Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e Correio do Estado, no período de 24 a 28 de janeiro deste ano, junto a moradores do município de Dourados com 16 anos ou mais de idade, revelou que o principal problema da cidade é a área de saúde, com 50,32%, seguido de longe pela falta de asfalto, com 35,48%.
A pesquisa ainda inclui a segurança pública, com 3,55%, a educação, com 3,23%, saneamento básico, com 1,94%, lazer e geração de empregos, com 1,29% cada um, e coleta de lixo, vagas em creche e habilitação, com 0,97%, cada um.
O IPR/Correio do Estado também perguntou aos entrevistados qual a obra que a Prefeitura Municipal deveria ter como prioridade e a resposta foi asfalto, com 31,94%, seguido de perto por mais médicos em todas as especialidades, com 28,39%.
As demais prioridades são: mais escolas (6,13%), segurança pública (3,87%), mais medicamentos (3,23%), limpeza pública (2,90%), melhorar a gestão na área de saúde (2,90%) e construção de mais postos de saúde (2,58%).
Também foram apontadas a necessidade de ampliação de vagas para a Educação Infantil (1,61%), melhorar os atendimentos nos hospitais (1,61%), melhorar a infraestrutura dos hospitais (1,29%), agilidade dos resultados de exames laboratoriais (0,97%), priorizar tudo (0,97%) e não sabem ou não quiseram responder (0,65%).
Saúde
A pesquisa ainda questionou os entrevistados qual o principal problema na saúde de Dourados e 41,94% apontaram a falta de especialistas, enquanto bem atrás apareceram falta de medicamento (16,77%), demora no atendimento (15,48%) e postos de saúde lotados (12,58%).
Os demais problemas apontados foram: poucas vagas para consultas (6,45%), falta de hospitais públicos (2,58%), atendimento sem humanização (0,97%), todas as respostas (0,66%) e não sabem ou não quiseram responder (2,58%).
Transporte
Questionados sobre qual o principal problema no transporte coletivo urbano de Dourados, 21,29% dos entrevistados apontaram a superlotação, 13,23% disseram a lentidão e 11,29% falaram sobre o custo da passagem.
Os demais problemas apontados foram desconforto (6,22%), insegurança (4,84%), motoristas mal-educados (0,97%), todas as respostas (2,58%) e não sabem ou não quiseram responder (39,68%).
Outros problemas
O IPR/Correio do Estado também perguntou qual o principal problema sobre obras em Dourados e 62,58% apontaram as ruas esburacadas, enquanto bem atrás aparece a falta de infraestrutura nos bairros com 24,84%.
Depois aparecem, empatados com 6,13% cada um, os alagamentos das ruas quando chove e falta de manutenção nos prédios públicos. Já 0,32% dos entrevistados apontaram todas as respostas.
O método utilizado na pesquisa é a amostragem por conglomerados e a margem de erro considerada é de 5,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%, sendo que para tanto foram entrevistadas 310 pessoas.
Análise
Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa realizada em Dourados com 310 entrevistas mostra que a população local está descontente com a atual administração do prefeito Alan Guedes.
“O prefeito está muito mal avaliado e a população se queixa dos serviços públicos prestados, o que reflete imediatamente na intenção de votos, pois colocamos alguns nomes e o Alan Guedes ficou em último”, reforçou.
Na avaliação de Aruaque Barbosa, para um prefeito é uma situação bem complicada, ainda mais se formos comparar com a rejeição.
“Ele é o último na intenção de votos, que tem como primeiro Marçal Filho, em segundo Geraldo Resende, em terceiro Barbosinha, em quarto Lia Nogueira e em quinto Tiago Botelho. Já na rejeição o Alan Guedes é o primeiro com três vezes mais que o segundo colocado”, ressaltou.
O diretor do IPR analisa como uma situação muito complicada para o prefeito de Dourados.
“A população está bem descontente com o serviço público e com a avaliação de gestão também. Tudo isso reflete nas urnas e, caso não tenha uma mudança, o Alan Guedes terá sérios problemas com as eleições municipais do próximo ano. Ainda é cedo para apontarmos uma definição, mas essa largada está muito desfavorável para ele, pois o alto índice de rejeição limita o potencial de crescimento do prefeito”, finalizou.




