Política

OPERAÇÃO LAVA-JATO

PF suspeita de envolvimento
de Padilha

PF suspeita de envolvimento
de Padilha

G1

25/04/2014 - 10h38
Continue lendo...

Documentos da Polícia Federal apontam indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato sob a acusação de chefiar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a PF, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

A Polícia Federal analisou o conteúdo de 270 mensagens trocadas de 19 de setembro do ano passado a 12 de março deste ano entre Youssef e o deputado André Vargas (PT-PR).

Em uma das trocas de mensagens, em 28 de novembro do ano passado, a PF encontrou a citação ao nome de Padilha que, para os policiais, é possivelmente o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha.

Na ocasião, segundo documentos da PF, André Vargas diz a Youssef que Padilha indicou um executivo para o Labogen, laboratório do doleiro que teria sido usado no esquema de lavagem de dinheiro.

- Vargas diz: "Achei o executivo".
- Youssef responde: "Ótimo, traga ele para nos reunirmos e contratarmos".
- Vargas responde: "Sexta ele estará aí. Dá o número do celular e fala que é Marcos, estará em São Paulo no dia seguinte ou segunda e que foi o Padilha que indicou".

Segundo o relatório da PF, "Marcos" é Marcuz Cezar Ferreira de Moura, coordenador de promoção de eventos da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde na gestão de Padilha. Depois, Moura participou de reuniões na Labogen.

A PF concluiu que existem "indícios que os envolvidos tinham uma grande preocupação em colocar à frente do Labogen alguém que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras".

No inicio da noite, a assessoria do ex-ministro Alexandre Padilha divulgou nota na qual nega ter feito a indicação do executivo.

"O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha repudia o envolvimento do seu nome e esclarece que não indicou nenhuma pessoa para a Labogen. Se como diz a Policia Federal, os envolvidos tinham preocupação com as autoridades fiscalizadoras, eles só poderiam se referir aos filtros e mecanismos de controle criados por Padilha dentro do Ministério da Saúde justamente para evitar ações deste tipo. A prova maior disso é que nunca existiu contrato com a Labogen e nunca houve desembolso por parte do Ministério da Saúde", diz a íntegra da nota.

André Vargas afirmou que não recebeu de Padilha nenhuma indicação e disse que responderá a todos os questionamentos "nos foros competentes". Segundo o deputado, "vazamentos seletivos e fora do contexto não podem servir a qualquer prejulgamento".

Deputados
A investigação menciona também o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP). Em uma troca de mensagens de 25 de setembro passado, Youssef diz a André Vargas: "Achei que vc estivessse aqui na casa do Vacarezza". Vargas responde: "Tô indo;"

Para a polícia, o doleiro Alberto Youssef mantinha relações com o deputado federal Cândido Vaccarezza, "inclusive indicando que houve uma reunião na casa do deputado, reunião esta entre Alberto Youssef, o deputado André Vargas e Pedro Paulo Leoni Ramos", ministro no governo Fernando Collor e diretor de uma empresa que é sócia oculta do Labogen.

Vaccarezza disse que conhece Pedro Paulo Leoni Ramos e Alberto Youssef, mas não tem relações de amizade com eles. O deputado também negou que tenha realizado na casa dele uma reunião com Vargas e os demais mencionados na investigação da PF.

O relatório sobre as mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado André Vargas mostra que a rede de contatos deles chegou também à Caixa Econômica Federal por meio do Funcef, o fundo de pensão da Caixa, terceiro maior do país.

Por mensagem, Youssef pergunta se pode falar em nome de Vargas em uma reunião no Funcef. O deputado responde que sim. A PF relata ainda que André Vargas tem um contato no Funcef: Carlos Borges, diretor de Participações Societárias e Imobiliárias, membro do conselho da Vale. Borges não foi localizado para comentar.

