Política

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Polícia vai à casa de Roberto Jefferson no RJ

Polícia vai à casa de Roberto Jefferson no RJ

G1

22/02/2014 - 08h28
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O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), delator do esquema do mensalão, disse na madrugada deste sábado (22) que vai se entregar assim que for notificado oficialmente sobre a prisão determinada pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Jefferson deve cumprir pena no regime semiaberto em um presídio do Rio de Janeiro. Ele teve o pedido de prisão domiciliar negado pelo Supremo.

Jefferson está em sua casa em Levy Gasparian, no Rio de Janeiro, ao lado dos filhos. Minutos após a chegada de cinco policiais federais do Rio, Jefferson apareceu na sacada da casa à 0h20min e conversou com a imprensa. Ele disse que vai descansar com a família, mas que se entregará assim que chegar o mandado expedido pelo STF. A expectativa de Jefferson é que o documento seja apresentado na manhã deste sábado.

Uma viatura da Polícia Federal amanheceu o dia na porta da casa de Jefferson. Os policias aguardam a chegada do mandado para levar o ex-deputado para a prisão.

Mais cedo, na sexta, o advogado Marcos Pedreira Pinheiro de Lemos, que defende o ex-deputado, já havia afirmado que seu cliente iria se entregar.

Delator do esquema do mensalão, Jefferson pediu ao Supremo para cumprir a pena imposta no julgamento em casa, mas teve o pedido negado. Condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele alegou que precisa de cuidados médicos especiais porque ainda está em tratamento contra um câncer no pâncreas.

O ex-parlamentar passou por cirurgia em julho de 2012 para retirada de um tumor. Em dois anos, perdeu 20 quilos, conforme os médicos que o atenderam. Atualmente, ele faz tratamento com injeções e realização de exames, segundo sua assessoria.

A condenação de Jefferson já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais nenhum recurso. Barbosa já poderia ter determinado a prisão, mas já quis verificar o estado de saúde para decidir se Jefferson pode cumprir pena em presídio ou se concederá prisão domiciliar.

Diante da recusa do Supremo em autorizar a prisão domiciliar, a defesa de Jefferson reafirmou que ele não terá condições de ficar detido em um presídio.

"Provavelmente não vai ficar muito tempo no semiaberto. Ele [Jefferson] não tem a menor condição de ficar no sistema prisional. Ele está bem, mas o problema é que tem um rigoroso acompanhamento. Coisa que ele não terá no sistema prisional. Sem acompanhamento, a saúde dele deve decair", declarou o advogado.

Em dezembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer no qual opinou contra o pedido de prisão domiciliar. O documento sustenta que Jefferson pode cumprir pena numa prisão comum. O parecer se baseia em informações da Vara de Execuções Penais (VEP) da cidade do Rio de Janeiro, que informou ao Supremo que o sistema prisional do estado tem condições de receber o ex-deputado.

Laudo médico sobre a saúde do ex-deputado, elaborado a pedido de Barbosa por uma junta de especialistas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), concluiu que ele não tem sinais de câncer e que não há necessidade de prisão domiciliar.

Apesar do parecer do procurador e do laudo médico, a defesa de Jefferson insistiu na necessidade de tratamento domiciliar. 

ELEIÇÕES 2026

MS elegeu os dois deputados mais velhos do Brasil

Londres Machado foi eleito deputado estadual pela 14ª vez, enquanto Zé Teixeira foi pela 9ª consecutiva

05/10/2026 09h00

Londres Machado (PP) e Zé Teixeira (PL), reeleitos deputados estaduais

Londres Machado (PP) e Zé Teixeira (PL), reeleitos deputados estaduais

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A população de Mato Grosso do Sul elegeu, neste domingo (4), Zé Teixeira (PL), de 86 anos, e Londres Machado (PP), de 84 anos, para ocuparem os cargos de deputados estaduais. Ambos ocupam as primeiras posições de políticos mais velhos do Brasil. 

Com 54.080 votos, Zé Teixeira (PL) foi o deputado estadual mais votado de Mato Grosso do Sul. Com forte base eleitoral em Dourados e na região sul do Estado, ele terá mais quatro anos de mandato e mantém sua trajetória de longa permanência na Assembleia Legislativa.

