Política

BOATOS NA REDE

PT, PSDB e PSB montam estratégias

PT, PSDB e PSB montam estratégias

g1

25/05/2014 - 10h00
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A cinco meses das eleições, PT, PSDB e PSB se organizam para monitorar e combater a guerra de insultos e boatos contra os principais candidatos à Presidência da República na internet, sobretudo nas redes sociais.

Anônimas, as publicações reproduzidas em massa por meio de e-mails, Facebook e Twitter são vistas pelos partidos políticos como potenciais ameaças às campanhas oficiais.

O vice-presidente nacional do PT, Alberto Cantalice, que coordena área de redes sociais do partido, disse que está “coletando” todos os posts ofensivos a lideranças petistas e à presidente Dilma Rousseff para pedir à Justiça Eleitoral que sejam retirados do ar.

Para ele, existe um “gangsterismo” na internet, com a reprodução de informações

“inverídicas” e “ofensivas” sobre os candidatos à Presidência da República.

“Estamos juntando tudo o que é feito para exigir a retirada disso na Justiça. Somos contra a censura, mas cada um tem que ter responsabilidade pelo que diz. Vamos querer a responsabilização dessas pessoas que difamam as lideranças e candidatos do PT”, afirmou.

Cantalice disse ainda que tenta, por meio do Facebook oficial do PT, “desmentir mentiras” divulgadas na internet sobre os governos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Fizemos recentemente uma postagem com as 13 mentiras contadas sobre o PT, desmistificando um por um os boatos lançados. O lamentável é que existe um gansgsterismo digital. A gente, quando atua enquanto PT, a gente bota a nossa marca. O que sair na rede do PT é responsabilidade nossa. Esses caras não têm compromisso com a verdade”, disse o dirigente petista sobre publicações anônimas que circulam na internet.

O PSDB montou uma equipe para monitorar a circulação de informações na internet e adotar providências nos casos de divulgação por militantes das siglas adversárias de dados considerados “falsos”.

“Temos um escritório cuidando de monitorar ações criminosas, que transgridam as regras eleitorais. Quando percebermos que existe por trás do boato divulgado na internet a máquina do partido adversário ou uma voz oficial com o objetivo de desequilibrar a campanha, vamos à Justiça Eleitoral cobrar a punição dos responsáveis”, disse o secretário jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP).

O tucano reconheceu, porém, que é difícil identificar a autoria das informações que circulam pela internet. Ele criticou, por exemplo, boatos na rede de que o candidato Aécio Neves acabará com o programa Bolsa Família caso seja eleito presidente.

“É muito difícil identificar o autor dos boatos. Não nos preocupa tanto a informação produzida e repassada por internautas, mas sim os boatos encabeçados por partidos ou candidatos adversários”, disse Sampaio.

Com menor tempo de rádio e televisão, o PSB pretende usar a internet como arma de campanha, divulgando as plataformas do candidato Eduardo Campos no Facebook, Twitter, Instragram, Youtube e Flickr.

Segundo integrantes do partido ouvidos pelo G1, a estratégia para reduzir o impacto dos boatos será a ampla divulgação das propostas de Campos nas redes sociais.
Twitter e Facebook

Paralelamente aos esforços do partido, as próprias redes sociais se preparam para atender a eventuais determinações da Justiça Eleitoral, como a retirada do ar de conteúdos que afrontem a lei eleitoral.

A assessoria do Facebook informou ao G1 que tem uma equipe atuando dia e noite para analisar conteúdos denunciados.

“O Facebook está preparado para atender às demandas da Justiça Eleitoral e tem uma equipe que opera 24 horas por dia e sete dias por semana para analisar qualquer tipo de conteúdo denunciado por meio do site”, disse a assessoria em nota.

