Política

busca por consenso

PT conta com 3 nomes para a prefeitura da Capital, mas Zeca não aceita disputa

O ex-governador disse que não tem mais idade para participar de prévias para ser candidato e neste caso estaria fora

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O diretório do PT em Mato Grosso do Sul já teria batido o martelo com relação aos nomes do partido que poderão ser escolhidos para disputar a Prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais de 2024. Trata-se do ex-governador e agora deputado estadual Zeca do PT, da ex-vereadora e agora deputada federal Camila Jara e do deputado estadual Pedro Kemp.

O presidente estadual do PT, Vladimir da Silva Ferreira, disse ao Correio do Estado que um desses três nomes será o candidato do partido a prefeito de Campo Grande nas eleições de 2024, afinal, no caso de uma eventual derrota, nenhum deles perderia o mandato parlamentar.

"Acredito que esses três nomes são os com mais potencial para enfrentar a campanha eleitoral para prefeito de Campo Grande. Trabalharemos para que haja consenso em torno de qualquer um dos três", informou Vladimir Ferreira, descartando que seja necessária uma prévia interna para que os militantes escolham o melhor representante do PT para a disputa eleitoral do próximo ano.

Em março deste ano, durante entrevista ao Correio do Estado, o presidente estadual do PT ressaltou que, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição para presidente da República do ano passado, o partido espera reverter a "maré de azar" dos últimos pleitos municipais no Estado e "renascer das cinzas" no próximo ano.

"Temos como meta chegar até outubro deste ano já com um desenho das nossas chapas de vereadores e também mapear as cidades nas quais nós vamos, de fato, disputar as prefeituras, bem como onde vamos tentar construir uma aliança no campo de esquerda", declarou ao Correio do Estado.

SEM PRÉVIAS

Procurado pela reportagem, o ex-governador Zeca do PT confirmou que colocou o seu nome à disposição do partido para sair candidato a prefeito da Capital em 2024, mas reforçou que é defensor de uma chapa consistente e com integrantes com densidade eleitoral.

"Não é possível fazer como nas eleições passadas, quando montaram chapas de última hora, catando a laço os candidatos. Defendo que já seja feita uma articulação para atrair nomes fortes, como lideranças comunitárias, estudantis e sindicais", reforçou o deputado estadual.

No entanto, Zeca do PT foi bem claro quanto à possibilidade de uma prévia interna da sigla em Campo Grande para definir entre ele, Camila Jara e Pedro Kemp para se candidatar ao cargo de prefeito da Capital.

"Não me disponho a fazer prévias, não tenho mais idade e disposição para esse tipo de coisa. Ou escolhem o nome do candidato do PT a prefeito de Campo Grande de forma consensual, ou eu estou fora desse processo", avisou.

Já o deputado estadual Pedro Kemp disse ao Correio do Estado que ainda tem muito a trabalhar para reconstruir o Brasil.

"Me sinto muito honrado por ter meu nome citado pelos companheiros do PT, mas ainda não é o momento para essa discussão. A população tem muitas demandas, e falar de eleição agora não é o momento", declarou o parlamentar.

A deputada federal Camila Jara declarou à reportagem que ficou muito honrada em saber que o partido e a população cogitam o seu nome para uma missão tão séria. 

"Acredito que, para a nossa capital, temos agora de focar no debate sobre qual cidade queremos construir muito mais do que em nomes", pontuou a parlamentar petista. 

Ela completou dizendo, entretanto, que, no momento, concentra suas energias na reconstrução do Brasil para que todas as políticas desenvolvidas no governo federal cheguem a toda a população sul-mato-grossense.

eleições 2026

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Seguradoras alertam sobre mudanças no veículo durante campanhas

10/08/2026 14h30

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.

A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.

Como evitar a perda da cobertura

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada

COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

"Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual", afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

"Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais", declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

"O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave", explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um "ato de grandeza", por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

"Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação", afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. "Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]", declarou.

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