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DEFINIÇÃO

Presidente nacional, Bivar cancela convenção do União Brasil marcada para este sábado em MS

Com isso, o 1º suplente de deputado estadual Rhiad Abdulahad é o novo presidente estadual do partido

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O presidente nacional do União Brasil, deputado federal Luciano Bivar, divulgou, nesta sexta-feira (28), o Ofício - UBR/DN nº 001/2023 em que reconhece a decisão do desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que tornou válida a convenção da Executiva estadual realizada no dia 4 de abril deste ano e na qual foi eleito como presidente o 1º suplente de deputado estadual Rhiad Abdulahad.

Dessa forma, está cancelado o edital publicado na segunda-feira (24) no Portal do Correio do Estado pela Comissão Executiva Nacional do União Brasil, que convocava os convencionais de Mato Grosso do Sul para participar da convenção estadual do partido, a ser realizada amanhã (29), a partir das 8 horas, no auditório do Indaiá Park Hotel, em Campo Grande (MS).

“Reportando-me ao Ofício nº 6089/2023, de 27 de abril de 2023, informo a Vossa Excelência que a Convenção Ordinária do Estado do Mato Grosso do Sul, prevista para se realizar no dia 29 de abril de 2023, na cidade de Campo Grande, teve sua convocação cancelada por ato da Comissão Regional, conforme se extrai do Edital em anexo, nada mais restando a Nacional para dar cumprimento à decisão exarada. Sem mais para o momento, apresento os meus cordiais e respeitosos cumprimentos”, trouxe ofício assinado por Luciano Bivar e endereçado ao desembargador Marcos José de Britto Rodrigues.

Para Rhiad Abdulahad, a decisão do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, respeita a democracia partidária. “São pessoas que apenas tumultuaram com objetivo de prejudicar a construção partidária. Espero que possamos encerrar definitivamente essa discussão e focar no que realmente importa, que é a construção do nosso partido”, declarou.

A princípio, o cancelamento da convenção que estava marcada para a manhã de sábado coloca um fim na disputa travada entre os grupos ligados à senadora Soraya Thronicke e à ex-deputada federal Rose Modesto pelo comando do partido em Mato Grosso do Sul.

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Confira a decisão

Na tarde de ontem (27), o magistrado determinou que seja fosse comunicada ao Diretório Nacional do União Brasil e ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) sua decisão que tornou válida a convenção da Executiva estadual que elegeu Rhiad Abdulahad.

“Diante do exposto, expeça-se, com urgência, os ofícios aos órgãos mencionados, remetendo cópia integral da decisão concessiva de efeito suspensivo, bem como deste provimento. Após, considerando que o recurso já se encontra devidamente instruído e processado, aguarde-se o decurso de prazo para eventual reclamo contra os posicionamentos adotados e, em seguida, tornem os autos conclusos, a fim de que seja julgado, pelo Colegiado deste Tribunal, a eventual perda do seu objeto ou se deve ou não ser provido”, destacou.
 
Ainda em sua decisão, Marcos José de Brito Rodrigues pontuou, “tendo em vista que ainda há uma decisão deste Tribunal hígida e válida, o mínimo que se esperava é que - além da expedição de ofício ao TRE-MS, comunicando-se da sentença de extinção do feito (mesmo sem o devido trânsito em julgado) - aquele Órgão Eleitoral e a Comitiva Nacional do Partido fossem devidamente informados daquilo que este Sodalício já havia deliberado e que, repito, continua produzindo seus efeitos, pois não cabe ao magistrado de primeiro grau fazer juízo de valor, ainda que implicitamente, se um recurso deve ou não ser conhecido e, sim, fazer cumprir as providências determinadas em Segundo Grau”, ressaltou.
 
O desembargou ressaltou que “não cabe ao juiz singular imiscuir-se se o TRE-MS ou a Comitiva Nacional do Partido vão ou não cumprir a decisão deste Tribunal, em virtude de ter proferido uma sentença de mérito, dada a renúncia formulada pelo autor-agravado (ainda não transitada em julgado), e, sim, atender uma ordem de Segundo Grau, fazendo as mesmas comunicações que teve todo o cuidado de emitir, quando proferiu suas decisões de tutela de urgência concessivas e, após, a sentença de extinção do feito”.
 
