Política

IMBRÓGLIO

PSDB de MS só define na terça-feira nova executiva do partido

Provável escolhido para presidente da sigla, Beto Pereira não confirma que o presidente nacional já teria batido o martelo

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O imbróglio sobre quem vai presidir a executiva provisória do PSDB em Mato Grosso do Sul após a saída do ex-governador Reinaldo Azambuja para o PL vai continuar pelo menos até terça-feira, conforme informou na sexta-feira o deputado federal Beto Pereira ao Correio do Estado.

O parlamentar, que é um dos cotados para comandar a legenda no Estado pelo menos até a abertura da janela partidária do próximo ano, não procede que o presidente nacional tucano, deputado federal Aécio Neves (MG), teria definido, na convenção nacional da sigla, quem liderará a executiva estadual.

“Não tem nada disso. Ficou alinhado que, na próxima terça-feira, em Brasília (DF), eu, os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, bem como os deputados estaduais Pedro Caravina e Lia Nogueira, vamos participar de uma reunião para acertar quem assumirá o comando da executiva provisória do PSDB de Mato Grosso do Sul”, garantiu, lembrando que, no momento, o vice-presidente Geraldo Resende está no comando.

Beto Pereira explicou ao Correio do Estado que estão interessados no cargo, além dele mesmo, o deputado federal Geraldo Resende e o deputado estadual Pedro Caravina.

“Espero que a escolha do nome seja em consenso para evitar atritos desnecessários às vésperas das eleições gerais do próximo ano, ainda mais depois que o partido perdeu as suas duas maiores lideranças”, declarou, referindo-se a Azambuja e ao governador Eduardo Riedel, que trocou o ninho tucano pelo PP.

Questionado se caso seja escolhido para assumir a executiva provisória do PSDB em Mato Grosso do Sul atrapalharia os seus planos para as eleições de 2026, o deputado federal negou e reforçou que é um político de grupo.

“O time vai definir. Se for melhor eu continuar no partido para fortalecer a legenda para o pleito de 2026, ficarei, mas, se o grupo entender que será melhor eu ingressar em um outro partido, farei isso”, assegurou.

A resposta do parlamentar é em decorrência dos boatos darem conta de que ele estaria de mudança para o Republicanos para tentar a reeleição no próximo ano, entretanto, caso seja o escolhido por Aécio Neves para presidir a executiva provisória do PSDB no Estado, ficaria complicado para Beto Pereira abandonar o ninho tucano com o jogo eleitoral em andamento.

Por enquanto, até que a janela partidária seja aberta em março de 2026, todos os seis deputados estaduais e os três deputados federais do PSDB vão continuar no ninho tucano, depois, é bem provável que, pelo menos, quatro estaduais e dois federais possam procurar novos ares para a disputa do pleito do próximo ano.

CONVENÇÃO NACIONAL

O deputado federal Aécio Neves foi eleito por unanimidade, na quinta-feira, para presidir o diretório nacional do PSDB no biênio 2025-2027. A escolha foi durante reunião semipresencial na sede do partido em Brasília.
 Ao saudar os presentes, ele destacou a presença do PSDB na história brasileira.

“Para onde quer que se olhe para o Brasil do nosso tempo, lá estará o PSDB. Está nas boas práticas de governo, nas políticas públicas mais avançadas. O PSDB tem autoridade histórica e moral para recolocar os debates essenciais no centro da política brasileira”, disse.

A reunião foi acompanhada por representantes de outros sete partidos, número que, para Aécio, simboliza a importância de reconstruir pontes no cenário político.

“O Brasil precisa urgentemente recuperar a capacidade de dialogar de forma madura e responsável. A presença de diversos partidos no evento de sua eleição já mostrou a capacidade do PSDB de liderar essa conversa”, afirmou.