No relatório, a Polícia Federal demonstra a proximidade entre o doleiro e o deputado André Vargas, que combinam caronas e até uma visita para tomar café na casa do parlamentar.

abstenção

Mais de 480 mil eleitores de MS que faltaram no 1º turno podem votar normalmente no segundo

Cada turno de votação é uma eleição independente e, caso o eleitor não compareça a nenhum, deve apresentar duas justificativas

05/10/2026 16h15

Cada turno é considerado eleição independente e eleitor faltante no 1º pode votar no segundo

Cada turno é considerado eleição independente e eleitor faltante no 1º pode votar no segundo Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Os 482.860 eleitores que deixaram de votar em Mato Grosso do Sul nesse domingo (4), o que representou uma abstenção de 23,88%. Com um segundo turno confirmado para o dia 25 de outubro, mesmo não tendo comparecido às urnas no primeiro turno, estes eleitores poderão vorar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.

Em todo o Brasil, a abstenção foi de 21,08%, com 33.469.244 eleitores faltantes.

De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente e, por este motivo, basta comparecer a seção no dia do segundo turno.

No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno, ainda são obrigados regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno. 

A justificativa é necessária para cada turno em que a pessoa deixar de votar. Assim, quem não compareceu no 1º turno e também não puder votar no 2º deverá apresentar uma justificativa para cada ausência, dentro dos respectivos prazos. 

O prazo para quem não votou no primeiro turno vai até 3 de dezembro e a justificativa pode ser apresentada pelo e-Título, pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

É obrigatória a apresentação de um documento que comprove o motivo da ausência, como um atestado médico ou bilhete aéreo, entre outros. O pedido será analisado pela autoridade judiciária eleitoral competente. 

Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.

Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno.

O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.

Enquanto não regularizar a situação, o eleitor fica com o título eleitoral em situação irregular sujeito a restrições previstas na legislação eleitoral.

Dentre as medidas, estão a impossibilidade de obter certidão de quitação eleitoral e, enquanto não estiver quite, de inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, tomar posse em cargo público, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e praticar atos que dependam da quitação eleitoral. 

A legislação também prevê restrições relacionadas à obtenção de passaporte ou carteira de identidade.

O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.

Poder Político

De Zeca a Riedel, todos os governadores de MS desde 1999 vencem nas urnas

Resultado das Eleições 2026 mantém no poder os quatro políticos que comandaram Mato Grosso do Sul nas últimas quase três décadas; dois estarão na Assembleia, um no Senado e outro seguirá no Governo.

05/10/2026 16h02

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, Zeca do PT, Eduardo Riedel, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja: os quatro governadores que comandaram Mato Grosso do Sul desde 1999 venceram nas urnas em 2026.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo, Zeca do PT, Eduardo Riedel, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja: os quatro governadores que comandaram Mato Grosso do Sul desde 1999 venceram nas urnas em 2026. Foto: Reprodução/Instagram/Alems/Montagem: Correio do Estado

Continue Lendo...

As urnas deste domingo (4) produziram uma fotografia incomum da política de Mato Grosso do Sul. Os quatro políticos que ocuparam, de forma consecutiva, o comando do Estado desde 1999 saíram vitoriosos das Eleições 2026 e continuarão ocupando cargos eletivos a partir do próximo ano.

Zeca do PT, André Puccinelli (MDB), Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP) representam, juntos, praticamente três décadas da história recente do Governo de Mato Grosso do Sul. Agora, estarão distribuídos entre Assembleia Legislativa, Senado Federal e o próprio Executivo estadual.

O resultado evidencia a capacidade de sobrevivência eleitoral de nomes que atravessaram diferentes momentos políticos, mudanças partidárias, disputas acirradas e transformações no eleitorado sul-mato-grossense.

Mesmo depois de deixarem o Parque dos Poderes, os ex-governadores mantiveram força suficiente para voltar, ou permanecer, no centro das decisões políticas do Estado.

Quatro governadores, quatro vitórias

O primeiro dessa sequência é José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, que governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos, entre 1999 e 2006.

Neste domingo, ele garantiu novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa ao receber 42.714 votos, ficando entre os deputados estaduais mais votados do Estado.

Zeca chegou ao Governo após construir trajetória iniciada no Legislativo. Antes de assumir o Executivo, foi vereador em Campo Grande, deputado estadual e deputado federal.

Depois de deixar o governo, também voltou a ocupar cargos legislativos e, em 2026, assegurou a continuidade de sua presença na Assembleia.

