Política

REPRESENTATIVADE

Prefeito de Itaquiraí sai na frente na briga pela presidência da Assomasul

Thalles Tomazelli já recebeu aval do governador e do ex-governador para buscar ser o nome de consenso no PSDB

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Em visita ao Correio do Estado na tarde de ontem, o prefeito reeleito de Itaquiraí, Thalles Henrique Tomazelli (PSDB), anunciou a pré-candidatura à presidência da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) para o biênio 2025-2026, cuja eleição será realizada na segunda quinzena de janeiro do ano que vem.

Ele revelou que já recebeu o aval do governador Eduardo Riedel (PSDB) e do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do partido, para buscar ser o nome de consenso dentro do ninho tucano, afinal, a legenda fez 44 prefeitos – número que pode chegar a 45, caso a Justiça Eleitoral confirme a inelegibilidade do candidato vitorioso da eleição para prefeito de São Gabriel do Oeste.

Dessa forma, caberá ao PSDB eleger o próximo prefeito da Assomasul, que hoje é presidida pelo prefeito de Nioaque, Valdir Júnior (PSDB). Como ele já era reeleito, não concorreu nas eleições municipais deste ano e deixará o cargo no dia 1º de janeiro de 2025.

“Não sou o único interessado no cargo, mas é natural que se tenha outras candidaturas também. Porém, como o PSDB fez 44 prefeitos, precisa estar nessa disputa sadia pela presidência da Assomasul”, ressaltou, lembrando que a legenda saiu gigante das eleições municipais deste ano.
Tomazelli recordou que, em 2020, quando foi eleito prefeito, o presidente já era o prefeito Valdir Júnior. Na época, assumiu a secretaria-geral da Assomasul. Depois, no segundo biênio, passou para o cargo de tesoureiro-geral.

“Por isso, para mim, a briga pela presidência acaba sendo natural e, caso seja possível concretizar esse processo, vou atuar para fortalecer ainda mais a instituição”, assegurou.

Além dele, dentro do PSDB também estão interessados na presidência da Assomasul os prefeitos reeleitos Josmail Rodrigues (Bonito) e Marcelo Pé (Antônio João).

“O meu intuito é ser o nome de consenso dentro do PSDB e, para isso, conto com os apoios do Reinaldo e do Riedel. Depois de obter o consenso dentro do partido, vou trabalhar para montar uma chapa de forma democrática, com as participações das outras legendas, como PP, MDB e PL”, elencou.

O prefeito de Itaquiraí ressaltou que é primordial para a vitória uma junção de forças.
“Primeiro, partindo de dentro do PSDB, e quando você tem o apoio do governador e do presidente do partido, já pode conversar com as demais lideranças da sigla para chegar a um consenso interno.

Dessa forma, não sai fortalecido o candidato, sai fortalecido o partido e sai fortalecida a entidade, que está acima de todos nós todos”, argumentou.
 
PROJETOS

Caso seja o nome de consenso dentro do PSDB e consiga aglutinar os demais partidos para ser o novo presidente da Assomasul, Tomazelli afirmou que sua principal meta será dar continuidade ao processo de fortalecimento da entidade e, depois, focar em novos horizontes que precisam ser trilhados.

“Nós temos grandes pautas que precisam ser defendidas pela Assomasul, como, por exemplo, a implantação do sistema 1Doc, ou seja, um sistema para as prefeituras resolverem processos 10 vezes mais rápido e zero uso de papel. Eu já implantei na prefeitura de Itaquiraí, e a quantidade de papel que nós reduzimos é espantoso, agora está tudo digital”, afirmou.

Ele acrescentou que, caso seja eleito, vai apresentar para os demais municípios do Estado esse sistema. “Dessa forma vamos fortalecer as prefeituras, deixando tudo mais barato e conseguindo dar mais transparência em todos os aspectos. Em um clique você resolve tudo”, ressaltou, argumentando que é preciso levar a Assomasul para o século 21.

Outra bandeira apresentada pelo prefeito é melhorar a questão da capacitação técnica dos servidores, pois os municípios só terão a ganhar.
“O próprio governador Riedel falou que o Estado tem ajudado, tem estendido a mão para as prefeituras, mas os prefeitos também têm de fazer a parte deles melhorando a administração pública”, pontuou.

