encaminhada uma possível reviravolta na chapa majoritária encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP). 

Conforme apuração da reportagem com interlocutores de Riedel, o Sistema Fiems estaria trabalhando com afinco para que o nome do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Jaime Elias Verruck (Republicanos) seja viabilizado como pré-candidato a vice-governador.

A movimentação acontece em meio a um cenário considerado adverso para a pré-candidatura de Verruck a deputado federal, avaliada nos bastidores como de difícil viabilidade eleitoral.

É bom ressaltar que, antes de se filiar ao Republicanos, o ex-secretário de Estado estava no PSD e chegou a articular sua ida para o PP, com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos

Deputados. 

No entanto, a reconfiguração do cenário partidário, com a formação da federação entre PP e União Brasil, nomeada União Progressista, alterou seus planos. Isso porque passaram a integrar esse bloco nomes já consolidados, como os dos deputados federais Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), além de lideranças como o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) e a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil). 

A concentração de nomes competitivos dentro da federação reduziu significativamente o espaço eleitoral, tornando sua eleição considerada quase inviável, o que o levou a optar pelo Republicanos. 

Agora, com apoio de setores ligados ao Sistema Fiems, Verruck busca se reposicionar estrategicamente dentro do grupo governista, tentando assegurar espaço majoritário na disputa estadual.

A leitura de aliados é de que a estrutura e a influência política do setor industrial poderiam fortalecer seu nome na composição da chapa. 

Apesar da ofensiva, o governador já tinha sinalizado publicamente a intenção de manter como vice o atual ocupante do cargo, José Carlos Barbosa (Republicanos), o Barbosinha, que deixou o PSD para viabilizar novamente a dobradinha com Riedel, já que o antigo partido não faz parte da ampla aliança formada para reeleger o atual governador.

A declaração reforçou a preferência por uma composição que preserve a parceria já consolidada, o que dificulta a entrada de novos nomes no posto, inclusive dentro do mesmo partido. Além disso, Barbosinha representa a região da Grande Dourados e, sem a sua presença, o governador pode perder votos importantes dessa região do Estado.

Paralelamente, Verruck também é citado como possível primeiro-suplente do pré-candidato a senador Reinaldo Azambuja (PL), ex-governador de MS, entretanto, nesse cenário, ele enfrenta concorrência interna e não desponta como favorito. 

O nome mais forte para a suplência, segundo interlocutores próximos ao grupo, é o do ex-secretário de Estado de Fazenda Felipe Mattos, que é muito próximo de Azambuja. 

Diante dessas alternativas, o futuro político de Jaime Verruck segue indefinido, dependendo de negociações internas e da configuração final das alianças para o próximo pleito.

À reportagem, Verruck negou tal possibilidade. “Não tenho informação sobre isso ou pretensão. Minha pré-candidatura está avançando em parceria com deputados estaduais e apoio do Riedel, do próprio Barbosinha e da Tereza. Acredito que a escolha do Barbosinha é a mais adequada”, afirmou.

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Supremo Tribunal Federal

STF torna Malafaia réu por injúria contra generais e rejeita calúnia

Os quatro ministros entenderam que há indícios suficientes para receber a denúncia em relação ao primeiro crime

28/04/2026 22h00

STF torna Malafaia réu por injúria contra generais e rejeita calúnia

STF torna Malafaia réu por injúria contra generais e rejeita calúnia Divulgação

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 28, tornar réu o pastor Silas Malafaia por injúria contra generais do Exército e rejeitar a acusação de calúnia. Os quatro ministros entenderam que há indícios suficientes para receber a denúncia em relação ao primeiro crime.

Contudo, dois deles avaliaram que críticas foram genéricas em relação à instituição, o que derrubou a acusação pelo crime de calúnia.

Em seu voto, Zanin entendeu que não há elementos para caracterizar a calúnia, já que as declarações do pastor se dirigiram de forma ampla ao Exército, sem imputação específica de crime a autoridades determinadas. Zanin foi acompanhado por Cármen Lúcia.

A acusação se baseia em declarações feitas por Malafaia durante manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, quando chamou generais de quatro estrelas de "cambada de frouxos", "omissos" e "covardes".

Pelo Código Penal, a calúnia ocorre quando há atribuição falsa de um crime a alguém, enquanto a difamação se refere à imputação de fatos ofensivos à reputação. Já a injúria diz respeito a ofensas diretas à honra ou dignidade da vítima.

"O crime de calúnia exige narrativa de fato determinada, direcionada à pessoa determinada. Pois bem, aqui, embora haja referência ao alto comando do Exército, que também é composto pelo comandante do Exército, o comandante Tomás, entendo que a referência foi sobre a maneira genérica ao alto comando do Exército", disse Zanin.

Já o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, manteve seu voto pelo recebimento da denúncia pelos dois crimes e foi acompanhado por Flávio Dino.

Com o empate na análise de um dos pontos, prevalece a solução mais favorável ao réu, conforme previsto no Código de Processo Penal.

"Só há 16 generais quatro estrelas do alto comando. Então, obviamente, é aqui a pessoa certa", argumentou Moraes.

Com o recebimento da denúncia, Malafaia passa à condição de réu e o processo avança para a fase de instrução, em que são produzidas provas, ouvidas testemunhas e apresentados novos argumentos pelas partes. Ao final dessa etapa, o STF decidirá se o pastor será condenado ou absolvido.

O caso é analisado pela Primeira Turma do STF em sessão presencial após Zanin pedir vista do processo no plenário virtual e, posteriormente, solicitar destaque, o que levou o julgamento ao plenário físico.

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