Este será o 9º mandato do produtor rural, que ingressou na política sul-mato-grossense pela primeira vez em 1994, quando foi eleito deputado estadual. Zé Teixeira tem sua atuação concentrada principalmente no agronegócio, na infraestrutura rural e na segurança jurídica no campo.

O recordista de mandatos em Mato Grosso do Sul, Londres Machado (PP), foi reeleito com 33.581 votos. É a 14ª vez que o parlamentar ocupará o cargo de deputado estadual, atuando na política desde 1970, antes mesmo de Mato Grosso ser dividido.

Machado já presidiu a Assembleia Legislativa em diversas ocasiões, exerceu interinamente o Governo do Estado e integrou a Assembleia Constituinte de Mato Grosso do Sul. Mantém forte base política no interior e na faixa de fronteira.

A lista de deputados estaduais acima dos 65 anos ainda tem os ex-governadores André Puccinelli, com 78, e Zeca do PT, 76, além de Paulo Corrêa, com 69 anos. 

Deputados estaduais eleitos

Dos 24 deputados eleitos, 16 já integram a Assembleia Legislativa, enquanto oito chegam de fora da composição atual, o equivalente a 33,3% das cadeiras.

Entre os nomes que estreiam na Assembleia estão Daverson Matos (PL), André Salineiro (PL), Gianni Nogueira (PL) e Tiago Botelho (PT). Além disso, retornam à Casa de Leis nomes que já tiveram passagem pelo Legislativo, como André Puccinelli (MDB), Hélio Peluffo (PP) e Paulo Duarte (PSDB). 

O PL elegeu  a maior bancada da próxima legislatura, com nove cadeiras. O PT terá quatro deputados, enquanto PSDB e PP terão três representantes cada. Republicanos terá dois parlamentares, e MDB, União Brasil e Avante, uma cadeira cada. 

Confira os eleitos:

  • Zé Teixeira (PL) - 54.080
  • Paulo Corrêa (PL) - 44.541 votos
  • Pedro Caravina (PSDB) - 43.845 votos
  • Zeca do PT - 42.714 votos
  • Coronel David (PL) - 41.492 votos
  • André Puccinelli (MDB) - 40.602 votos
  • Tiago Botelho (PT) - 39.387 votos
  • Ângelo Guerreiro  (PSDB) - 37.704 votos
  • Gianni Nogueira (PL) - 36.108 votos 
  • Odilon Ribeiro (PL) - 35.905 votos
  • Gerson Claro (PP) - 35.767 votos
  • Londres Machado (PP) - 33.581 votos
  • Hélio Peluffo Filho (PP) - 31.435 votos
  • Daverson Munhoz de Matos (PL) - 30.604 votos
  • Gleice Jane (PT) - 29.844 votos 
  • André Salineiro (PL) - 28.437 votos
  • Pedro Kemp (PT) - 28.397 votos
  • Lucas de Lima (PL) - 26.204 votos
  • Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) - 23.763 votos
  • Márcio Fernandes (PL) - 23.122 votos
  • Renato Câmara (Republicanos) - 20.976 votos
  • Lídio Lopes (Avante) - 20.801 votos
  • Paulo Duarte (PSDB) - 20.029 votos
  • Pedro Pedrossian Neto (Republicanos) - 19.516 votos

Eleição Presidencial

Onda bolsonarista faz Flávio avançar e empareda Lula para o segundo turno

Ultrapassagem de Flávio e desempenho de seus aliados projetam dificuldades enormes para o presidente; PT tem votação abaixo do esperado

05/10/2026 08h20

Logo após o fim da apuração dos votos, Lula, ao lado de Alckmin, fez balanço do resultado das urnas, enquanto Flávio Bolsonaro comemorou com aliados em Brasília

Logo após o fim da apuração dos votos, Lula, ao lado de Alckmin, fez balanço do resultado das urnas, enquanto Flávio Bolsonaro comemorou com aliados em Brasília Foto: Montagem

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A arrancada dos bolsonaristas no primeiro turno das eleições gerais ontem foi um fato político de repercussão. Pelo avanço das forças de Flávio Bolsonaro (PL) e por seus próprios erros, o presidente Lula (PT) chega à segunda rodada emparedado.