ROTATIVIDADE

Ainda durante a entrevista, Tomazelli defendeu a rotatividade de prefeitos de várias regiões de Mato Grosso do Sul à frente do comando da Assomasul.
“Nós precisamos ter uma rotatividade de representatividade na entidade.

Hoje nós estamos com o Valdir Júnior, que é prefeito de Nioaque, ou seja, ele defende os interesses daquela região toda, que conta ainda com Jardim, Guia Lopes da Laguna, Bonito, entre outros”, exemplificou, completando que essa região já esteve no roteiro por quatro anos.

Agora, conforme ele, chegou a vez do presidente da Assomasul ser da região sul do Estado, onde estão os municípios de Itaquiraí, Naviraí, Eldorado, Iguatemi, Mundo Novo, entre outros.

“Antes da região de Nioaque, tivemos na presidência o agora deputado estadual Pedro Caravina [PSDB], que era prefeito de Bataguassu e também trabalhou para a região dele. Agora, tem de ser a vez do sul”, defendeu.

Porém, segundo o prefeito de Itaquiraí, o seu interesse é somar. “Entretanto, quero sair do meu partido como nome de consenso, obtendo isso, vamos para a próxima etapa. Ou seja, falar com os prefeitos de outros partidos que também foram reeleitos, como no caso de Costa Rica, onde foi reeleito o Delegado Cleverson [PP], de Camapuã, onde foi reeleito Manoel Nery [PP], entre outros. Tem ainda o prefeito de Rio Brilhante, Lucas Foroni [MDB], com quem tenho muito contato. Então, é necessária essa conversa para termos uma Assomasul pluralista e acima dos interesses individuais”, concluiu.

Saiba

Até o fim deste ano, para a realização da eleição da nova diretoria da Assomasul, é preciso publicar uma portaria para que os prefeitos interessados registrem suas chapas. O pleito será na segunda quinzena de janeiro do ano que vem. Até lá, o atual presidente fica no cargo.

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DEBANDADA

Com 14 deputados federais, PSDB deve perder os três parlamentares do Estado

Os tucanos já fazem parte da relação de nove partidos que correm um grande risco de serem extintos nas eleições gerais deste ano

09/03/2026 08h00

Os deputados federais Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira devem sair do ninho tucano

Os deputados federais Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira devem sair do ninho tucano Montagem

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Com a janela partidária aberta até o dia 3 de abril, a situação do PSDB, que já está na lista dos nove partidos que correm um grande risco de serem extintos nas eleições gerais de outubro caso registrem baixo desempenho nas votações nacionais, deve ficar ainda mais complicada, pois pode perder os três deputados federais de Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira estão em plena negociação para baterem asas do ninho tucano e aterrissarem no PV, no Republicanos, no PP, respectivamente, nos próximos dias, reduzindo a já combalida bancada do PSDB na Câmara dos Deputados dos atuais 14 para apenas 11 parlamentares, isso já sem contar os deputados federais do Cidadania, que faz parte da federação criada em 2022.

Antiga superpotência, que disputou a hegemonia do poder com o PT entre a década de 90 até 2014, o PSDB enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, lutando para não se tornar um partido “nanico”.

Os tucanos estão encerrando uma federação com o Cidadania e agora buscam um novo partido para federar, já que uma tentativa recente de união com o Podemos acabou fracassando.

Portanto, a janela partidária, que foi aberta na quinta-feira passada, está causando um grande desânimo no PSDB, que já projeta mais baixas na bancada, o que deve comprometer ainda mais a sobrevivência da legenda, provocando um cenário pessimista entre as lideranças da legenda.

Em 2022, o vaivém entre partidos provocou a migração de 120 dos 513 deputados federais.

Desde o começo da semana passada as portas dos gabinetes de líderes parlamentares e presidentes de partidos registram um vaivém acima do normal na Câmara dos Deputados, que, em razão da janela, os trabalhos ficarão majoritariamente remotos neste mês de março.

No caso dos três deputados federais do PSDB em Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende disse ao Correio do Estado que só fica no ninho tucano se os outros dois colegas – Beto e Dagoberto – também ficarem.