Ao transmitir o comando do partido, Marconi Perillo destacou que a mudança ocorre de forma serena e construtiva. “O PSDB oferece coerência num tempo de oportunismo e equilíbrio num tempo de radicalização. É com tranquilidade e confiança que passo a presidência ao meu amigo Aécio Neves. Ele conhece o partido de ponta a ponta e tem a articulação que o momento exige”, assegurou.

Os dois estão trocando de cadeiras, pois Perillo será agora presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), cargo que era de Aécio. O novo tesoureiro-geral, o deputado federal Paulo Abi-Ackel, também destacou o simbolismo do momento.

“Aécio Neves e Marconi Perillo têm papel decisivo no renascimento desta esperança chamada PSDB. Com experiência, equilíbrio e visão de futuro, Aécio inaugura uma nova etapa na história do partido. Estamos retomando o nosso lugar entre os maiores partidos do Brasil. O PSDB volta a ser protagonista da política nacional.”
 O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), prestigiou o encontro e destacou a importância dos tucanos para o Brasil. “O PSDB tem plena condição de engrandecer o debate nacional e de fazer da política uma ferramenta de construção e melhoria da vida do nosso país”, falou.

A deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, esteve no evento e recordou sua ligação histórica com o PSDB, citando seu pai, José Masci de Abreu, e mencionando ter uma estátua do tucano em seu gabinete.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, que também prestigiou a eleição, relembrou sua proximidade com o partido e contou que, em todos os seus mandatos, usou óculos da mesma marca de Fernando Henrique Cardoso, em quem votou para presidente.

De outras legendas, ainda estiveram presentes os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP), Altineu Côrtes (PL), Márcio Alvino (PL), Isnaldo Bulhões (MDB) e Pedro Campos (PSB). O evento estava também lotado de lideranças tucanas, como o deputado federal Adolfo Viana, que é o novo secretário-geral do partido, o senador Plínio Valério, líder do PSDB no Senado, o ex-prefeito Paulo Serra, que o novo 1º vice-presidente, outros deputados federais, prefeitos, vereadores e militantes.

Os presidentes do segmento também marcaram presença. Do PSDB-Mulher, Cinthia Ribeiro, do Diversidade tucana, Edgar de Souza e do Tucanafro, Gabriela Cruz.

Na ocasião, ainda foi lançado o livro “Conquistas e Legados”, que conta a história do PSDB e de que forma o partido contribuiu com o Brasil.

*SAIBA

Confira a Comissão Executiva Nacional, o Conselho Fiscal e o Conselho Político Nacional:

Comissão Executiva Nacional (2025-2027)
Presidente de honra: Fernando Henrique Cardoso
Presidente: 
Aécio Neves da Cunha
1º vice-presidente: Paulo Serra
Vice-presidente: Beto Richa
Vice-presidente: Maria Estela Kubitschek Lopes
Vice-presidente: Giuseppe Vecci
Vice-presidente: Marcos Vieira

Secretário-geral: Adolfo Viana
1º secretário: Sávio Neves
Tesoureiro: Paulo Abi-Ackel
Tesoureiro adjunto: Pedro Henrique Pessoa

Membros natos
Líder na Câmara dos Deputados
Líder no Senado 
Presidente do ITV: Marconi Perillo
Presidente do PSDB-Mulher: Cinthia Ribeiro

Vogais

1. Plínio Valério
2. Geraldo Resende
3. Daniel Trzeciak
4. Moema São Thiago
5. Lena Pinto
6. Hildon Chaves
7. Thelma de Oliveira
8. Luiz Paulo Velloso Lucas
9. Gabriela Cruz
10. Luiz Carlos Jr.

