Política

Gilberto Carvalho:

'Quase ingratidão', diz ministro sobre protestos

'Quase ingratidão', diz ministro sobre protestos

Terra

25/01/2014 - 10h26
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Gilberto Carvalho, interlocutor da presidente da República com os movimentos de esquerda, disse na sexta-feira que, durante os protestos de junho do ano passado, integrantes do governo federal ficaram "perplexos" e "quase com um sentimento de ingratidão" pelo fato de as manifestações terem se voltado contra um governo que considera ter avançado em conquistas sociais. "Quando acontecem as manifestações de junho, da nossa parte houve um susto. Nós ficamos perplexos. Quando falo nós, é o governo e também todos os nossos movimentos tradicionais. (Houve) uma certa dor, uma incompreensão e quase um sentimento de ingratidão. (Foi como) dizer: fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós", declarou o ministro da Secretaria Geral durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, evento que reúne movimentos sociais, parcela cativa do eleitorado petista nas últimas décadas. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

No momento da fala do ministro, uma pessoa que acompanhava o discurso da plateia gritou: "Ah, sai daí". À tarde, em outra participação no fórum, Carvalho disse ter sido "mal interpretado" quando falou do sentimento de ingratidão. Afirmou que se tratou de uma reação inicial, e equivocada. "Citei hoje de manhã um fato que foi mal interpretado. Depois até um veículo de imprensa falou que tinha gente no governo com certo sentimento de ingratidão. Um sentimento equivocado, evidentemente. Tem muita dificuldade de compreender, vamos ser sinceros. A gente passou muito tempo até tentar entender", afirmou. A onda de manifestações começou em capitais contra o preço do transporte coletivo, mas se alastrou para outras áreas do serviço público e atingiu a popularidade da presidente Dilma Rousseff e de governadores e prefeitos do País.

Eleições 2026

Riedel espera que Flávio supere 65% dos votos em MS

Governador está confiante que Bolsonaro irá vencer as eleições e avaliou como positiva sua campanha no 2° turno

25/10/2026 12h18

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa Paulo Ribas

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou que espera que o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), supere 65% dos votos em Mato Grosso do Sul. Esperançoso, disse que a meta seria de 70%.

No primeiro turno, Bolsonaro levou 58,60% dos votos, Lula 34,68%, Augusto Cury 2,63%, Renan Santos 2,14%, Ronaldo Caiado 1,56% e Zema 0,19%.

O chefe do executivo estadual votou pontualmente às 10h03min, na seção 130, na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, localizada na avenida Monte Castelo, número 50, bairro Monte Castelo, em Campo Grande.

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensaRiedel votando no segundo turno das eleições 2026. Foto: Paulo Ribas

Ele votou ao lado da esposa, Mônica Riedel. Ambos estavam vestidos de camisa amarela e calça jeans.

Em coletiva de imprensa, Riedel avaliou como positiva a campanha de Flávio Bolsonaro, durante o segundo turno, em Mato Grosso do Sul. Além disso, afirmou que esteve ativo na campanha em vários municípios.

“Nas três semanas entre o primeiro e o segundo turno, todas as lideranças políticas do nosso campo permaneceram em campanha. Então já no primeiro sábado nós tivemos a missão Flávio 22, tivemos toda a atuação em torno de adesivagem, de mobilizações, de carreatas e não parou de lá pra cá. E culminou ontem, com carreatas no estado inteiro, não foi só aqui em Campo Grande. Em diversas cidades, nas principais cidades, nas pequenas, nas médias, todo mundo muito mobilizado. Eu acredito que o resultado irá aparecer na urna”, disse o governador.

Em contrapartida, Riedel avaliou que a campanha foi caracterizada por troca de acusações e poucas propostas, de ambos os lados.

Governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensaGovernador e a primeira-dama de MS, ambos de amarelo

“Foi uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto, não acho positivo, de ambos os lados”, complementou.

Riedel está confiante de que Flávio irá vencer as eleições.

“Eu tenho muita convicção que o Flávio vai ganhar a eleição e isso traz facilidades no diálogo porque a gente acredita num Brasil e por isso o apoio, que mude um pouco a sua prioridade econômica, da maneira como está sendo conduzido, que o reflexo no social, reflexo no crescimento, para Mato Grosso do Sul, acredito que vai ser bem melhor”, pontuou.

O governador vai acompanhar a apuração em casa e no comitê do Partido Liberal, localizado nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

De acordo com Riedel, Tereza Cristina deve acompanhar a apuração dos votos com Flávio Bolsonaro, mas não citou em qual cidade.

Interrogado sobre possíveis ações ou mudanças no secretariado, o governador afirmou que esse assunto ficará para o fim do ano e que, por ora, não pode adiantar nada.

SE LULA FOR ELEITO

O governador destacou que, caso o candidato adversário Luiz Inácio Lula da Sila (PT) seja eleito, a relação respeitosa e de trabalho vai continuar a mesma.

