Política

LAVA JATO

PSL despreza deputados e faz da filiação uma convenção municipal

Parlamentares não foram informados sobre posse da nova diretoria do partido em Campo Grande

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Os parlamentares estadual e federal, Coronel David, e Luiz Ovando, respectivamente, vem sendo desprezados pela atual diretoria do PSL em Mato Grosso do Sul, presidida provisoriamente pela senadora Soraya Thronicke. No sábado (6) o partido está divulgando um ato de filiação, porém, será empossada a nova executiva provisória da agremiação em Campo Grande, tendo o deputado estadual Capitão Contar como presidente. Coronel David e o Luiz Ovando, não foram informados sobre a posse. Ambos já reclamaram antes de não serem avisados sobre os atos da diretoria estadual. 

De acordo com informações de bastidores, nenhum dos dois parlamentares foram convidados ou informados sobre a posse da nova diretoria do partido na Capital.   Colega de Contar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Coronel David, é amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e já declarou anteriormente que caso o presidente troque de agremiação ele deve seguir os mesmos passos. 

Coronel David e Capitão Contar têm interesse de disputar a Prefeitura de Campo Grande e está à frente do partido no período eleitoral é de extrema importância. 

Luiz Ovando disse ao Correio do Estado que Capitão Contar apenas o telefonou chamando para o ato de filiação, mas contou sobre a posse. O deputado federal não deve ir ao evento, marcado para ser realizado na Câmara Municipal de Campo Grande.  “O Capitão Contar, que não é presidente e não tem nenhum cargo, me telefonou e pediu para eu participar. Eu disse que não iria, antes vou ter uma conversar com a Soaraya de pedidos que fiz para ela. Temos que pacificar o partido e isso não aconteceu ainda. Eu vou procurar e ver se a gente consegue resolver isso. Isso não estou sabendo (da posse da diretoria) e nem ele me falou (pelo telefone quando fez o convite)”, destacou. 

A informação que será feita a posse na nova diretoria foi divulgada pelo deputado federal, colega de Luiz Ovando, Loester Trutis, que seria do grupo da senadora Soraya dentro do partido. Questionado sobre o fato da diretoria provisória da Soraya ter expirado e estar inativa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e como deveriam fazer o ato de  filiação, Trutis informou sobre a posse.

“Nós conseguimos mais tempo para fazer a convenção. Vamos fazer a filiação no sábado e também será anunciada a nova executiva da municipal de Campo Grande. É chapa única com o Capitão Contar como presidente. Fizemos de acordo com o nosso estatuto, obedecendo a indicação da nacional”, disse. 

As crises dentro do PSL não são novida no bastidor político, o partido tem se dividido entre o grupo da senadora Soraya, com o Capitão Contar e o Loester, e o grupo do Coronel David com o deputado federal Luiz Ovando. 

“Não tenho sentimento de rejeição, eu sempre tomei iniciativa de aproximar a pacificar. Eu pedi para ela, em Brasília, na frente do esposo dela que convidasse o pessoal e tentasse resolver esse impasse. Até agora não houve essa iniciativa. O PSL vem com problema de relacionamento desde a campanha”, destacou Luiz Ovando. 

DIRETORIA

O Correio do Estado procurou um jurista para saber sobre  situação da diretoria do PSL. O advogado e ex-juiz eleitoral Elton Nasser explicou que como há resolução 23.571 de maio de 2018 que determina que os partidos fizessem até o dia 29 de junho as convenções para estabelecer diretorias consolidadas e também existe a lei ordinária 13.831 de 17 de maio de 2019 que permite que as  as provisórias dos partidos políticos ter vigência de até oito ano, o TSE precisa ser provocado sobre essa matéria.  

“É possível que tenha consequência. Na minha opinião o partido deve tomar providência por cautela e evitar que as questões fossem judicializadas e não ter seus atos questionados no futuro. A resolução no TSE tem uma conteúdo normativo que deve ser respeitado”, declarou.

Soraya, Contar e David foram procurados pelo Correio do Estado, porém não foram encontrados pela reportagem.

Judiciário

OAB-MS define lista sêxtupla para desembargador no TJMS; procuradora é a mais votada

Ana Carolina Ali Garcia foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS; lista sêxtupla tem outras duas advogadas e três advogados

29/05/2026 13h03

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia

Procuradora do Estado, Ana Carolina Ali Garcia Divulgação

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A procuradora do Estado de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina Ali Garcia, foi a mais votada na disputa da vaga da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) pela vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

Ela é o primeiro nome da lista sêxtupla que deve ser encaminhada para a TJMS pelo presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, na semana que vem. Também integram a lista as advogadas Regina Iara Ayub, Silmara Salamaia Gonçaves, José Eduardo Chemin Cury (também conhecido como Dadinho Cury), Ewerton Araújo de Brito, e José Roberto Rodrigues da Rosa. 