“Minha intenção é ficar e cumprir o compromisso assumido com as lideranças políticas do Estado – o governador Eduardo Riedel [PP] e o ex-governador Reinaldo Azambuja [PL] – e com o ex-presidente nacional do PSDB Marconi Perillo e com o atual presidente nacional da legenda, Aécio Neves”, afirmou.

No entanto, ele completou que só vai cumprir esse compromisso, se os outros dois deputados federais do PSDB também cumprirem.

“Caso isso não aconteça, já tenho o convite de oito partidos, não posso dizer quais são, porém, a minhA preferência é por um do centro”, assegurou.

A reportagem apurou que o mais provável é que ele vá para o PV, enquanto Beto Pereira e Dagoberto Nogueira – que foram procurados, mas não retornaram até o fechamento desta edição – negociam com Republicanos e PP, respectivamente.

O primeiro marcou para esta semana uma série de reuniões com o Republicanos, tanto em Campo Grande, quanto em Brasília (DF), onde Beto Pereira deve bater o martelo com o presidente nacional da sigla, Marco Pereira.

Já Dagoberto Nogueira já teria encaminhado o ingresso no PP, da senadora Tereza Cristina, presidente estadual da legenda.

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Eleições

Colômbia vai às urnas neste domingo para eleger Congresso e definir candidatos presidenciais

Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes

08/03/2026 11h15

Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes

Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes Foto: Congresso Colombiano

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Os colombianos vão às urnas neste domingo, 08, para renovar o Congresso e afunilar o leque de aspirantes ao cargo mais alto do país. Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes, em um pleito com 41,2 milhões de eleitores habilitados.

O novo Congresso deverá governar com o sucessor de Gustavo Petro sem possibilidade de reeleição, após uma tensa relação com o Legislativo que fez contrapeso e não aprovou todas as suas reformas sociais.

O partido político de Petro, Pacto Histórico, aposta em aumentar suas cadeiras no Congresso para conseguir maioria e alavancar as reformas pendentes e o pedido de realizar uma Assembleia Constituinte para modificar a carta magna, que ainda está em gestação e que precisaria do aval do Parlamento.

Enquanto isso, a direita, que é oposição, busca voltar a ser uma das forças mais relevantes no Legislativo. O Centro Democrático, principal partido opositor, está impulsionado pelo influente ex-presidente Álvaro Uribe Vélez (2002-2010), que se lançou como candidato ao Senado.

As "primárias"

Os colombianos poderão votar nas consultas interpartidárias, que somam 16 candidatos de três correntes políticas: centro, centro-esquerda e direita. Os três candidatos que vencerem em cada uma delas deverão ir direto para o primeiro turno presidencial previsto para 31 de maio.

Os candidatos encontraram na figura das consultas uma forma de medir seu potencial eleitoral antes de chegar ao primeiro turno. Há quatro anos, Petro participou e venceu na consulta da esquerda competindo com Francia Márquez, que depois se tornou sua vice-presidente.

No entanto, nas consultas atuais não participam os dois postulantes, que até agora as pesquisas mostram como líderes: o esquerdista Iván Cepeda, do partido de Petro, e o ultradireitista Abelardo de la Espriella.

"As consultas podem ser um sucesso ou um fracasso. Ganhar uma consulta não necessariamente dá viabilidade a quem a vence; o que dá viabilidade é mostrar que tem um músculo eleitoral que lhe permita competir com os líderes que não participaram delas", assegurou à Associated Press o analista político Gabriel Cifuentes.

Ele acrescentou que, após a votação de domingo, começará uma segunda fase da campanha presidencial na qual estarão definidos os candidatos ao primeiro turno e, no caso dos vencedores das consultas, se saberá com que potencial eleitoral contam.

Na consulta de centro-esquerda participam dois candidatos afins a Petro, entre eles o ex-embaixador no Reino Unido, Roy Barreras.

Na do centro competem Claudia López, ex-prefeita de Bogotá, e Leonardo Huerta, um advogado pouco conhecido.

Enquanto que pela direita se medem nove candidatos, incluindo Paloma Valencia, a postulante do principal partido de oposição.

A jornada eleitoral é custodiada em todo o país por mais de 126 mil em efetivos da força pública. As fronteiras permanecem fechadas e foi proibido o consumo de bebidas alcoólicas.

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