Quem sucedeu Zeca no comando estadual também venceu nas urnas. André Puccinelli (MDB), governador entre 2007 e 2014, foi eleito deputado estadual com 40.602 votos e retornará à Assembleia Legislativa a partir de 2027.

Médico, Puccinelli construiu uma das trajetórias políticas mais extensas do Estado. Foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Campo Grande por dois mandatos e, posteriormente, governador de Mato Grosso do Sul por oito anos.

A eleição deste domingo recoloca o emedebista em um cargo eletivo estadual depois de anos em que seu nome continuou presente nas articulações e disputas políticas.

Com Zeca e Puccinelli eleitos, a Assembleia Legislativa terá, portanto, dois ex-governadores dividindo o plenário durante a próxima legislatura, dois políticos que estiveram em lados diferentes de importantes disputas estaduais e que, juntos, comandaram Mato Grosso do Sul durante 16 anos consecutivos.

Azambuja troca Governo pelo Senado

O terceiro nome da sequência é Reinaldo Azambuja (PL). Sucessor de Puccinelli, ele governou Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022 e voltou às urnas neste ano para disputar uma das duas vagas destinadas ao Estado no Senado Federal.

Azambuja terminou a eleição como o candidato ao Senado mais votado em Mato Grosso do Sul, com 903.554 votos, o equivalente a 34,64% dos votos válidos, e garantiu mandato de oito anos em Brasília. A segunda vaga ficou com Capitão Contar, também do PL.

Antes de chegar ao Governo, Azambuja já havia passado pela Prefeitura de Maracaju, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Agora, acrescentará o Senado à trajetória política e passará a representar Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional a partir de fevereiro de 2027.

A vitória mantém Azambuja em posição de influência direta sobre a política estadual, mas agora a partir de Brasília, onde terá participação nas discussões sobre projetos nacionais, orçamento federal e articulação de recursos destinados a Mato Grosso do Sul.

Riedel completa sequência com reeleição

Atual ocupante do cargo, Eduardo Riedel (PP) fechou a sequência de vitórias ao conquistar mais quatro anos à frente do Governo estadual.

Com 100% das urnas apuradas, Riedel recebeu 914.323 votos, ou 67,07% dos votos válidos, e resolveu a disputa já no primeiro turno. Fábio Trad (PT), segundo colocado, terminou com 23,68%.

Riedel assumiu o Governo em janeiro de 2023 depois de vencer as eleições de 2022 no segundo turno. Antes disso, havia ocupado postos estratégicos na administração de Reinaldo Azambuja, entre eles as secretarias estaduais de Governo e de Infraestrutura.

A vitória deste domingo garante sua permanência no Parque dos Poderes até o fim de 2030 e completa um cenário no qual nenhum dos quatro políticos responsáveis pelo comando do Estado desde 1999 saiu derrotado das urnas em 2026.

Quase três décadas ainda presentes no poder

O resultado cria uma configuração simbólica na política de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro de 1999 e dezembro de 2026, o Governo do Estado terá sido comandado apenas por Zeca do PT, André Puccinelli, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

A partir de 2027, todos eles continuarão formalmente inseridos na estrutura política: Zeca e Puccinelli na Assembleia Legislativa, Azambuja no Senado e Riedel no Governo do Estado.

Ao mesmo tempo em que as eleições renovaram parte das bancadas estadual e federal, o desempenho dos ex-governadores mostra a permanência de lideranças já conhecidas pelo eleitorado e capazes de conservar capital político mesmo depois de anos e, em alguns casos, décadas, desde a primeira chegada aos principais cargos do Estado.

A composição que sairá das urnas também deverá colocar antigos aliados e adversários em novas posições a partir do próximo ano.

Enquanto Riedel inicia um segundo mandato no Executivo, precisará se relacionar com uma Assembleia que terá dois de seus antecessores e com uma bancada federal que contará com Azambuja no Senado.

Mais do que definir os ocupantes dos cargos pelos próximos anos, portanto, a eleição de 2026 mostrou que os nomes que comandaram Mato Grosso do Sul desde o fim da década de 1990 continuam encontrando espaço nas urnas.

Mudam os cargos, as siglas e as alianças, mas os quatro últimos governadores seguem no centro do poder político sul-mato-grossense.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).