Para finalizar, ele completou que “causa estranheza no presente feito que imediatamente ao tomar conhecimento da decisão que suspendeu os efeitos do pronunciamento jurisdicional de primeiro grau, o autor-agravado tenha requerido a extinção do feito, pela renúncia em que se funda a ação".
 
“Frisa-se, com veemência, que não se está aqui tolhendo tal garantia ou mesmo se exigindo concordância da parte adversa, contudo, é nítido que o recorrido tem se utilizado do Poder Judiciário não para fazer valer seu direito e, sim, para tumultuar e/ou resolver dissonâncias pessoais ou partidárias, mormente se já sabia, como ele mesmo informa, que, antes da interposição do agravo de instrumento em 17/04/2023 e da decisão concessiva de efeito suspensivo ao reclamo em 24/04/2023, já havia da Diretiva Nacional do Partido uma determinação anulando todos os atos praticados pela Comissão Executiva Estadual, em especial a convenção e as eleições por ela eventualmente realizadas e aprazando, na sequência, eleições para o próximo dia 29/04/23”, relatou.
 
No entendimento de Marcos José de Brito Rodrigues, “Ora, se a tal deliberação, realmente, ocorreu em 05/04/2023 (p. 214) e foi devidamente comunicada aos responsáveis (tanto que o agravado já estava ciente desde ao menos 11/04/2023 – p. 174), qual o motivo de se aguardar tanto tempo e pleitear a extinção do feito somente após a decisão deste Relator, se não é para causar anarquia, confusão processual e utilização indevida da Justiça para fins pessoais/partidários”.
 
O magistrado destacou que “o recorrido deixa claro que a Diretiva Nacional do Partido tomou conhecimento das decisões concessivas de tutela de urgência pelo magistrado singular, antes de anular os atos praticados pela agravante, ou seja, baseou-se em provimentos jurisdicionais que posteriormente tiveram seus efeitos sobrestados por decisão de Tribunal”.

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Domingo

Pardal passa a receber denúncias de propaganda eleitoral irregular a partir do dia 16

Ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral

14/08/2026 14h15

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para o recebimento de denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições Gerais de 2026, ferramenta disponível a partir deste domingo (16), prazo inicial para propagandas eleitorais.

O recurso permite que eleitoras e eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pela fiscalização desse tipo de infração.

A regulamentação foi estabelecida pela Portaria TSE nº 451/2026, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada dia 27 de julho no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

O objetivo é ampliar a participação da população na fiscalização das campanhas eleitorais e agilizar o encaminhamento de informações sobre possíveis irregularidades.

O sistema será composto por três módulos. O Pardal Móvel será um aplicativo gratuito para smartphones e tablets, disponível nas plataformas Google Play e App Store.

Pardal ADM

Já o Pardal ADM será utilizado exclusivamente pela Justiça Eleitoral para gerenciar as denúncias recebidas, enquanto o Pardal Web permitirá o acompanhamento de estatísticas dos registros.

Para utilizar o aplicativo, será necessário fazer a autenticação por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar da identificação obrigatória, a identidade da pessoa denunciante permanecerá protegida por sigilo, independentemente da forma de acesso escolhida.

Ao registrar uma denúncia, o usuário deverá descrever a suposta irregularidade. Um agente automatizado fará uma classificação preliminar entre propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda irregular.

Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema exibirá orientações sobre o que é permitido ou proibido pela legislação eleitoral, medida que busca reduzir o número de denúncias equivocadas.

A classificação sugerida poderá ser alterada pelo próprio denunciante. Também será possível anexar fotos, vídeos, áudios e links relacionados ao caso. Após o envio, o sistema emitirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultada pelo aplicativo ou por um link enviado ao e-mail informado. A portaria prevê ainda que denúncias fora do escopo do Pardal sejam direcionadas aos canais competentes.

Casos relacionados à desinformação eleitoral serão encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos deverão ser enviadas aos canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

No ambiente interno da Justiça Eleitoral, o Pardal ADM permitirá que TREs e juízos eleitorais façam a gestão das denúncias por diferentes perfis de acesso, como administrador, triagem, cartório e consulta.

O sistema também possibilitará o encaminhamento automático das ocorrências às zonas eleitorais competentes, conforme critérios como município, categoria da denúncia ou equipe responsável pela análise.

