Política

Eleições 2022

Quase 120 mil eleitores a mais votam em outubro em MS

Dados foram revelados pelo TSE; perto de 2 milhões de votantes vão às urnas

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As eleições deste ano, marcada para outubro de 2022, contará com 118.528 eleitores a mais do que no último pleito, em 2018, em Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados na tarde desta sexta-feira (15), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .

Em 2018, os votantes somaram 1.877.982, já neste ano, informou a corte eleitoral, o estado conta com 1.996.510.

São estes quase 2 milhões de eleitores que vão eleger em outubro o presidente da República, o novo governador de MS, um senador, 8 deputados federais e 24 deputados estaduais.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), os números divulgados pelo TSE indicaram um aumento de 5,94%  do eleitorado sul-mato-grossense  em relação às últimas eleições gerais há quatro anos.

Estatística nacional

No país todo, informou o TSE, 156.454.011 milhões de eleitoras e eleitores poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos.

Segundo as estatísticas da Justiça Eleitoral, houve um aumento de 6,21% do eleitorado desde as últimas eleições gerais do país, em 2018. Naquele pleito, o número de eleitoras e eleitores habilitados a votar era de 147.306.275 milhões.

Aplicativo

Uma alternativa para o período eleitoral é o aplicativo Pardal. O recurso tem objetivo de  realizar denúncias com indícios de irregularidades durante as Eleições deste ano, e está diretamente ligado ao Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral).

Sem candidatos registrados oficialmente, o aplicativo permite que os eleitores acompanhem supostos casos de propaganda eleitoral antecipada, bem como de outros ilícitos eleitorais de responsabilidade da Promotoria ou da Procuradoria Eleitoral de cada município. 

De acordo com o aplicativo, as  denúncias deverão possuir obrigatoriamente, o nome e o CPF do eleitor responsável pelos arquivos que indiquem a existência de irregularidades, e que ele (eleitor), deve realizar isso por meio de fotos, vídeos ou áudios. 

As denúncias devem conter informações e evidências que ajudem a Justiça Eleitoral no combate às ilegalidades, aplicando as penalidades cabíveis.

O aplicativo pode ser utilizado por qualquer pessoa e de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o aplicativo garante o anonimato e o sigilo de suas informações pessoais do denunciante.  Acesse o aplicativo aqui.

(Colaborou Alison Silva)

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stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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