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Qual herança você quer deixar para seus filhos?

Qual herança você quer deixar para seus filhos?

Redação

13/02/2010 - 08h00
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As primeiras relações comportamentais na vida de uma criança se estabelecem com sua família, principalmente com os pais. Por isso, apenas à medida em que ela cresce e toma consciência de suas atitudes é que será possível julgar o que é essencial manter ou não em sua vida. Nessa etapa da vida, o determinismo da convivência familiar passará a ter um caráter menos importante. Mas, como isso demora alguns anos para acontecer, é importante ter em mente que devemos nos preocupar com os comportamentos que a criança herdará de seus pais, para não receberem um legado indesejado. Uma recente pesquisa internacional, realizada pela Unicamp em parceria com a Universidade de Madrid, comprovou que o comportamento dos pais influenciam diretamente o de seus descendentes. Fumar e beber na frente dos filhos, por exemplo, pode levá-los facilmente ao vício, da mesma forma que ações positivas podem contagiar a criança. Ela entenderá as atitudes que se mostrarem naturais aos seus genitores como corretas. No decorrer do desenvolvimento, os mais novos adotam ou repudiam esses exemplos herdados dos pais, ou seja, assumem um perfil parecido ao deles, ou se rebelam e adquirem uma representação totalmente contrária. Esse sentimento de negação nada mais é do que uma forma de manifestar o desejo de mudança por algum modelo de comportamento. A repetição de determinados atos que identificam nosso comportamento, desempenhados de forma inconsciente, é mais comum do que imaginamos e pode se tornar prejudicial a ponto de interferir no ambiente social, até mesmo na carreira do indivíduo, gerando sérias consequências. A influência que exercemos em nossos filhos não se restringe aos vícios, o modo como reagimos a determinadas situações, mas também desempenha um importante estímulo para a definição de seus próprios perfis quando chegarem à fase adulta. Como você reagiria, por exemplo, se estivesse parado no trânsito, acompanhado de seu filho, e outro motorista batesse em seu carro? Em casa, nas conversas por telefone, você presta atenção se os pequenos estão por perto e se o assunto é adequado para eles? Para eliminar esses comportamentos instintivos, é necessário que haja primeiro uma conscientização do problema, pois, o que geralmente acontece, é o não entendimento dos problemas que os aspectos adotados por você podem causar. Por isso, pense sempre em como tem resolvido os problemas em sua vida, tendo em vista que seus filhos podem escolher os mesmos caminhos quando chegar a vez deles de decidir sobre o que é melhor ou pior frente à determinada situação. Há ainda outras probabilidades de comportamento que a criança pode herdar como a atual preocupação excessiva dos pais com suas carreiras. Para compensar a ausência gerada por essa alta expectativa em serem bem-sucedidos, os pais tentam suprir as necessidades dos infantes com brinquedos ou presentes modernos, e esquecem que o principal não se compra. As crianças, por sua vez, ficam em creches e escolas, com parentes ou sozinhas dentro de casa à mercê da programação televisa e da internet. Esse é um padrão cada vez mais comum na vida das pessoas. Mas não podemos esquecer que, como o sobrenome, algumas atitudes também são passadas de pai para filho. Por isso, é importante refletir sobre o legado que pretendemos deixar para nossos filhos e, mais do que isso, sobre o que temos comunicado a eles sem nem mesmo perceber. Quais serão os valores e princípios transmitidos para as crianças que serão carregados até sua vida adulta? A herança que deixaremos para nossos descendentes não é exatamente o que pretendemos passar para eles, e sim o que absorverão dos nossos padrões comportamentais.

CASO MASTER

Quem supervisiona banco e tem dever de olhar o que está acontecendo é o BC, diz Haddad

O ex-ministro também disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à PGR

06/06/2026 17h00

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) Divulgação

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas reforçou que é papel do Banco Central (BC) supervisionar o sistema financeiro.

"Àquela altura, eu já tinha, pelo Tesouro Nacional, pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), a radiografia da fraude bancária que estava em curso no País. Lembrando que o Ministério da Fazenda não supervisiona banco. Quem supervisiona banco é o Banco Central. Quem tem o dever de olhar o que está acontecendo com o banco é o Banco Central. E a gestão do presidente indicado pelo Bolsonaro (Roberto Campos Neto) foi alertada inúmeras vezes", afirmou Haddad, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

Haddad disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também já sabia da fraude bancária quando assumiu o cargo, em janeiro de 2025. "Já tinha sido aberto, no último mês da gestão do Roberto Campos, uma espécie de processo administrativo contra o Banco Master", afirmou.

"No segundo semestre, ou mais particularmente no último trimestre de 2024, é que a coisa eclodiu com muita força. E aí, tudo o que foi feito foi levar o que estava acontecendo ao conhecimento do Procurador-Geral da República e da Polícia Federal, até que o cara (Daniel Vorcaro, dono do Master) terminou preso".

O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que foi procurado diversas vezes por terceiros para receber Daniel Vorcaro, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. "Nunca recebi o Vorcaro, nunca recebi ninguém do Banco Master", disse.

Haddad também disse que a classificação, pelos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "é muitas vezes usada como cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master".

Resolução

Fachin cria grupo de trabalho para rever 'penduricalhos' de juízes

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados

06/06/2026 13h30

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira (5)  que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros

A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos "penduricalhos" dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de "penduricalhos", pagos com nomes distintos.

O objetivo do grupo de trabalho será "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional".

Com isso, Fachin pretende "superar os obstáculos para a construção de um sistema remuneratório que atenda aos princípios republicanos de relevo para a questão" e apresentar uma "solução de longo prazo que gere uma disciplina remuneratória consentânea com os princípios constitucionais".

Pelos próximos seis meses, a comissão deverá analisar propostas voltadas à uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.

Na justificativa apresentada para a criação do grupo, Fachin destacou que o atual sistema de pagamentos, criado em 1998, tem problemas que vão da ausência de revisão anual até a falta de uniformidade nos diferentes tribunais.

Segundo ele, isso gerou um "cenário de desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade"

O alvo são mecanismos utilizados por tribunais para ampliar remunerações acima do teto constitucional, prática que ganhou destaque em Mato Grosso do Sul após magistrados receberem salários superiores a R$ 200 mil em abril.

"Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório. Na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico", escreveu o ministro.

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do País.

O texto obriga os tribunais a adotarem uma nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias e cria a Tabela Remuneratória Unificada (TRU).

O grupo de trabalho terá um comitê executivo composto pelos seguintes membros, definidos por Fachin:

- Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Desembargador Auxiliar da Presidência do CNJ, coordenador

- Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, secretária;

- Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ;

- Paulo Marcos de Farias, Secretário de Estratégia e Projetos do CNJ;

- Lizandro Garcia Gomes Filho, Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

- Terá ainda representantes do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com informações de Estadão Conteúdo 

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