 (...) tem equipe que opera 24 horas por dia e sete dias por semana para analisar qualquer tipo de donteúdo denunciado por meio do site". (Facebook)

O site de relacionamento ressaltou que não “não age espontaneamente sobre conteúdo que esteja de acordo com suas políticas e termos da comunidade”, mas atende “determinação de autoridade que tenha a atribuição de avaliar se o conteúdo é legal ou não".

O Twitter informou não ter política específica para atuação em campanha eleitoral, mas adota regras para controlar conteúdos fraudulentos, perfis falsos e uso incorreto de marcas registradas por usuários.

Interação

Para especialistas ouvidos pelo G1, a chamada “guerrilha de internet” pode acabar prejudicando a campanha eleitoral, reduzindo o espaço de discussão programática.

Para o especialista em redes sociais Lúcio Teles, professor da Universidade de Brasília, os comitês de campanha podem minimizar os danos monitorando a divulgação de boatos, esclarecendo as informações falsas e se distanciando desse tipo de militância.
Segundo ele, posts agressivos, com montagens de fotos e informações falsas podem acabar favorecendo o próprio candidato que a militância procura ofender e atrapalham a campanha oficial promovida pelos partidos políticos.

“As equipes de campanha precisam tomar cuidado, porque esses ataques ferozes sem informação sólida podem prejudicar. Grande parte dos eleitores não se motiva positivamente com baixaria e palavras de baixo calão. Então, esses ataques anônimos têm que ser claramente separadas da política de campanha oficial”, afirmou.

Professor titular da USP e consultor político e de comunicação, Gaudêncio Torquato diz que cada candidato, em especial Dilma e Aécio, contam com “exércitos” que certamente farão guerra de “versões e contraversões” na internet.

 Grande parte dos eleitores não se motiva positivamente com baixaria e palavras de baixo calão'. Lúcio Teles

“Alguma boataria pode até colar, algum discurso, por exemplo, no sentido de que um candidato pode cortar um ou outro programa, mas haverá contrarreação, e os exércitos na internet, que estão muito afinados, vão reagir”, declarou.
Os dois professores concordam que a internet deve ser aproveitada pelos partidos como espaço de interação com o eleitor, em vez de ser utilizada somente para propagar informações ou “versões”.

“Há participação cada vez mais intensa por parte dos usuários da internet no processo político, o que é saudável. Grande parte dos eleitores que não tem acesso aos jornais diários têm acesso à internet”, disse Torquato.

Para Lúcio Teles, o candidato que se dispuser a dialogar diretamente com o internauta por meio de redes sociais vai ter vantagem na campanha.

“Quem ganha é quem puder dialogar com o eleitor na internet de forma continuada. Os candidatos não mais terão de fazer a campanha somente em comício, mas também interagir continuamente com os eleitores pelas redes sociais.”

O professor afirma ainda que a internet será instrumento importante para medir a resposta dos eleitores às campanhas tradicionais- programa de TV e comícios.

“Caberá às equipes dos candidatos avaliar, por meio da internet, a resposta da população às propagandas tradicionais, aos debates televisivos. Eles têm que monitorar a internet para identificar as posições do eleitor e através disso saber as fraquezas.” 

Eleições 2026

Saiba quais documentos são aceitos para votar neste domingo

Documentos oficiais podem ser usados mesmo que estejam vencidos

24/10/2026 14h00

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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Em todo o Brasil, 158 milhões de pessoas vão retornar às urnas neste domingo (25) para escolher quem será o chefe do Poder Executivo de 2027 a 2030. Além do cargo de presidente da República, em cinco estados e o Distrito Federal terão disputa para governador. Para ter direito a votar, o eleitor deve comparecer a uma das 499 mil seções eleitorais e apresentar um documento oficial com foto.  

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital: 

  • e-Título (desde que apareça a foto do eleitor no aplicativo) 
  • carteira de identidade 
  • identidade social 
  • passaporte 
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei 
  • certificado de reservista 
  • carteira de trabalho física 
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

As certidões de nascimento ou de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar. 

É possível votar sem o título de eleitor? 

