Política

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PL das Fake News não é censura, diz presidente do Republicanos

Dos 36 deputados do Republicanos, 28 votaram a favor da tramitação rápida do projeto. No União Brasil, que é da base do Governo, a adesão foi menor

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Presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP) afirma que o PL das Fake News não é censura e que existe muita narrativa distorcida sobre o projeto.

O partido e seus parlamentares têm sido pressionados nas redes sociais por terem apoiado a aprovação da urgência da votação do texto na terça-feira (25).

Na sigla, 28 dos 36 deputados votaram favoravelmente. Comparativamente, no União Brasil, partido da base do governo Lula (PT), apenas 19 de 47 parlamentares votaram "sim". No PL, partido de Jair Bolsonaro, 79 de 85 foram contrários.

Em vídeo gravado para a base evangélica do partido e que será publicado nas redes sociais, Pereira diz que todos os brasileiros de bem e de bom senso são contra fake news, enfatiza que o PL não abrange manifestações religiosas, como tem sido propagado, e lê trechos do texto que dizem isso explicitamente.

O deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), por exemplo, publicou mensagem que diz que versículos da Bíblia serão banidos das redes sociais a partir da aprovação da proposta, o que não procede.

Pereira pede calma e paciência para discutir o projeto que, segundo ele, ainda não está bom. "Se ao final, terça, que é para quando se prevê a votação, o texto não estiver em acordo com o que acreditamos, vamos votar contra", diz.

Por fim, ele afirma que os evangélicos foram vítimas de fake news a vida inteira e que precisa existir alguma regra contra elas.
"Até agora, só vi muita falácia de quem não vê o que está falando", conclui.

 

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Alternativa

Ministro da Saúde defende tratar bets como problema de saúde pública, como tabaco

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens

03/09/2026 22h00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo deve tratar as apostas online, as chamadas bets, como um grave problema de saúde pública e defendeu medidas de regulação semelhantes às adotadas contra o tabagismo no passado. Segundo ele, o Ministério da Saúde levou essa posição à reunião realizada nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens, além de restrições à associação entre apostas e esporte. Para o ministro, a experiência brasileira com a publicidade de cigarros mostra que esse tipo de medida pode contribuir para reduzir os impactos da dependência.

Padilha destacou ainda que mais de 1,2 milhão de brasileiros já utilizaram a plataforma de autoexclusão criada pelos Ministérios da Saúde e da Fazenda para deixar as plataformas de apostas. Mais da metade dessas pessoas apontou problemas de saúde mental relacionados ao descontrole com os jogos.

Segundo Padilha, o Ministério também passou a oferecer, por meio da plataforma Meu SUS Digital, um autoteste padronizado para identificar problemas relacionados às apostas e a possibilidade de teleatendimento com psicólogos. O atendimento pode ser buscado tanto por pessoas que identificaram compulsão quanto por familiares afetados pelo problema.

Padilha afirmou que, embora os estudos indiquem maior incidência de compulsão por bets entre homens, a maioria dos pedidos de atendimento psicológico é feita por mulheres. Na avaliação do ministro, isso mostra que os impactos das apostas extrapolam o apostador e atingem a família, inclusive financeiramente e nas relações de cuidado.

"Eu defendo que a gente tenha que tratar esse tema como a gente tratou com o tabaco", afirmou Padilha, ao defender que os dados de saúde sejam utilizados para aprimorar as políticas públicas e a regulação das apostas.

Defensiva

Alcolumbre sobre pressão nas redes por impeachment: desejo do 'cidadão Davi' era falar verdades

Declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment de Moraes

03/09/2026 21h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar as pressões que tem sofrido nas redes sociais e disse ter a vontade de "falar verdades".

A declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Escuto agressões e ofensas todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir à tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem gente mereceriam ouvir", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre afirmou que a situação está "impossível". "Vivemos em uma democracia com característica de ditadura de rede social. É muita ofensa", disse.

Sem citar nomes, Alcolumbre disse que não há proposta para educação, numa possível indireta para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Alguém quer ganhar eleição no 4 de outubro ofendendo os outros; gostaria de ouvir uma proposta do que ele pensa para educação", falou. Na quarta-feira, Flávio usou o microfone do Senado para cobrar o impeachment de Moraes.

O senador atribuiu as dificuldades a pessoas que, "à tarde, dizem que vão destruir o mundo, e, à noite, dizem que não vão destruir mais", numa provável referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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