Política

Mudança de rumo

PSDB deve passar por debandada em MS, diz deputado

Com a executiva nacional cometendo uma "besteira atrás da outra" e desrespeitando parlamentares, Dagoberto afirma que mais nomes devem deixar o ninho tucano

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O deputado estadual Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), que inicialmente havia assumido o compromisso de tentar manter o partido no Estado, anunciou que deixará a sigla para se filiar ao Progressistas (PP).

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, Dagoberto criticou o posicionamento da direção estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que pode levar à saída de outros nomes do partido.

O deputado afirmou que estava fazendo “um sacrifício” para permanecer no PSDB, uma vez que, segundo ele, assim como o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), não queria que o partido acabasse no Estado, e essa também era sua vontade.

“De fato, fiquei 31 anos no PDT e queria ficar mais 31 no PSDB. Fiquei quatro anos no PSDB, fui eleito nesse período, entrei nessa fase, e, depois desses quatro anos, agora a direção nacional faz uma coisa comigo que acho um desrespeito, e não é a primeira vez que faz isso”, disse Dagoberto.

Com o enfraquecimento da sigla em nível nacional, ele atribui a responsabilidade à direção nacional, que tem como presidente Aécio Neves, eleito para o biênio 2025-2027.

“O Reinaldo também queria que o partido fosse mantido aqui, e nós estamos fazendo de tudo. Só que eles não fazem nada para que o partido sobreviva. Uma besteira atrás da outra, é um desleixo em relação aos deputados, e aí vai acabar saindo todo mundo do partido mesmo. Eu não quero mais ficar.”

Passaralho no ninho

Pela primeira vez desde a fundação da sigla, o PSDB não lançou candidato à Presidência da República em 2022.

Sem um nome que colocasse o partido no páreo, devido a brigas internas entre diferentes alas — que envolveram o ex-governador de São Paulo João Doria e um alinhamento mais à direita —, a crise acabou refletindo diretamente na identidade da sigla.

Em nível nacional, os tucanos também viram o vice-presidente Geraldo Alckmin deixar o partido para integrar a chapa do presidente Lula. Além dele, outros nomes saíram, como o ex-ministro da era FHC e um dos fundadores da sigla, Xico Graziano.

Com a perda de figuras e espaço, o resultado pôde ser visto nas eleições de 2022, quando o partido conquistou 13 cadeiras, número bem inferior ao de 2018, quando elegeu 32 deputados federais.

Minguando

Além do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL-MS), que deixou o PSDB após cerca de 30 anos, outros nomes também saíram do partido, como o ex-candidato à Prefeitura de Campo Grande Beto Pereira (Republicanos-MS) e o governador Eduardo Riedel (PP).

Também deixaram a sigla os deputados estaduais Mara Caseiro, Zé Teixeira, Jamilson Name (PL) e Paulo Corrêa (PP).

Em uma tentativa de reestruturação, que pode estar com os dias contados, permaneceram no partido o deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) e ex-secretário de Saúde do Estado. No entanto, Resende também anunciou a saída.

Com nomes fortes buscando outros rumos, a legenda seguiu perdendo capital político, inclusive com o rompimento da federação com o Cidadania, anunciado pela executiva nacional em fevereiro de 2025, durante reunião em Brasília.

A federação foi formada em 2022 por causa da cláusula de barreira, regra que exige que o partido alcance determinado número de votos e parlamentares para ter acesso ao fundo partidário e a mais tempo de propaganda na TV e no rádio.
 

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ELEIÇÕES 2026

Vander diz que desistência de suplente é normal e que foco é unidade e resultados

O deputado federal afirma que decisão de Maurício Bumlai foi recebida "com tranquilidade" e reforça compromisso com projeto político de Lula

22/06/2026 09h47

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente Arquivo

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O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado Federal, divulgou nota nesta segunda-feira (22) em resposta à reportagem publicada pelo Correio do Estado que apontou uma possível crise interna na composição de sua chapa, após a recusa do empresário Maurício Bumlai em permanecer como primeiro suplente.

Na manifestação, Vander afirma que recebeu “com tranquilidade” a decisão de Bumlai e reforça que o convite foi uma iniciativa pessoal, construída com “respeito, diálogo e reconhecimento à trajetória política” do empresário. Ele destaca ainda que Bumlai, filiado ao PSB, integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e segue alinhado a um projeto político comum.

O parlamentar sustenta que segue comprometido com a construção de unidade em torno da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano e da formação de um campo político amplo em Mato Grosso do Sul.

Conforme ele, a prioridade é fortalecer um projeto voltado à democracia, ao desenvolvimento e à justiça social. Vander também menciona que mantém diálogo político com a senadora Soraya Thronicke (PSB) em pautas de interesse do Estado e do país, ressaltando a importância de parcerias institucionais, independentemente de diferenças partidárias.

Na nota, o deputado ainda cita questionamentos envolvendo a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, que é pré-candidata a deputada federal pelo PSDB, afirmando que ela deve ser reconhecida por sua trajetória e ideias, e não por relações pessoais. Ele criticou o que chamou de especulações e diz que não pretende transformar decisões partidárias ou vínculos pessoais em “combustível para disputas políticas”.