Sim. Documentos oficiais com foto, físicos ou digitais, serão aceito para identificação.  

No entanto, para votar apresentando somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é preciso que o aplicativo contenha a foto do eleitor.  

Eleições 2026

MS registra 87 denúncias de irregularidades eleitorais na véspera do 2º turno

Campo Grande lidera ranking estadual com 54 denúncias pela plataforma Pardal, do TSE; Segundo turno das eleições será neste domingo

24/10/2026 13h00

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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Na véspera do segundo turno das Eleições 2026, que será realizada neste domingo (25), Mato Grosso do Sul contabiliza 87 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais registradas por meio do aplicativo Pardal, sistema eletrônico criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber esse tipo de ocorrência.

Conforme levantamento realizado neste sábado (24), até o meio-dia, houve registro de ocorrências em 17 municípios do Estado.

Campo Grande lidera em número de denúncias, com 54 registros. Na sequência, aparecem os municípios Corumbá (8), Três Lagoas (4), Nova Andradina (3), Aquidauana (2), Glória de Dourados (2), Mundo Novo (2), Água Clara (1), Batayporã (1), Brasilândia (1), Chapadão do Sul (1), Dourados (1), Eldorado (1), Naviraí (1), Ponta Porã (1), São Gabriel do Oeste (1), Selvíria (1).

O principal tipo de ocorrência denunciada pelos eleitores é a propaganda eleitoral irregular na internet, com 20 denúncias, que corresponde a 22,47% dos casos. Em seguida, vêm propagandas irregulares em bens públicos, com 16 registros, e em rádio e televisão, com 10.

Há ainda registros de casos relacionados a adesivos em automóveis, distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, outdoors e outdoors eletrônicos, envio de mensagens, distribuição de brindes, entre outros.

Denúncias foram feitas na plataforma Pardal, disponibilizada pelo TSE

As irregularidades na internet também foram as principais denúncias ocorridas no primeiro turno das eleições em Mato Grosso do Sul.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a reta final da campanha também reduz as modalidades de propaganda ainda permitidas.

Segundo regras do TSE, o impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet e os comícios do segundo turno das eleiçoes terminaram na quinta-feira (22). Publicações orgânicas, sem impulsionamento pago, ainda podem ser feitas nas redes sociais, desde que respeitem as demais regras eleitorais.

Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e a propaganda paga na imprensa escrita terminaram na sexta-feira (23). 

Neste sábado (24), entretanto, candidatos, partidos, federações e coligações ainda podem realizar algumas atividades. Até às 22 horas são permitidas a distribuição de material gráfico e a realização de caminhada, carreata ou passeata, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio.

Das denúncisa registradas, 73 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe). O balanço do TSE aponta ainda que 12 foram baixadas do sistema e três ainda estão em andamento.

Denúncia não significa irregularidade comprovada

O registro no Pardal, não significa que uma irregularidade tenha sido comprovada nem representa condenação de candidato, partido ou responsável citado na denúncia.

A plataforma é um canal para comunicar fatos que podem contrariar a legislação eleitoral e que ainda dependem da análise dos órgãos competentes.

O aplicativo foi regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria nº 451 do TSE. 

A ferramenta permite o envio de informações sobre possíveis irregularidades na propaganda eleitoral aos Tribunais Regionais Eleitorais. O eleitor pode anexar fotografias, vídeos, áudios, links e outras informações capazes de auxiliar na apuração do fato denunciado. A identificação do denunciante é exigida para utilização da ferramenta, mas permanece sob sigilo.

O aplicativo continua disponível para o encaminhamento de denúncias nesta reta final. Dependendo da situação relatada, o próprio sistema também pode direcionar o cidadão para outros canais da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.

A votação do segundo turno será realizada neste domingo, 24 de outubro, quando será escolhido o novo presidente, em disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para o cargo de governador, em Mato Grosso do Sul a eleição foi decidida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel (PP), com 67,07% dos votos válidos.

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