A lista é composta por três mulheres e três homens porque está alinhada ao princípio da paridade de gênero, obrigação das escolhas das listas de Quinto Constitucional da OAB-MS desde o início desta década. 

Ana Carolina Ali Garcia, que até abril último atuava como Procuradora-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul foi a mais votada pelo Conselho Seccional da OAB-MS, com 43 votos. 

A votação foi a seguinte: 

  • - Ana Carolina Ali Garcia: 43 votos
  • - Regina Iara Ayub: 42 votos
  • - Silmara Salamaia Gonçalves: 42 votos
  • - José Eduardo Chemin Cury: 41 votos
  • - Ewerton Araújo de Brito: 39 votos
  • - José Roberto Rodrigues da Rosa: 35 votos

A expectativa é que, em até 60 dias, talvez antes, o TJMS escolha a lista tríplice e a envie para o governador Eduardo Riedle, que escolherá três dos seis nomes propostos pela OAB-MS nesta primeira fase. 

O novo desembargador ocupará a vaga que foi do advogado Ari Raghiant, que ocupou o posto por 3 anos e meio e deixou o caro em março último, para voltar à advocacia. 

Eleições 2026

Verruck pode trocar disputa na Câmara para ser o 1º suplente de Capitão Contar

Atualmente, o ex-titular da Semadesc é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, mas quadro pode ser alterado

29/05/2026 08h00

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL)

O ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) Montagem

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As articulações políticas para a disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul começaram a ganhar força nos bastidores com as lideranças intensificando os diálogos sobre possíveis composições.
A novidade da vez é que o economista Jaime Elias Verruck, ex-titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), pode estar prestes a mudar os rumos de seu projeto político.

Dono de uma trajetória na área técnica e de gestão pública, com atuação destacada em setores ligados ao desenvolvimento econômico, produção e infraestrutura do Estado, o pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos é apontado como provável primeiro suplente do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) na corrida ao Senado.

Conforme apuração do Correio do Estado, a informação que circula entre lideranças ligadas às articulações eleitorais da direita, caso seja confirmada, obrigaria Verruck a abrir mão da Câmara dos Deputados.

Após mais de uma década à frente da Semadesc, atravessando os governos de Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP), Verruck deixou oficialmente o cargo em abril deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto em lei.

Apesar da construção de um perfil técnico e de forte interlocução com o setor produtivo, o cenário interno do Republicanos é considerado difícil para sua candidatura. A legenda já tem nomes mais consolidados eleitoralmente, como o deputado federal Beto Pereira, apontado como principal aposta da sigla para manter representação na Casa.

Nos bastidores, a avaliação é de que o Republicanos teria dificuldades para eleger mais de um deputado federal em Mato Grosso do Sul, o que reduziria significativamente as chances de Verruck conquistar espaço competitivo na chapa.

A eventual ida para a condição de primeiro suplente de senador surge, nesse contexto, como alternativa estratégica para mantê-lo no centro das articulações políticas. 

Embora tenha menor protagonismo formal em relação à candidatura principal, a função garantiria presença no principal palanque da direita e manteria o ex-secretário próximo das decisões.

OUTRO LADO

Procurado pelo Correio do Estado, Capitão Contar afirmou que Verruck reúne qualidades técnicas e experiência administrativa que o credenciam como um possível nome dentro de um projeto político voltado ao desenvolvimento estadual.

Entretanto, apesar da avaliação positiva, Contar ressaltou que não existe, neste momento, nenhuma definição oficial ou tratativa formal envolvendo alianças ou composição política.

“Não há nenhuma definição ou conversa formal nesse momento. Mas o Jaime tem um perfil técnico muito respeitado, experiência de gestão e seria, sim, um bom nome dentro de um projeto que pensa no desenvolvimento do Estado”, declarou.
 

Já o ex-secretário negou qualquer possibilidade de disputar uma vaga de suplente ao Senado e afirmou que está focado na construção da pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que, neste momento, o PL ainda nem definiu quem será o segundo nome da legenda ao lado de Azambuja. “O primeiro é o Reinaldo e o segundo nome vai ser definido em pesquisa entre Contar e o deputado federal Marcos Pollon”, falou, reforçando que isso demonstra que não há definição consolidada no grupo.

“O segundo ponto é destacar que não houve nenhum convite e a minha posição é muito clara: eu sou candidato a deputado federal”, disse. 
Verruck ressaltou que está concentrado na articulação política em diversas regiões do Estado, fortalecendo alianças com lideranças municipais e estaduais para consolidar a candidatura. 

“Não há convite e também não há, da minha parte, nenhum interesse em trocar a candidatura de deputado federal por uma suplência de senador”, concluiu.

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