Política

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Produtividade da Assembleia despenca

Produtividade da Assembleia despenca

Redação

17/09/2010 - 18h41
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lidiane kober

A campanha eleitoral parou a Assembleia Legislativa, provocando queda substancial na produtividade dos deputados estaduais. Balanço realizado pelo Correio do Estado aponta que, desde a largada oficial da corrida atrás de votos até o dia 14 deste mês, foram apresentados 26 projetos de lei, 50% a menos do que no mesmo período do ano passado, quando chegaram ao plenário 52 propostas. Dos 24 parlamentares, 20 correm atrás da reeleição, dois disputam vaga de deputado federal e apenas dois não se candidataram.
Os campeões em produtividade, no período, foram os deputados Júnior Mochi (PMDB) e Coronel Ivan (PRTB). Cada um apresentou quatro projetos. Houve parlamentar-candidato que não sugeriu nenhuma proposta. É o caso de Onevan de Matos (PSDB), Londres Machado (PR), Dione Hashioka (PSDB), professor Rinaldo (PSDB), Youssif Domingos (PMDB), Amarildo Cruz (PT) e Ary Rigo (PSDB).
Da mesma forma que os projetos de lei, caiu o número de decretos legislativos e de projetos de resolução apresentados de 6 de julho a 14 de setembro de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2009, conforme o portal de notícias da Assembleia, chegaram ao plenário três decretos legislativos e neste ano, um. No caso dos projetos de resolução, a produtividade despencou ainda mais: no ano passado surgiram 21 propostas e, em 2010, apenas uma.
Até mesmo as indicações, que costumam “chover” em cada sessão, diminuíram durante a campanha eleitoral. Desde a largada da corrida atrás de votos até o dia 14, foram apresentadas 299 sugestões, 64 a menos do que no mesmo período do ano passado.
Em plenário, é fácil detectar a causa da baixa produtividade, pois é comum vê-lo ocupado por três, quatro, cinco ou seis deputados. A maioria até vem à sessão, mas só para assinar a lista de presença e, depois, vai aos gabinetes ou embora.
Em março, quando o clima de campanha era mais ameno, os parlamentares ainda participavam com mais frequência dos encontros semanais para votar e apresentar projetos. Das 14 sessões realizadas, sete dos 24 deputados participaram de todas: Dione Hashioka, Paulo Duarte (PT), Pedro Kemp (PT), Pedro Teruel (PT), Zé Teixeira (DEM), Márcio Fernandes (PTdoB) e Coronel Ivan. Quem menos compareceu ao plenário — em 11 das 14 sessões — foram Akira Otsubo (PMDB), Jerson Domingos (PMDB) e Onevan de Matos.
Já em agosto, véspera das eleições, a frequência em plenário despencou. No total, ocorreram 12 sessões e quem menos participou foi Onevan (6) e Reinaldo Azambuja (7). Compareceram em todos os encontros Dione, Duarte, Kemp e Coronel Ivan.
A visita aos gabinetes dos deputados também decaiu com a proximidade do dia das eleições. Em agosto, passaram pelas salas dos parlamentares 2.931 pessoas, 2.222 a menos do que no mês de maio. Quem mais recebeu eleitores foi Marquinhos Trad (PMDB). O gabinete menos visitado, em maio, foi o de Maurício Picarelli (PMDB) e, em agosto, de Pedro Teruel.

CENÁRIO ELEITORAL

Riedel defende a continuidade da gestão e Fábio Trad pede novo modelo para MS

Os planos de governo diferem sobre o papel do Estado, a política de incentivos fiscais e as prioridades para o desenvolvimento

08/08/2026 07h35

Montagem Correio do Estado

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O confronto entre os planos de governo dos candidatos Eduardo Riedel, atual governador e que tenta a reeleição, pelo PP, e Fábio Trad, ex-deputado federal e que tenta ocupar o cargo, pelo PT, evidencia duas visões distintas para o futuro de Mato Grosso do Sul.

Enquanto Riedel sustenta sua candidatura nos resultados obtidos ao longo do atual mandato e propõe aprofundar as políticas em andamento, Fábio apresenta programa centrado no fortalecimento do Estado, na ampliação das políticas sociais e na revisão de estratégias adotadas pelas últimas gestões.

A análise foi feita pelo Correio do Estado com base nos programas divulgados pelos dois candidatos no DivulgaCandContas, portal administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que reúne informações sobre todos os candidatos registrados nas eleições brasileiras, além das prestações de contas de campanha.

A principal diferença está no diagnóstico da realidade estadual, pois, no plano de Riedel, MS é descrito como um estado que alcançou equilíbrio fiscal, atraiu investimentos, ampliou a industrialização, reduziu a pobreza e criou bases sólidas para um novo ciclo de desenvolvimento. 

A proposta para um eventual segundo mandato é consolidar esses avanços por meio de quatro eixos estratégicos: desenvolvimento econômico, proteção social, infraestrutura sustentável e modernização da gestão pública. 