“[Vai continuar a] mesma coisa que sempre foi. Eu não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula, sempre tive o respeito dele. A gente jamais teve qualquer desavença direta, política ou administrativa, porque eu entendo que é o papel do presidente e é o papel do governador governar para todos e buscar as convergências em torno dos projetos. E é o que eu vou fazer. Independente de qual seja o presidente do Brasil, eu como governador tenho essa obrigação com o Mato Grosso do Sul. Aqui tem gente de todo espectro político que vota direita, vota esquerda, vota em candidato A ou B, a gente respeita isso e como governador eu vou atender a todos e respeitar”, disse.

A votação segue até às 16 horas em Mato Grosso do Sul.

SEGUNDO TURNO

Segundo turno das eleições 2026 ocorre neste domingo (25) em todo o Brasil. A votação ocorre das 7h às 16h em MS.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno com mais de 67% dos votos válidos. Portanto, não haverá eleição para governador no Estado.

Somente haverá eleição para presidente, cuja disputa é entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O estados brasileiros que terão segundo turno para governador são Acre, Amazonas, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. 

Declaração

Lula cita morte em Bonito ao falar sobre violência nas eleições

Ewerton Rodrigues da Silva morreu neste sábado após ser baleado em manifestação; Governador Eduardo Riedel também comentou o caso

25/10/2026 11h45

Presidente votou na região do Grande ABC na manhã deste domingo (25)

Presidente votou na região do Grande ABC na manhã deste domingo (25) Foto: Reprodução / Youtube

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou Mato Grosso do Sul e Minas Gerais ao lembrar os diferentes casos de violência neste 2° turno das eleições, declaração feita em coletiva de imprensa neste domingo (25), no local de votação do petista em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

"Em Montes Claros [MG], um grupo de bolsonaristas, atacou um tijolo na cara da nossa vereadora que fraturou o nariz dela, a outra notícia de morte em Bonito, no Mato Grosso do Sul, uma demonstrarção do que está em jogo nesse país. De um lado aqueles que querem democracia, saúde, educação, crescimento econônico, emprego de qualidade, viver com decência e respeito com aqueles que pensam diferente", detacou o presidente. 

Lula afirmou que o que está em jogo na eleição presidencial de hoje é se a população quer um Brasil que distribua "livros ou armas".

Acompanhavam o presidente o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e os ministros Alexandre Padilha (PT) e Luiz Marinho (PT) e a sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB).

A vereadora do PT de Montes Claros, em Minas Gerais, Iara Pimentel ficou gravemente ferida após sofrer um ataque de bolsonaristas na noite deste sábado (24), quando participava de uma carreata em apoio à reeleição do atual presidente.

Iara Pimentel foi socorrida pelo Samu e levada a um hospital, onde foi medicada e submetida a exames. “A violência política é uma ameaça à democracia e não pode ser naturalizada. É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência”, disse, em nota, a assessoria da parlamentar.

Fatalidade 

Presidente votou na região do Grande ABC na manhã deste domingo (25)Ewerton Rodrigues da Silva - Foto: Reprodução / Redes Sociais 

Atingido com pelo menos três disparos de revólver em meio a uma suposta briga de trânsito ao final de uma carreata bolsonarista na região central de Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu na noite deste sábado, momentos depois de receber atendimento médico no hospital da cidade.

Um outro homem, identificado apenas como Alex, também foi atingido e por conta da gravidade dos ferimentos teve de ser transferido para Campo Grande.  Conforme boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 20h para atender uma briga generalizada nas imediações de um posto de combustíveis, na região central da cidade.

De acordo com as informações iniciais da Guarda Municipal e divulgadas pelo site Jardim MsNews, o caso teria ocorrido após o término da carreata, depois que uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizada, na qual vários pessoas participaram das agressões. 

Ao perceber que seu pai estava sendo espancado, um adolescente que teria 16 anos conseguiu pegar uma arma que estava no veículo do pai e fez uma série de disparos contra os supostos agressores. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e outro na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax. 

Depois de fazer os disparos, pai e filho teriam fugido em uma caminhonete e até o começo da manhã deste domingo eles não haviam sido localizados. 

Lamentável 

Ao votar, o governador Eduardo Riedel (PP) lamentou o ocorrido. "[O caso] está sendo investigado, parece que é uma briga de trânsito, onde um menor teria acessado uma arma para proteger o pai de uma briga, eu não posso falar nada sem antes a polícia concluir as investigações, lamentável", disse o governador. Ele votou às 10h03 na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann, no bairro Monte Castelo.  

Na sequência, destacou que não é possível afirmar se o embate tem relação com o acirramento político. "Não dá nem pra dizer se a consequência desse acirramento político ou não, né? Naturalmente as pessoas tendem a levar pra esse lado, mas pode ter sido uma briga de trânsito, independente de política, pode ter sido nada a ver. Às vezes são apoiadores do mesmo candidato, às vezes não.", concluiu.

Embora não haja indícios de que tenha sido uma confusão com motivações políticas, nas redes sociais o caso descambou imediatamente para este lado.

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