Suplentes

1. Eliane Pinheiro
2. Leonídio Bouças
3. Maria Neiva
4. Marisa Serrano
5. Vinícius Camarinha
6. Emília Pessoa
7. Célia Leão
8. Eduardo Mantoan
9. Teresa Bergher
10. Marco Aurélio Costa

Conselho Fiscal

Titulares
1. Maria de Lourdes Abadia
2. Nilson Pinto
3. Luigi D’Angelo

Suplentes

1. Guilherme Gosling
2. Kamyla Castro
3. Luiz Carlos Lopes Correa

Conselho Político Nacional

Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidentes:
Tasso Jereissati
Pimenta da Veiga
Teotônio Vilela
José Aníbal
José Serra
Eduardo Azeredo
Aécio Neves
Bruno Araújo
Marconi Perillo

Líder na Câmara dos Deputados
Líder no Senado 
Presidente da Comissão Executiva Nacional

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SEM DEFINIÇÃO

Simone Tebet mira Senado Federal, sem descartar candidatura em SP

Ministra três-lagoense deve deixar a Pasta do Planejamento e Orçamento até 30 de março e diz que seu futuro para as eleições de 2026 deve ser decidido antes do Carnaval

30/01/2026 12h55

Comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo. 

Comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante o lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP) na manhã desta sexta-feira (30), no auditório do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) em São Paulo, a atual Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil elucidou alguns mistérios ligados a seu nome e as eleições de 2026, indicando que mira o Senado, mas sem ainda descartar uma candidatura pelo Estado paulista. 

Segundo a ministra três-lagoense, que integra a base do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), após conversa com o presidente, a primeira de pelo menos mais uma que pretende ter, a certeza que a chefe do Planejamento e Orçamento pode repassar ano momento é que deve deixar a Pasta até o próximo dia 30 de março. 

Ainda assim, ela comenta que entre os projetos em sua mira está um possível retorno ao Senado Federal, onde esteve entre 2015 e 2023, sem descartar em definitivo ainda uma disputa pela cadeira como chefe do Executivo de São Paulo. 

"Começamos a discutir com o presidente apenas a minha candidatura ao Senado Federal. Discutimos o cenário de incertezas internacionais e também o econômico e político no Brasil. Depois fizemos alguns exercícios, para ver onde eu posso cumprir melhor minha missão. Não fechamos nada ainda", frisa. 

Entretanto, em quebra-queixo com a imprensa no evento, a três-lagoense foi cautelosa em evidenciar os nomes presentes nesta disputa. 

"Na semana que vem, provavelmente, nós teremos uma definição. Só discutimos a questão do Senado Federal. Eu, particularmente, entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, chegar a levar, inclusive, para um segundo turno...  que é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin", comentou. 

Colégio eleitoral em jogo

Mesmo que a primeira das pautas tenha sido a discussão a respeito do Senado Federal, Simone afirma que ainda não foi discutido, porém, a questão de por qual colégio eleitoral em si a três-lagoense deve disputar as eleições em 2026. 

"Não houve esse detalhe. Eu me coloquei à disposição do presidente. Como houve essas discussões, vai ser candidato ao Senado; ao Governo, pelo Mato Grosso Sul, por São Paulo. Eu deixei claro para o presidente: vou deixar a minha vontade pessoal de lado, e só ele sabe qual e porque eu disse a ele, para atender a um projeto político de País. Não me respondeu qual é nem me disse onde tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral", afirmou. 

Além disso, ela não negou que, no passado, houveram convites de outras siglas partidárias, como do próprio Partido Socialista Brasileiro, e de propostas vindas pelos mais variados canais de comunicação. 

"Isso foi lá atrás, Tenho carinho pelos membros do PSB, a começar pelo próprio VPR. O vice-presidente já esteve mais de uma vez no meu gabinete discutindo o projeto de País, o projeto de lei, da lei da paternidade junto com o Pedro Campos... outras demandas e pautas que temos em comum.

Houve do PSB, como teve também de outros partidos, até por Whatsapp, dizendo que querem conversar, quando eu teria agenda. Não estou discutindo isso e não está no meu radar. Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político", confirmou. 

Também, ela citou que, assim como chegou a escrever em manifesto - mas retirou a pedido de Lula - que não aceitaria cargo ao apoiar o atual presidente na última eleição, dessa vez não impõe qualquer condição para ser candidata ou não, o que incluiria que também não houve negociação para seguir na equipe do governo federal em um possível novo mandato do petista. 

