Política

NOVA GESTÃO

PT negocia participação no governo de Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul

O partido apoiou candidatura do tucano no 2º turno da eleição para governador e agora pode assumir pasta voltada à agricultura familiar

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O diretório do PT em Mato Grosso do Sul está negociando a participação na gestão do governador eleito Eduardo Riedel (PSDB), e a área de maior interesse é a de agricultura familiar, para ajudar pequenos agricultores, assentados, quilombolas e indígenas.

A participação dos petistas no governo do Estado teria sido discutida na semana passada, quando Riedel teria feito o convite ao deputado federal reeleito Vander Loubet (PT-MS), como reconhecimento ao apoio dado pelo partido no 2º turno da eleição para governador.

Ontem, a reportagem do Correio do Estado conversou com o deputado estadual eleito e ex-governador Zeca do PT, que confirmou uma reunião com os três integrantes da bancada do partido na Assembleia Legislativa – deputados estaduais reeleitos Pedro Kemp e Amarildo Cruz.

“Vamos nos reunir após a partida da seleção brasileira para definirmos os interesses do PT na nova gestão do PSDB e, só depois disso, vamos sentar com o Eduardo Riedel”, informou.

Segundo Zeca do PT, a conversa com o governador eleito teria de ser ainda nesta segunda-feira porque o vice-governador eleito, deputado estadual Barbosinha (PP), convocou para hoje uma reunião com todos os deputados estaduais para entregar o organograma com a nova composição do governo do Estado à Assembleia Legislativa.

“Nossa área de interesse é a agricultura familiar e também a Agraer [Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural], bem como mais uma secretaria de Estado”, detalhou.

Além disso, conforme o ex-governador, a bancada estadual do PT também quer saber como será o tratamento do governo do Estado com relação aos movimentos sociais em casos de conflitos.

“Outro ponto que vamos levar ao governador eleito é que precisaremos de orçamento para a agricultura familiar, pois não adianta nada assumir uma secretaria sem recursos. Queremos dinheiro carimbado para criar centrais para distribuir calcário aos pequenos agricultores e assentados, ajudar o Incra na regularização fundiária, na construção de habitação popular nessas localidades, bem como em comunidades indígenas e quilombolas”, adiantou.

OUTRAS ÁREAS

Fontes do PT em Mato Grosso do Sul informaram à reportagem que as outras áreas de interesse da legenda na gestão de Eduardo Riedel seriam as secretarias de Estado de Educação e de Habitação.

No entanto, a prioridade é mesmo a agricultura familiar, pois o partido tem um trabalho muito forte junto a pequenos agricultores, assentados, indígenas e quilombolas, além disso, como o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve priorizar a recuperação do Incra, que foi deixado de lado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), seria interessante o governo do Estado ter um representante petista para articular junto ao órgão federal.

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com o governador eleito Eduardo Riedel para confirmar o convite feito ao PT, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

O vice-governador eleito, deputado estadual Barbosinha, também foi procurado para saber se o projeto de reforma administrativa do novo governo do Estado será realmente entregue nesta terça-feira à Assembleia Legislativa, porém, não retornou o contato.

No entanto, fontes ouvidas pelo Correio do Estado confirmaram que a presidência da Assembleia Legislativa convocou uma reunião, às 8h30min de hoje, de todos os deputados estaduais com o governador eleito Eduardo Riedel, para a entrega do projeto de lei de reforma administrativa.

A expectativa é de que algumas secretarias de Estados sejam desmembradas para a criação de novas pastas, enquanto outras devem ser extintas para que o novo governador já assuma em 1º de janeiro de 2023 com as mudanças planejadas durante esse período de transição.

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Política

Conheça as atribuições do presidente e do vice-presidente da República

Presidente é o chefe de Estado e de governo do Brasil

23/08/2026 23h00

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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O Brasil se prepara para ir às urnas e, mais uma vez, escolher pela via democrática aqueles que ocuparão os maiores cargos do Poder Executivo – tanto no âmbito federal quanto no estadual. O futuro do país será definido a partir do voto de cada cidadão.

Nas eleições de 2026, será escolhida uma chapa para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

Conhecer a história do candidato é muito importante. Ao mesmo tempo, é também fundamental, para uma boa escolha, entender quais são as atribuições desses cargos públicos tão relevantes para a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros nos próximos quatro anos.

Presidente da República

Saber o que cabe a um presidente da República fazer pode ajudar a identificar qual candidato tem perfil mais adequado para o cargo.

De acordo com a Constituição Federal, o presidente da República é o chefe de Estado e de governo do Brasil. Como chefe de Estado, cabe a ele representar o Brasil interna e externamente. Como chefe de Governo, é responsável pela condução da administração federal.

Autoridade máxima do Poder Executivo federal, o presidente tem entre suas responsabilidades conduzir a administração do país; executar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional; e formular políticas públicas de alcance nacional.

Também cabe a ele sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Legislativo, encaminhar propostas de Orçamento ao Congresso, editar medidas provisórias nos casos previstos pela Constituição e nomear ministros de Estado.

No âmbito internacional, é o presidente da República quem representa o país nas relações com outros Estados e organismos internacionais. Estão também previstas atribuições relativas à defesa nacional e ao comando supremo das Forças Armadas.

O mandato presidencial é de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição consecutiva.

Se, no primeiro turno, o candidato obtiver maioria absoluta dos votos, ele é eleito sem necessidade de segundo turno. Caso contrário, será feita uma nova votação com os dois candidatos mais bem colocados.

Vice-presidente da República

O vice-presidente é eleito com o presidente que, com ele, integrou a chapa vencedora do pleito. O vice tem como principal função a de substituir o presidente, tanto em ausências temporárias, como viagens ao exterior, quanto de forma definitiva, em caso de vacância do cargo.

Cabe, portanto, a ele garantir a continuidade do Executivo Federal em situações de ausência ou vacância da Presidência da República.

O vice-presidente pode auxiliar o presidente sempre que for convocado, por meio de missões especiais em situações como representações oficiais, articulações políticas ou outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo.

A Constituição prevê também a possibilidade de que outras atribuições lhe sejam conferidas por meio de lei complementar.

Eleições 2026

Nas eleições de 2026, serão escolhidas uma chapa para presidente e vice-presidente da República e 27 chapas para governador e vice-governador dos estados e do Distrito Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

filho investigado

Lula diz tratar com 'muita seriedade' caso sobre Lulinha e afirma: 'Investigue-se'

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal

23/08/2026 20h00

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre as investigações contra o seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, neste domingo, 23. Em entrevista à Record, Lula diz tratar com "muita seriedade" o caso envolvendo o filho.

A entrevista com o presidente está prevista para ser transmitida no mesmo horário do debate presidencial da Band em parceria com o Estadão na noite do domingo.

Lula desistiu de enfrentar os adversários e reclamou do convite aos candidatos Romeu Zema (Novo), que também disse que vai se ausentar no domingo, e Renan Santos (Missão).

À Record, o presidente negou tentar barrar as investigações contra Lulinha. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal.

Os casos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras estruturas da administração pública.

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