Se havia o receio entre petistas de que um empate ou uma vantagem mais estreita do filho de Jair Bolsonaro no primeiro turno deixaria o tira-teima difícil, a situação do presidente se tornou dramática, embora não seja irreversível.

A seu favor, há a possibilidade de que a migração dos nanicos à direita que perderam força no pleito tenha atingido o limite, mas é incerto onde Lula poderá buscar votos, salvo por acontecimentos imprevisíveis. A aposta indicada em sua primeira fala é a comparação de biografias, algo difícil de medir.

O resultado surpreende quando é observada a curva das intenções de voto da campanha anódina, marcada pela contaminação do caso do Banco Master no Judiciário, e não, como seria racional imaginar, na candidatura de Flávio, envolvido com Daniel Vorcaro.

Mas o movimento bolsonarista já se insinuava no fim da corrida, como indicava o Datafolha na véspera. Ele absorveu não apenas boa parte da esquerda, mas a própria direita mais moderada.

E Lula, acima de tudo, perdeu a liderança para si mesmo. Sua campanha foi marcada por três defesas.

Na defesa da democracia, Lula aproveitou a balbúrdia bolsonarista do 8 de Janeiro para assumir a bandeira da democracia. Deu certo por algum tempo, mas, a partir de meados de 2023, o petista passou a contar apenas com a bancada de Alexandre de Moraes no Supremo. O preço foi conhecido neste ano.

No caso da soberania, Donald Trump deu ao presidente um presente com seu tarifaço e punições de 2025. Ele pôde assumir a defesa do interesse nacional, ganhou pontos na avaliação e ainda dobrou o americano.

Embora não tenha ocorrido um ataque frontal como o Planalto temia, a estratégia não funcionou eleitoralmente.

Também estão os números frios. O lulismo reclama da falta de reconhecimento dos bons indicadores da economia, mas esqueceu o contexto. Se o desemprego está em baixa, basta caminhar por grandes cidades para enxergar onde estão os postos de trabalho. A inflação pode estar sob controle, mas o endividamento das famílias eliminou qualquer sensação de bem-estar.

Talvez entorpecido pela segurança que a aliança com o Supremo lhe dava diante do Congresso à direita, o governo passou quatro anos vendo PL, Centrão e PSD montarem máquinas eleitorais para o controle de emendas parlamentares.

Lula ficou com palanques e bancadas potenciais fracas. Tudo isso trouxe uma capilaridade ao discurso antipetista que nem mesmo o carisma do presidente conseguiu conter, apesar de um arsenal de emergência com proibição de bets, fim da escala 6x1 e reajuste do Bolsa Família.

Logo após o fim da apuração dos votos, Lula, ao lado de Alckmin, fez balanço do resultado das urnas, enquanto Flávio Bolsonaro comemorou com aliados em Brasília

Candidato Teflon

De seu lado, Flávio vestiu o figurino teflon. Candidato com o maior passivo judicial na disputa, passou meses quase sem precisar se expor – a ausência do debate, uma escolha também de Lula, só o favoreceu.

Quando os questionamentos chegaram, era tarde, e a dissolução da realidade na vida digital facilitou sua trajetória: qualquer investigação da Polícia Federal vira perseguição, dúvida sobre medalha para miliciano, detalhe.

Não é diferente do que aconteceu com o maior ícone do bolsonarismo, Trump, eleito apesar de uma condenação criminal. Para manter o exemplo americano, Lula acabou encarnando o Joe Biden que os petistas menos deslumbrados temiam: um candidato desgastado.

Agora, o político brasileiro mais importante do século 21 no País terá de enfrentar o risco de encerrar a carreira em derrota. Ou uma vitória de Pirro, com a estrutura política dominada por adversários, sem falar nas eventuais pressões vindas dos EUA.

Flávio contará com o sentimento de virada, que muitas vezes define eleições. Isso deverá atrair apoios antes improváveis. Ele nunca foi a escolha do condomínio da centro-direita sequestrado pela vanguarda bolsonarista, mas isso tende a mudar.

Eventual triunfo será apenas o começo. Se vencer ao fim, contudo, terá de conviver com um ecossistema de aliados com interesses próprios, como o governador reeleito com folga em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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