Outra novidade é a possibilidade de envio de notificações eletrônicas a candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações mencionados nas denúncias para apresentação de esclarecimentos ou comprovação da regularização da situação.

Além disso, as ocorrências poderão ser autuadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe processual Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (Nipe), o que deve dar mais rapidez ao tratamento dos casos pela Justiça Eleitoral.

costura política

Candidato do PT ganha apoio de mais de 40 prefeitos bolsonaristas

O deputado federal Vander Loubet avança sobre base municipalista do senador Nelsinho Trad, que desistiu de tentar a reeleição

14/08/2026 07h40

Prefeitos Julio Buguelo e Juliano Ferro estão com Vander Loubet

Prefeitos Julio Buguelo e Juliano Ferro estão com Vander Loubet Montagem

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A previsão feita pelo deputado federal Vander Loubet (PT) logo após a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição começa a se confirmar.

Candidato ao Senado, o petista já conseguiu o apoio de mais de 40 prefeitos bolsonaristas que estavam alinhados à candidatura do senador antes de ele abrir mão da disputa para se tornar primeiro-suplente do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

O avanço ocorre justamente sobre uma das principais bases políticas construídas por Nelsinho durante os oito anos de mandato no Senado.

Após a mudança na chapa, Azambuja iniciou conversas com prefeitos ligados ao senador na tentativa de incorporá-los à sua campanha e também fortalecer o segundo candidato do PL ao Senado, o ex-deputado estadual Capitão Contar.

As articulações, entretanto, não têm impedido a migração de parte expressiva desses gestores para Vander, principalmente na definição do segundo voto ao Senado.

Como Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores neste ano, prefeitos ligados à base governista têm feito composições diferentes entre os candidatos.

O movimento já era previsto pelo próprio Vander em entrevista ao Correio do Estado no dia 4, logo após a confirmação da desistência de Nelsinho.

Ele afirmou que a retirada do senador provocaria uma reconfiguração completa da disputa e poderia colocá-lo em posição privilegiada para conquistar o eleitorado que acompanhava o parlamentar do PSD.

“O Nelson é um democrata. No Senado, votava matérias com o governo quando entendia que eram importantes para o Estado. Isso permitiu que trouxesse muitos investimentos para Mato Grosso do Sul. Eu acredito que isso vai me ajudar bastante para dialogar com esse eleitorado”, declarou, revelando que já tinha recebido telefonemas de mais de 30 prefeitos.

BOLSONARISTAS

Um dos casos que exemplificam essa movimentação é o do prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL). Mesmo pertencendo ao partido de Azambuja e Contar, Ferro anunciou na quarta-feira que seus dois candidatos ao Senado serão Reinaldo Azambuja e Vander Loubet.

“Meu segundo apoio vai para Vander Loubet. Todo mundo sabe da minha proximidade com o Vander. Já fiz três campanhas para ele e, ao longo desses anos como prefeito, foi um grande companheiro que nós tivemos aqui na Câmara dos Deputados”, justificou.

Ferro afirmou que decidiu manter o apoio ao petista em reconhecimento à atuação do deputado em favor de Ivinhema. Para o primeiro voto, declarou apoio a Azambuja, a quem atribuiu uma atuação municipalista durante os oito anos em que comandou Mato Grosso do Sul.

A mesma composição foi anunciada pelo prefeito de Glória de Dourados, Julio Buguelo (PSD). Filiado justamente ao partido de Nelsinho Trad, Buguelo declarou o primeiro voto ao Senado para Azambuja e o segundo para Vander, além de reafirmar apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

“Meu primeiro voto para o Senado é no nosso grande líder Reinaldo Azambuja. O segundo voto será no deputado federal Vander Loubet. Também estamos com o governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição e terá, em Glória de Dourados, um grande apoio. Vamos trabalhar para fazer a diferença e contribuir para a reeleição dele. Estamos juntos!”, declarou Buguelo.

O posicionamento do prefeito de Glória de Dourados reforça a estratégia de Vander de avançar sobre o segundo voto de gestores ligados à antiga base de Nelsinho sem exigir, necessariamente, um rompimento com Azambuja ou com o grupo político do governador.

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