Política

INFRAESTRUTURA

Prefeitos se reúnem hoje com Riedel para cobrar investimento do MS Ativo

O programa soma R$ 3 bilhões em investimentos em pavimentação, drenagem e obras civis que alcançam 79 municípios

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Na tarde de hoje, o governador Eduardo Riedel (PP) vai se reunir com a maioria dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul para tratar dos investimentos da segunda etapa do MS Ativo – Municipalismo, programa estadual de infraestrutura urbana e logística que na primeira etapa contabilizou R$ 1,5 bilhão em obras já concluídas, em execução ou com projetos em análise pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

O Correio do Estado apurou que a reunião é uma solicitação dos prefeitos e foi intermediada pela Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), para que os gestores municipais possam cobrar de Riedel em que pé estão os investimentos para a segunda etapa, previstos em R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 995 milhões em novas intervenções urbanas e outros R$ 500 milhões em parcerias com a bancada federal no Congresso Nacional e fontes externas de financiamento.

O encontro será fechado, por isso, não foi escolhido o auditório da sede da Assomasul, sendo marcado para ser realizado no auditório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, onde o governador e os prefeitos poderão conversar mais à vontade, sem interferências externas.

A reportagem obteve a informação de que, além de cobrarem um cronograma de liberação dos investimentos previstos para o MS Ativo 2, como é chamada a segunda etapa do programa estadual, os gestores municipais também vão reclamar para Riedel sobre o fato de alguns secretários de Estado não estarem atendendo às solicitações deles.

O Correio do Estado ouviu de alguns prefeitos, que pediram para não terem os nomes revelados, que há casos de secretários de Estado não atenderem às ligações, ignorando completamente as demandas dos municípios. Esse comportamento, conforme esses gestores, não foi bem recebido, afinal, a bandeira do governador sempre foi o municipalismo.

Caberá a Riedel apaziguar a relação com os prefeitos, afinal, falta menos de um ano para as eleições gerais de 2026, quando o governador tentará a reeleição, e o apoio dos gestores municipais é fundamental para o seu projeto político, basta lembrar que foram eles que contribuíram de forma decisiva para vitória dele em 2022.

Na prática, o encontro entre o governador e os prefeitos servirá para “lavar a roupa suja” entre o Executivo estadual e os Executivos municipais, azeitando as engrenagens dessa relação harmoniosa desde a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e que continuou nos trilhos pelo menos nesses quase três anos da atual gestão.

O PROGRAMA

No primeiro ano de seu governo, Riedel criou o MS Ativo – Municipalismo, considerado um dos maiores programas de infraestrutura urbana e logística da história de Mato Grosso do Sul, para melhorar a segurança viária, transformar a mobilidade, impulsionar o desenvolvimento regional e gerar empregos. 

Por meio do programa, o Estado soma cerca de R$ 3 bilhões em investimentos em pavimentação, drenagem e obras civis que alcançam os 79 municípios sul-mato-grossenses. A primeira etapa, o MS Ativo 1, contabilizou R$ 1,5 bilhão, enquanto a segunda fase, o MS Ativo 2, prevê mais R$ 1,5 bilhão.

Outro eixo importante da política de infraestrutura é o Plano Logístico Aeroviário, com investimentos de R$ 92,7 milhões em obras em execução e de R$ 134 milhões em obras já finalizadas.

Entre as entregas, destacam-se a implantação dos aeródromos de Inocência e Naviraí e a restauração dos aeródromos de Paranaíba e Camapuã.

Em andamento estão a implantação dos aeródromos de Água Clara e Maracaju e a restauração das estruturas em Cassilândia e Jardim.

*SAIBA

O MS Ativo – Municipalismo 2 foi lançado pelo governador Eduardo Riedel em abril de 2024, como uma continuação do programa de parceria entre o governo do Estado e os municípios para impulsionar o desenvolvimento local. A iniciativa busca fortalecer a gestão pública, com foco em áreas como infraestrutura, educação, saúde e assistência social, e visa à execução de projetos e investimentos que beneficiem a população. 

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Bens

Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível

20/05/2026 19h00

Carla Zambelli

Carla Zambelli Agência Câmara

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A ex-deputada federal Carla Zambelli terá um imóvel penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ação, a parlamentar foi condenada a pagar indenização de R$ 17,7 mil pelo uso indevido de uma foto de Guilherme Boulos (PSOL-SP). Como não quitou a dívida, a Justiça determinou a penhora do bem. A decisão foi publicada na segunda-feira, 18.

A execução ocorrerá em um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o "oficial de justiça deverá relacionar os bens que encontrar, ainda que entenda não serem passíveis de penhora" Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto.

A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli "usurpou trabalho alheio". Já a ex-parlamentar argumentou que Leone havia cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, ela poderia utilizá-la sem pagamento. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça paulista, uma vez que a ex-deputada não comprovou no processo que a foto havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

Zambelli está presa na Itália desde 2025 e enfrenta um processo de extradição. Ela deixou o país após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

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Suspensão

Conselho aprova suspensão de Pollon e outros dois deputados por motim na Câmara

Documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal"

20/05/2026 16h45

Divulgação

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Os deputados federais Marcos Pollon (PL), Marcell van Hattem (Novo-RS), e Zé Trovão (PL-SC) apresentaram, na terça-feira (19), recursos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados contra a decisão de suspensão de dois meses aprovada pelo Conselho de Ética, pela ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro.

Ala bolsonarista ocupou o plenário da Câmara por mais de 30h após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pedem a anulação do processo e alegam desproporcionalidade da medida aplicada.

O documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal, o devido processo legal o contraditório, a ampla defesa e os princípios mais elementares do direito sancionador", destacou o deputado.

A defesa aponta nulidade do processo devido ausência de individualização da conduta atribuída a Pollon e os demais parlamentares, em afronta ao artigo 41 do Código de Processo Penal, aplicado subsidiariamente ao processo disciplinar parlamentar. 

O deputado também aponta o cerceamento de defesa, pois, segundo ele, "todas as testemunhas apresentadas foram impedidas de depor". 

A CCJ vai avaliar se houve falha ou abuso procedimental durante o processo no Conselho de Ética. O processo também precisa passar por votação do plenário da Câmara dos Deputados.  São necessários 257 votos para confirmar a suspensão.

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