"Não era nem para eu estar no Ministério. O presidente me convidou três vezes para eu aceitar a Pasta do Planejamento e Orçamento, porque eu achava que meu apoio no segundo turno tinha que ter legitimidade e, para isso, eu não podia ocupar cargo. Escrevi no meu manifesto isso e ele mandou tirar.

Eu falei: 'presidente, eu vou tirar, mas eu não vou aceitar o ministério porque não tem sentido'. A única coisa que ele me pediu quando eu conversei com ele do primeiro para o segundo turno, eu tirei e depois de três tentativas eu fui atender o convite do presidente Lula no dia 27 de dezembro, quatro dias antes da minha posse de ministra", concluiu.  

 

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MATO GROSSO DO SUL

Conselho de Ética antecipa fim do recesso e retoma julgamento de Marcos Pollon

Deputado do PL-MS é acusado de quebra de decoro após episódio ocorrido em agosto de 2025 na Câmara

30/01/2026 12h11

A convocação ocorre antes do início oficial dos trabalhos legislativos de 2026

A convocação ocorre antes do início oficial dos trabalhos legislativos de 2026 Divulgação

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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados antecipou o retorno do recesso legislativo e convocou reunião para a próxima terça-feira, 3 de fevereiro, para dar continuidade ao julgamento do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), acusado de quebra de decoro parlamentar. A sessão também envolve os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

A convocação ocorre antes do início oficial dos trabalhos legislativos de 2026 e prevê a retomada das oitivas de testemunhas relacionadas aos episódios ocorridos em agosto de 2025, quando Pollon e outros parlamentares ocuparam a Mesa Diretora da Câmara e proferiram ofensas ao então presidente da Casa, Hugo Motta. A pena prevista no processo é de até 90 dias de suspensão do mandato.

O julgamento havia sido interrompido em 12 de dezembro de 2025, após uma sessão marcada por impasses regimentais e pela ausência de Pollon, que apresentou atestado médico após passar mal durante reunião do Conselho no dia anterior.

Na ocasião, os trabalhos foram encerrados depois que o advogado designado pela própria Câmara para atuar na defesa do parlamentar desistiu da representação, alegando falta de condições para exercer a função.

Durante aquela reunião, nenhuma das nove testemunhas previstas foi ouvida, apesar de mais de duas horas de debates. Parlamentares aliados de Pollon sustentaram que a ausência do deputado impediria o prosseguimento das oitivas.

O vice-presidente do colegiado à época, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), que presidiu os trabalhos, argumentou que o regimento interno permitia a continuidade da sessão mesmo sem a presença do acusado, desde que garantidos o contraditório e a ampla defesa.

O advogado Clebson Gean da Silva, designado como defensor ad hoc após a renúncia do advogado particular de Pollon, declarou ao colegiado que não continuaria na defesa após relatar ter sido ameaçado de representação pelo próprio deputado. Segundo ele, a falta de diálogo com o parlamentar comprometeria o exercício da advocacia.

A ausência de Pollon foi justificada por licença médica de nove dias, concedida após sofrer crise aguda decorrente de hiperestímulo, associado a pico hipertensivo súbito, durante sessão da Comissão de Ética. Ainda assim, o Conselho decidiu não suspender definitivamente o processo, apenas adiando as oitivas.

Desde então, o caso tem sido alvo de questionamentos por parte da defesa do deputado sul-mato-grossense, que alega irregularidades na condução do processo, como a tramitação conjunta dos três parlamentares e a não oitiva de testemunhas indicadas pela defesa. 

As reclamações levaram o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a acompanhar o julgamento, após denúncia formal do então advogado de Pollon, Ricardo de Sequeira Martins, que também renunciou à defesa.

Com a nova convocação, o Conselho de Ética pretende retomar os depoimentos interrompidos no fim do ano passado e avançar na instrução do processo.

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