Política

Operação

PF cumpre mandados contra políticos suspeitos de fraudar contas ao TRE

A operação aconteceu na manhã desta quinta-feira no interior de MS

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Por suspeitas de crime eleitoral que teria sido praticado em 2020, nas eleições que definiram os vereadores, em Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão na manhã de ontem. 

Um dos alvos da operação foi a vereadora Daniela Hall, do PSD, que ocupa o segundo mandato.

Nota emitida pela assessoria da PF sustenta que “alguns candidatos” teriam fraudado documentos na hora de prestar contas relacionadas aos gastos com a campanha eleitoral.

A investida policial, ontem, atingiu apenas candidatos do PSD, legenda que conseguiu só uma vereadora, a Daniela Hall.

Últimas notícias

Na operação, batizada de “A verdade vos libertará”, dito bíblico, foram apreendidos diversos aparelhos de telefones celulares. 

O confisco, segundo a investigação, é um meio de apurar se os implicados no suposto esquema estariam coagindo testemunhas.

De acordo a operação, os candidatos investigados teriam pego dinheiro dos chamados fundos partidário e eleitoral, recursos que saem dos cofres públicos, para outros fins.

Por regra, o dinheiro só poderia ser usado na campanha e as operações deveriam ser comprovadas na justiça eleitoral.

Daniela Hall negou irregularidades em suas contas eleitoral e ainda criticou a atuação dos policiais federais que teriam ocupado sua casa. 

A queixa da parlamentar: ela estaria vestida com peças íntimas e não teria sido autorizada a se trocar enquanto os investigadores vasculhavam o imóvel.

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Decisão

PL e PT de MS intensificam mobilização na reta final da eleição para presidente

Partidos preparam atos na Avenida Afonso Pena no sábado, com petistas se concentrando às 9h e bolsonaristas às 15h

21/10/2026 07h55

Fotomontagem

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A disputa pela Presidência da República entra na última semana com uma série de mobilizações organizadas pelo PL e pelo PT em Mato Grosso do Sul.

As duas legendas intensificam as atividades em Campo Grande e nos municípios do interior para ampliar a votação de seus candidatos no segundo turno, marcado para domingo. 

Na Capital, os partidos programaram grandes manifestações na Avenida Afonso Pena, no sábado, em horários diferentes.

O PT, comandado no Estado pelo deputado federal Vander Loubet, anunciou o chamado Grande Ato da Vitória, a partir das 9h, com concentração no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho. 

Já o PL, presidido pelo senador eleito Reinaldo Azambuja, prepara uma manifestação para as 15h, envolvendo carros, motocicletas, bicicletas, caminhões e até cavalos na principal via da cidade.

As mobilizações ocorrem em um cenário no qual Flávio Bolsonaro (PL) tenta ampliar a votação obtida no primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reduzir a diferença registrada nas urnas de Mato Grosso do Sul.

No primeiro turno, realizado no dia 4, Flávio Bolsonaro conquistou 873.351 votos no Estado, o equivalente a 58,60% dos válidos, enquanto Lula recebeu 516.855 votos, ou 34,68%; a diferença entre os dois candidatos foi de 356.496 votos.

CARREATAS

O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, afirmou que as atividades da campanha de Flávio Bolsonaro serão intensificadas nesta última semana, com reuniões, adesivagens, carreatas e manifestações políticas em municípios de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, a principal mobilização será realizada no sábado, quando os apoiadores deverão ocupar a Avenida Afonso Pena a partir das 15h.

“Vai ter cavalo, vai ter tudo: caminhão, carreta, carro, a pé, bicicleta, moto”, afirmou Azambuja, ao detalhar a programação prevista para a Capital.

O senador eleito destacou que a mobilização também será realizada em municípios do interior, com participação de prefeitos e lideranças políticas locais.

“Eu estou indo para Três Lagoas amanhã [hoje], vou fazer um grande movimento lá, grande carreata. Vai ter Dourados, vai ter todas as grandes cidades e as pequenas também estão todas mobilizadas”, declarou.

Azambuja citou ainda Bodoquena, Caracol e São Gabriel do Oeste entre as cidades envolvidas nas atividades da campanha.

“A grande maioria está dentro da campanha”, afirmou, ao comentar a participação dos prefeitos sul-mato-grossenses.

Na semana passada, uma reunião organizada pelo governador Eduardo Riedel (PP) e por Reinaldo Azambuja contou com a presença de cerca de 70 dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul.

Durante o encontro, os aliados estabeleceram a meta de alcançar 70% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A estratégia envolve a mobilização das administrações municipais e de lideranças partidárias para ampliar o desempenho registrado na primeira votação.

MANIFESTAÇÕES

Do outro lado, o presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, anunciou uma série de atividades em Campo Grande e no interior para fortalecer a candidatura de Lula.

Na Capital, a programação inclui manifestações de universitários da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), um bloco de carnaval no Centro e o grande ato político marcado para sábado, a partir das 9h, na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho.

Vander afirmou que a campanha concentra esforços na tentativa de conquistar eleitores que não participaram da votação no primeiro turno ou optaram por votos brancos e nulos.

“As pesquisas têm mostrado a virada do Lula em cima do Flávio e apontando nossa vitória. Então, estamos fazendo uma série de atividades em Campo Grande e no interior para fortalecer a campanha e atrair ao máximo a atenção daquelas pessoas que votaram branco ou nulo ou que não foram votar no primeiro turno”, declarou.

O parlamentar também destacou que o objetivo é melhorar o desempenho eleitoral de Lula em Mato Grosso do Sul e contribuir para o resultado nacional da disputa.

“Aqui em Mato Grosso do Sul, nosso objetivo é ampliar a votação do Lula em relação ao primeiro turno e contribuir de forma importante para a vitória da reeleição do presidente”, acrescentou.

ABSTENÇÕES

Além das mobilizações de rua, a disputa pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno está entre os desafios das campanhas nesta reta final.

Mato Grosso do Sul registrou 483.210 abstenções no dia 4, número equivalente a 23,87% do eleitorado, o maior do País.

O total de ausentes supera em 126.714 eleitores a diferença de votos registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no Estado, embora não seja possível determinar a preferência política de quem não votou.

Para o PT, a recuperação de parte desse eleitorado pode contribuir para ampliar a votação de Lula, enquanto o PL concentra esforços na mobilização de seus apoiadores e na participação das lideranças municipais para alcançar a meta estabelecida pelos aliados.

Eleições 2026

MPE pede providências para garantir voto de indígenas no segundo turno

Há casos falta de transporte e mesários que falem línguas indígenas

20/10/2026 23h00

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, providências para garantir que a população indígena possa votar no segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).

De acordo com o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, diversas lideranças indígenas relataram falta de transporte gratuito para o deslocamento dos eleitores no primeiro turno.

Além disso, a falta de mesários que falam línguas indígenas também teria contribuído para a abstenção na votação.

Os problemas ocorreram nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará.

"Ante o exposto, e com o propósito de afastar impedimentos ao exercício do sufrágio pelas populações indígenas, solicita-se a Vossa Excelência o apoio institucional a fim de que sejam saneadas as dificuldades verificadas durante o primeiro turno de votação", solicitou o procurador.

No Amazonas, indígenas da Terra Indígena Vale do Javari ainda não têm transporte garantido para o segundo turno.

De acordo com a Justiça Eleitoral, a solicitação do serviço foi protocolada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fora do prazo legal.

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