Política

SUCESSÃO PRESIDENCIAL

PT admite procurar André para apoiar Dilma em MS

PT admite procurar André para apoiar Dilma em MS

Adilson Trindade e Fernanda Brigatti

13/10/2010 - 00h36
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Depois da derrota na disputa pelo Governo do Estado, o PT deixará as diferenças de lado e pretende procurar o governador André Puccinelli (PMDB), em busca de apoio para Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da campanha presidencial em Mato Grosso do Sul. O presidente regional do partido, Marcus Garcia, informou a realização, hoje, de uma plenária suprapartidária, na Sociedade Vicentina, em Campo Grande, com a participação do PMDB para discutir a aliança pró-Dilma.
Ainda pela manhã, ele deve falar com o presidente regional do PMDB, Esacheu Cipriano Nascimento, para convidá-lo a participar do encontro. “Vou procurá-lo e evidentemente nada impede que nossas lideranças costurem apoio com lideranças do PMDB”, explicou. A presença do presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer, como vice de Dilma Rousseff, facilita o diálogo dos partidos no Estado.
Enquanto isto, em Brasília (DF), o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) estará com o seu aliado, deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) — candidato derrotado ao Senado — e Vander Loubet, deputado federal petista, em reunião com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e coordenadores da campanha de Dilma, para discutir estratégia eleitoral para Mato Grosso do Sul. A ideia é recuperar o terreno perdido pela petista para José Serra (PSDB).
A guerra interna no PT pode dar trégua com a proposta do ex-governador de incluir todos os integrantes do partido para reforçar a campanha de Dilma. A conclusão é de que não dá para excluir o senador Delcídio do Amaral, adversário do ex-governador dentro do partido. “Não vamos ter um coordenador geral aqui. Todos vão fazer a campanha da Dilma na rua. O Zeca (Orcírio), o Delcídio, o Dagoberto, o Valter Pereira”, disse Vander.
Marcus Garcia, do PT regional, disse também que procurará todos os partidos da base aliada petista para alinhavar o apoio à eleição da candidata do presidente Lula. Desses partidos, o PMDB é o grande peso chapa.
Agora, com a vitória no primeiro turno, o governador reeleito está inclinado a retirar o apoio declarado a Serra no primeiro turno e fazer campanha para Dilma. Sem o PT local para “rachar”, o PMDB deve colocar o bloco na rua, junto dos adversários.
Amanhã, André Puccinelli reúne o PMDB para decidir com dirigentes e “agentes políticos” eleitos qual a postura do partido no segundo turno. No primeiro, líderes como o prefeito Nelsinho Trad e o presidente da Câmara de Campo Grande, Paulo Siufi, fizeram campanha para Dilma Rousseff, deixando o candidato tucano de escanteio.

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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