Política

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Prefeito de Corumbá encontra porta aberta e volta para o PSDB

Ele migrou para o Podemos e desistiu do partido menos de um ano após filiação

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O prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, conseguiu novamente espaço para voltar ao PSDB. Ele elegeu-se pelo partido do governador Reinaldo Azambuja, em 2020, mas em maio de 2021 decidiu migrar para o Podemos.

A mudança aconteceu com a expectativa de ter espaço político em âmbito nacional, ao se tornar vice-presidente estadual da sigla, comandada por Sérgio Murilo. Ele também trabalhava com a hipótese de o partido apoiar o virtual candidato dos tucanos ao governo estadual. No final, os caminhos não seguiram nesse sentido.

Com essa mudança de direção do Podemos, Iunes conseguiu encontrar caminho para voltar ao PSDB. Esta é a oitava mudança partidária dele. Marcelo Iunes já esteve no PP, MDB (então PMDB), PSD, PDT, PTB, PSDB, Podemos e, agora, volta aos tucanos.

A confirmação do retorno aconteceu na manhã desta quinta-feira (10). Ele encontrou respaldo na volta com apoio dos vereadores da sigla em Corumbá. A bancada tem Roberto Façanha (presidente da Casa), Ubiratan Canhete de Campos Filho (Bira), Marcelo Araújo e o vereador licenciado Luciano Costa, atualmente atuando como secretário na Prefeitura, e também Alexandre Vasconcellos.

O encontro para fechar a proposta ocorreu na sede do Poder Legislativo e contou com a presença do presidente do Diretório Municipal do PSDB, Paulo André de Araújo Junior, que é diretor da Agência Municipal de Trânsito.

Para não perder tempo em voltar para o grupo do governador, a filiação dele será nesta sexta-feira (11), às 18h30, no Espaço Igarapé.

Marcelo Iunes tinha acertado com Sérgio Murilo sua então filiação ao Podemos quando o presidente estadual do partido estava como secretário Estadual de Governo e Gestão Estratégica. Inclusive, essa tratativa com Iunes ajudou a descatar a posição de Sérgio Murilo com o governo estadual.

O peso de estar ao lado de Reinaldo Azambuja e ainda apoiar Eduardo Riedel para uma futura candidatura ao governo estadual fizeram Iunes ter que mudar de posição partidária.

O presidente da Câmara de Corumbá, vereador Roberto Façanha, destacou que, mesmo fora, Marcelo Iunes sempre esteve ligado ao PSDB. “O seu retorno vai reforçar ainda mais o nosso partido em Corumbá e também no Estado”, ressaltou.

"Mantenho o compromisso com Riedel e também com o governador Reinaldo Azambuja, um grande parceiro nosso, de Corumbá, que nos tem ajudado muito nas áreas de saúde, infraestrutura, educação... O Reinaldo é o único governador que olha com carinho por Corumbá, junto com o Riedel, outro grande parceiro nosso”, indicou Marcelo Iunes.

Segundo o prefeito, há cinco meses já estava definida sua saída do Podemos definitiva. Nesse período foi construído seu retorno ao PSDB.

Ele disse que o presidente do Diretório Regional, Sérgio de Paula, também fez convite para o retorno e, inclusive, já confirmou presença no ato de filiação. Além disso, o prefeito garantiu que o PSDB manteve as portas abertas junto ao próprio governador e ao secretário de estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel.

“Com certeza o caminho era voltar pro ‘ninho tucano’ que é um grande partido”, enfatizou Iunes.

Ele ainda reconheceu que sua mudança de partido em 2021 foi “precipitada”.

Brasil

STF e PF avançam em investigações sobre possíveis irregularidades do filme 'Dark Horse'

O parecer do Ministério Público Federal é o que embasa a decisão do STF sobre se há elementos para abrir um inquérito ou se o caso deve ser arquivado

02/07/2026 22h00

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Dois processos envolvendo o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a carreira política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tiveram desdobramentos nos últimos dias.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu nesta terça-feira, 30, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre notícia-crime que aponta que recursos destinados à produção podem ter sido usados para financiar a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

O parecer do Ministério Público Federal é o que embasa a decisão do STF sobre se há elementos para abrir um inquérito ou se o caso deve ser arquivado.

Em outra frente, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar se houve direcionamento de emendas parlamentares para entidades ligadas à produção do filme. Este processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo

Em maio, o Intercept Brasil publicou gravações nas quais o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para custear "Dark Horse". Parte do valor de R$ 134 milhões negociado entre a família Bolsonaro e o banqueiro foi transferida para um fundo sediado no Texas, onde Eduardo mora, e do qual o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado, é um dos controladores.

A notícia-crime que pede apuração sobre a suposta relação de Flávio com Vorcaro e a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Inicialmente, a ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes porque Lindbergh pediu a ampliação do escopo do inquérito que investiga atuação de Eduardo contra autoridades brasileiras, do qual Moraes é relator, para incluir também a conduta de Flávio.

Após parecer da PGR, o presidente do STF Edson Fachin decidiu redistribuí-la a Mendonça devido aos fatos narrados guardarem maior relação com a investigação sobre as fraudes do Master, da qual Mendonça já é relator.

Já o caso relatado por Flávio Dino apura o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares, por Mário Frias, a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme de Bolsonaro. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais.

A investigação foi aberta após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O gabinete da parlamentar apontou ligação entre empresas de Karina e suspeitas de que as emendas poderiam estar beneficiando ao filme sobre Bolsonaro. O ministro impôs grau 3 de sigilo às investigações, que permite que apenas ele e as partes tenham acesso ao conteúdo.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 1º, o diretor geral da PF Andrei Passos Rodrigues disse que inquérito para apurar os fatos foi aberto na última sexta-feira, 26, após autorização do STF.

