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DISPUTA

Eleitores de Campo Grande vão escolher entre 14 candidatos à prefeitura

Prazo para os partidos realizarem as convenções para as eleições municipais de 2020 terminou
17/09/2020 08:00 - Flávio Veras


Encerrado o prazo para os partidos realizarem suas convenções visando as eleições municipais deste ano, as legendas confirmaram 14 candidatos a prefeito na Capital. 

O prefeito Marcos Trad (PSD), que tentará repetir a chapa com Adriane Lopes (Patriotas) no cargo de vice-prefeita, vai disputar mais uma eleição.  

Na última hora, o PSDB, que teve uma ala dissidente ensaiando uma candidatura própria com a candidata Rose Modesto, decidiu seguir com Trad rumo à reeleição.  

Os tucanos, desta forma, cumprem acordo firmado entre Trad e o governador Reinaldo Azambuja nas eleições passadas.  

Trad, na ocasião, mobilizou sua estrutura político-partidária na Capital para apoiar o tucano no segundo turno contra o juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT). 

Deu certo: Azambuja foi reeleito e avisou que ficaria com o prefeito da Capital quando ele tentasse se reeleger.  

Na convenção de ontem, o presidente João César Mattogrosso e o vereador Delegado Wellington foram os únicos a participar. 

O presidente da Câmara, João Rocha, preterido na indicação para vice de Marcos Trad, não foi ao encontro. Nem mesmo o presidente estadual do partido, Sérgio de Paulo, e a deputada federal Rose Modesto.  

 
 

Definido o apoio do PSDB, o atual prefeito terá ao seu lado importantes aliados na campanha em busca de sua reeleição, como o próprio Patriotas de Lopes, DEM, PSDB, PTB, PCdoB, PSB e Republicanos.

OUTROS CANDIDATOS

Em contrapartida, a lista de adversários no pleito deste ano terá nomes conhecidos do eleitorado campo-grandense, como é o caso do deputado Dagoberto Nogueira, que concorrerá ao Executivo da Capital pelo PDT. A chapa terá como vice Kelly Costa.  

Outro rosto familiar ao eleitor de Campo Grande, também pertencente à esquerda, é o deputado estadual Pedro Kemp, confirmado como candidato pelo PT. Sua vice será a ex-secretária de Assistência Social na gestão Zeca do PT, Eloisa Castro.

Já representando a direita liberal, o Novo confirmou os nomes de Guto Scarpanti e Priscila Afonso. No mesmo espectro político, tem a chapa oficializada pelo Progressistas, encabeçada por Esacheu Nascimento e Venicio Leite e o Avante lançou Sérgio Harfouche e André Salineiro.

O PV terá o ex-vereador Marcelo Bluma candidato a prefeito e o Pastor Alvarenga como vice. Pelo MDB, partido do ex-governador e ex-prefeito da Capital André Puccinelli, concorrerá o deputado estadual Márcio Fernandes, tendo como sua vice a ex-vereadora Juliana Zorzo.

O PL será representado pelo também deputado estadual João Henrique Catan, e o advogado Jayme Magalhães Júnior será seu vice.

No Solidariedade, o candidato a prefeito será o ex-secretário de Infraestrutura Marcelo Miglioli. O PSC terá Paulo Matos como candidato a prefeito. No Podemos, a candidata será a delegada Sidineia Tobias.  

BRIGA INTERNA

O PSL ainda não tem definida sua chapa para concorrer ao pleito, pois a sigla trabalhava com o nome do vereador Vinícius Siqueira, porém o deputado federal Loester Trutis anunciou sua pré-candidatura de última hora e acabou vencendo Siqueira.  

Em razão da manobra, a presidente estadual da sigla, Soraya Thronicke, destituiu o diretório municipal encabeçado pelo deputado federal.

No mesmo dia, ela e Siqueira protocolaram na Justiça impugnação da candidatura de Trutis, ou seja, o eventual candidato do PSL será decidido após decisão judicial.

Candidatos a prefeito confirmados:

PSD – Marcos Trad

PDT – Dagoberto Nogueira

PT – Pedro Kemp

Avante – Sérgio Harfouche

PP – Esacheu Nascimento

Novo – Guto Scarpanti

PV – Marcelo Bluma

MDB – Márcio Fernades

Psol – Cris Duarte

Podemos – Sidineia Tobias

PSC – Paulo Matos

PSL – Vinícius Siqueira ou Loester Trutis

(Justiça deve definir)

PL – João Henrique  

SD – Marcelo Miglioli

 

Felpuda


A lista do Tribunal de Contas de MS, com nomes de gestores que tiveram reprovados os balanços financeiros de quando exerceram cargos públicos, está deixando muitos candidatos de cabeça quente.  Conforme previsto pelo Diálogo, adversários estão se utilizando de tais dados para cobrar, principalmente nas redes sociais, deixando alguns gestores na maior saia justa e tendo que se explicar. O eleitor, por enquanto, só observa. E dê-lhe!