Ao final, Vander afirma que está focado no trabalho e na agenda política. “A população espera de nós menos ruído e mais resultados”, declarou, reforçando que seguirá atuando em defesa de Mato Grosso do Sul e da construção das candidaturas do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

Entenda o caso

A reação ocorre após a pré-candidatura de Vander ao Senado sofrer um revés com a desistência de Maurício Bumlai de integrar a chapa como primeiro suplente. Em reunião no fim de semana, o empresário comunicou a retirada do apoio ao projeto eleitoral e sua saída da composição.

A decisão expôs um racha no PT de Mato Grosso do Sul e aprofundou tensões internas no grupo político. Bumlai teria demonstrado insatisfação com o ambiente de disputas internas envolvendo aliados do próprio partido e críticas públicas direcionadas à ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a crise se agravou após declarações atribuídas a lideranças petistas sobre a pré-candidata, o que foi interpretado como ataques pessoais e políticos. O episódio provocou desgaste na articulação da chapa e levou a reações dentro do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

O episódio também repercutiu no entorno de Vander às vésperas de agendas políticas importantes, incluindo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, que vinha sendo tratada como momento estratégico para fortalecimento da pré-candidatura ao Senado. O cenário, porém, passou a ser marcado por tensões internas e rearranjos no grupo político.
 

Eleições 2026

Recusa de suplente expõe racha no PT e abre crise na chapa de Vander ao Senado

O empresário Maurício Bumlai não teria gostado dos ataques contra Viviane Luiza orquestrados por Zeca, Camila e Luiza Ribeiro

22/06/2026 08h00

Deputados Zeca do PT, Camila Jara e Vander Loubet teriam rompido com desistência de suplente

Deputados Zeca do PT, Camila Jara e Vander Loubet teriam rompido com desistência de suplente Montagem

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A pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado sofreu um duro revés neste fim de semana. Em reunião realizada no sábado, o empresário Maurício Bumlai recusou o convite para ser o primeiro suplente da chapa petista e comunicou a retirada de apoio ao projeto eleitoral do parlamentar. 

A decisão expôs o racha no PT de Mato Grosso do Sul e provocou o rompimento de Vander com o deputado estadual Zeca do PT e a deputada federal Camila Jara, justamente às vésperas da visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Estado.

Conforme apurou o Correio do Estado, Bumlai avisou Vander de que não aceitaria mais integrar a chapa ao Senado diante da incapacidade do deputado federal de conter os ataques feitos por Zeca do PT, Camila Jara e pela vereadora Luiza Ribeiro contra a ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza (PSDB), pré-candidata a deputada federal.

Principal articulador da pré-campanha de Viviane à Câmara dos Deputados, Bumlai já vinha demonstrando irritação com o ambiente de hostilidade criado dentro do campo político ligado ao presidente Lula. 

A gota d’água, porém, foi uma declaração atribuída a Zeca do PT, segundo a qual Viviane Luiza teria “comprado” o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, para ajudar em sua pré-candidatura.

A fala foi recebida por Bumlai como um ataque que ultrapassou os limites da disputa política local. Na avaliação do empresário, além de atingir Viviane, a acusação também representou desrespeito a um integrante do primeiro escalão do governo federal, evidenciando que Zeca, Camila e Luiza Ribeiro não respeitam sequer um ministro da gestão petista.

A reação de Vander agravou a crise, pois, irritado com a decisão de Bumlai e com o desgaste provocado pelo fogo amigo dentro do PT, o deputado federal rompeu com Zeca do PT e Camila Jara. 

Segundo apurou a reportagem, Vander avisou que os dois terão de “fazer campanha sozinhos” nas eleições deste ano, recado que atinge diretamente os planos de reeleição do deputado estadual e da deputada federal, bem como de Luiza Ribeiro, que também é pré-candidata a deputada estadual.

LULA LÁ

O abalo ocorre em um momento especialmente sensível para Vander. Na quinta-feira, Lula estará em Mato Grosso do Sul para cumprir agenda em Ponta Porã, no Assentamento Itamarati, onde participará da entrega de 1.400 títulos de regularização fundiária. 

Além do ato oficial, a visita presidencial vinha sendo tratada por aliados como uma oportunidade para reforçar o palanque do campo democrático no Estado e impulsionar a pré-candidatura de Vander ao Senado.

A presença de Lula mobiliza lideranças da aliança formada por PT, PCdoB, PV e PSB, entre elas o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo do Estado, e da senadora Soraya Thronicke (PSB), que deve buscar a reeleição. 

No entorno de Vander, a avaliação era de que a passagem do presidente por Mato Grosso do Sul serviria para consolidar o nome do deputado federal como principal aposta do lulismo na disputa por uma vaga no Senado.

O cenário, porém, mudou de tom com a recusa de Maurício Bumlai. Além de esvaziar a composição da chapa, a saída do empresário – considerado peça-chave na articulação da pré-candidatura de Viviane Luiza e interlocutor de peso no grupo político – transforma em desgaste interno uma agenda que deveria servir de vitrine para Vander.

* Saiba 

Cada candidato ao Senado disputa a eleição acompanhado de dois suplentes, indicados no registro da chapa. Eles não aparecem na urna, mas fazem parte da composição oficial.

Os suplentes assumem o mandato, caso o senador titular deixe o cargo, de forma temporária ou definitiva. 

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