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa mostra avanço de eleitores nem bolsonaristas nem lulistas no Estado

Levantamento realizado no mês passado mapeou o posicionamento político e o alinhamento do eleitorado sul-mato-grossense

02/07/2026 08h00

Arquivo/Correio do Estado

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Pesquisa de opinião contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) de 9 e 13 de junho revela que, embora Mato Grosso do Sul mantenha predominância do eleitorado de direita, cresce o contingente de pessoas que não se identificam diretamente nem com o bolsonarismo nem com o lulismo.

O levantamento mostra um cenário em que a polarização nacional convive com um grupo expressivo de eleitores que prefere se declarar independente.

Quando questionados sobre o posicionamento ideológico com o qual mais se identificam, 41,58% dos entrevistados disseram ser de direita e outros 6,38% afirmaram se considerar de centro-direita, juntos, os dois grupos representam 47,96% do eleitorado sul-mato-grossense.

No outro extremo, 15,05% declararam identificação com a esquerda, enquanto 3,06% se posicionaram como centro-esquerda e outros 8,67% afirmaram ser de centro.

A pesquisa também apontou um porcentual significativo de eleitores que não se enquadram em nenhuma dessas classificações.

Ao todo, 25,26% responderam que não sabem ou preferiam não responder à pergunta sobre posicionamento ideológico, indicando um eleitorado distante das definições políticas tradicionais.

O levantamento também procurou medir o grau de identificação dos eleitores com as duas principais correntes políticas que dominam o cenário nacional.

Entre os entrevistados, 19,77% afirmaram ser bolsonaristas, enquanto um porcentual ainda maior, de 27,17%, declarou não se considerar bolsonarista, mas simpatizar mais com as ideias da direita.

O resultado indica que o campo conservador no Estado reúne apoiadores que nem sempre vinculam sua identidade política diretamente ao ex-presidente.

No campo da esquerda, 14,16% disseram ser lulistas, enquanto outros 12,76% afirmaram não se considerar lulistas, mas demonstraram maior afinidade com as ideias defendidas pela esquerda.

O dado que mais chama atenção é o crescimento do grupo dos independentes, pois, conforme a pesquisa, 22,45% dos entrevistados afirmaram não se identificar nem com o bolsonarismo nem com o lulismo.

Somados aos 3,70% que não souberam ou preferiram não responder, eles representam mais de um quarto do eleitorado estadual.

Os números indicam que Mato Grosso do Sul continua apresentando predominância do campo conservador, mas também evidenciam um eleitorado menos disposto a aderir automaticamente às principais lideranças nacionais.

A presença de um contingente expressivo de eleitores independentes sugere que as próximas disputas eleitorais no Estado poderão ser decididas por um segmento que tende a avaliar candidaturas mais pelas propostas e o desempenho administrativo do que pelo alinhamento com os polos da atual polarização política.

DADOS DA PESQUISA

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado, registrada sob os números BR-00547/2026 e MS-02355/2026, ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade.

Os entrevistados estão distribuídos pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Anastácio, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Mundo Novo, Nova Andradina, Paranaíba, Chapadão do Sul, Cassilândia, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 21 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ANÁLISE

Diretor vê protagonismo dos eleitores independentes

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, analisou que a pesquisa demonstrou que Mato Grosso do Sul mantém um perfil majoritariamente conservador, mas também aponta uma mudança importante no comportamento do eleitorado: cresce o número de pessoas que não vinculam sua identidade política ao ex-presidente Jair Bolsonaro ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para ele, os números demonstram que o Estado continua oferecendo vantagem eleitoral para candidatos identificados com pautas conservadoras, embora o personalismo político esteja perdendo força com uma parcela crescente de eleitores que prefere manter independência em relação às principais lideranças nacionais.

“Mato Grosso do Sul é um estado conservador, mas isso não significa necessariamente que seja bolsonarista. A pesquisa mostra que existe um eleitorado muito maior identificado com as ideias da direita do que propriamente com a figura de Jair Bolsonaro”, analisou.

Para Barbosa, essa diferença indica que candidatos alinhados ao campo conservador tendem a disputar uma base eleitoral mais ampla, desde que consigam dialogar com eleitores que valorizam determinadas pautas sem necessariamente aderirem ao bolsonarismo.

“Os candidatos que apresentarem propostas alinhadas à direita têm hoje uma fatia maior do eleitorado para conquistar. Mas isso não significa que a identificação pessoal com Bolsonaro seja determinante para obter esse apoio”, afirmou.

Outro aspecto destacado pelo diretor do IPR é o crescimento do eleitorado independente. Na avaliação de Barbosa, esse movimento acompanha uma tendência observada em levantamentos nacionais, nos quais aumenta o número de eleitores que rejeitam a polarização entre os dois principais grupos políticos do País.

“Cada vez mais pessoas deixam de assumir uma identidade ideológica ligada à direita ou à esquerda. Muitos preferem se declarar independentes ou até se posicionar como de centro justamente para não serem rotulados como bolsonaristas ou lulistas”, explicou.

O diretor ressalta que esse grupo tende a ganhar importância nas próximas eleições por reunir eleitores menos fiéis a lideranças nacionais e mais propensos a avaliar candidatos pelas propostas e o desempenho administrativo.

Para ele, o levantamento mostra que, embora Mato Grosso do Sul continue sendo um estado de perfil conservador, o voto está cada vez menos concentrado na lógica da polarização.

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