Já Fábio Trad afirma que, apesar do crescimento econômico recente, o desenvolvimento ocorreu de forma concentrada e não reduziu suficientemente as desigualdades regionais e sociais.

O petista critica a centralização administrativa, a perda de capacidade de planejamento de longo prazo e a redução dos espaços de participação popular, defendendo um novo modelo de gestão com maior presença do Estado no interior e fortalecimento dos conselhos e conferências públicas. 

ECONOMIA

Na área econômica, ambos defendem industrialização, inovação tecnológica e aproveitamento da Rota Bioceânica, mas divergem sobre como alcançar esses objetivos.

Riedel aposta na continuidade da política de atração de investimentos privados e no fortalecimento do agronegócio, da bioeconomia, da agroindustrialização, da transformação digital e da economia verde. O plano também prevê expansão da infraestrutura logística, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo. 

Fábio Trad, por sua vez, propõe uma política de desenvolvimento regional voltada para reduzir desigualdades entre os municípios, criar polos industriais, fortalecer pequenas empresas e agricultura familiar, ampliar o papel do Banco do Povo e revisar os incentivos fiscais, condicionando-os à geração de empregos qualificados, à sustentabilidade e a mais transparência. 

SAÚDE

Na saúde, as diferenças também são marcantes, já que Riedel defende a continuidade da regionalização do atendimento, da telemedicina, da ampliação do Hospital Regional por meio de parceria público-privada e da reorganização da rede estadual de saúde. 

O plano de Fábio Trad critica justamente o modelo de terceirização e gestão por organizações privadas adotado nos hospitais estaduais, propondo maior protagonismo do poder público, fortalecimento da gestão direta, ampliação da estrutura hospitalar regional e redução das filas de consultas, exames e cirurgias.

GESTÃO

Na administração estadual, ambos defendem modernização e uso de tecnologia, mas com enfoques diferentes. O programa de Riedel enfatiza gestão por resultados, digitalização dos serviços públicos, transparência, eficiência administrativa e continuidade da transformação digital já iniciada. 

Fábio Trad propõe ampliar a participação popular nas decisões do governo, criar novos mecanismos de avaliação das políticas públicas, fortalecer a Controladoria-Geral do Estado, valorizar os servidores por meio de concursos e reajustes e implantar um portal de transparência com acompanhamento em tempo real de obras, contratos e filas da saúde.

SOCIAL

Nos programas sociais, Riedel afirma que pretende ampliar políticas já implantadas, mantendo programas como Mais Social, Energia Zero e ações voltadas à qualificação profissional e emancipação das famílias em situação de vulnerabilidade. 

Fábio Trad prioriza o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da educação pública, da assistência social, da agricultura familiar, além de políticas específicas para povos indígenas, quilombolas, juventude, mulheres e população negra, defendendo maior atuação direta do Estado na redução das desigualdades. 

MEIO AMBIENTE

Na pauta ambiental, ambos defendem sustentabilidade, porém, por caminhos distintos. Riedel destaca a continuidade da Lei do Pantanal, do mercado de carbono, dos programas de pagamento por serviços ambientais e da meta de neutralidade de carbono até 2030. 

O plano petista enfatiza a proteção do Pantanal, da Serra da Bodoquena e o enfrentamento das mudanças climáticas, associando preservação ambiental ao fortalecimento da agroecologia, da agricultura familiar e da economia de baixo carbono. 

Embora existam convergências em temas como inovação, infraestrutura, industrialização e sustentabilidade, os documentos revelam diferenças profundas quanto ao papel do Estado na economia, à condução das políticas públicas e ao modelo de desenvolvimento que cada candidato pretende adotar entre 2027 e 2030.

Política

Hertz Dias registra candidatura à Presidência sem declarar nenhum bem

Esta é a quinta eleição em que Dias participa

07/08/2026 23h00

Reprodução / TSE

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O professor Hertz Dias (PSTU) registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua candidatura à Presidência nesta sexta-feira, 7. Vanessa Portugal (PSTU) foi registrada como sua vice.

O candidato socialista não declarou nenhum bem, tornando-se o primeiro do pleito a não possuir nada. Portugal, em contrapartida, possui uma casa na cidade de Boa Esperança (MG) avaliada em R$ 200 mil, e um terreno no valor de R$ 80 mil no mesmo município.

Esta é a quinta eleição em que Dias participa. Ele concorreu à posição de vice-governador do Maranhão em 2010, à vice-presidência em 2018, à prefeitura de São Luís (MA) em 2020 e à presidência em 2022. O político não ganhou nenhum pleito.

A candidatura também é a quarta chapa puro-sangue a ser registrada na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto em 2026 Essa eleição irá possuir apenas uma candidatura formada por dois partidos, se tornando a com menor quantidade de alianças desde a redemocratização.

O programa político de Dias é focado no trabalhador, propondo o fim da escala 6x1, o aumento geral dos salários, a isenção de Imposto de Renda para assalariados e a revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária.

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