Política

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Reajuste salarial dos servidores estaduais segue para sanção do governador

Os novos valores devem vigorar a partir de 1º de janeiro de 2022

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Deputados estaduais aprovaram em redação final o Projeto de Lei 327/2021 que concede reajuste linear de 10% aos servidores estaduais de Mato Grosso do Sul.

A matéria agora segue à sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que é autor do projeto. Os novos valores devem vigorar a partir de 1º de janeiro de 2022.

A revisão salarial vai chegar a 81.112 pessoas, contemplando todos os servidores públicos do Estado, tanto ativos e inativos quanto efetivos e comissionados, além dos pensionistas.

Com isso, a previsão orçamentária do Executivo é de que o gasto extra com salários a partir de janeiro de 2022, comparado ao valor atual, gire em torno de R$ 1,245 bilhão por ano.

Os atuais R$ 755 milhões por mês investidos em pagamento de servidores subirá para uma média de R$ 858 milhões mensais. 

É o maior aumento anunciado no mandato de Azambuja, que iniciou em 2015.

Segunda discussão

Ainda na ordem do dia, os parlamentares aprovaram o projeto de lei nº 159/2020, que assegura aos servidores públicos com deficiência visual o direito de receber os contracheques e comprovantes de rendimentos em formato acessível.

A matéria é de autoria do deputado Jamilson Name (sem partido).

Também passaram o projeto de lei nº 343/2021, do Poder Executivo, que autoriza a abertura de créditos suplementares em mais 5% durante o exercício de 2021.

Desta forma, poderá passar o limite de 25% do total de despesa constante do Orçamento do Estado de Mato Grosso do Sul, para 30%.

Ambos não receberam emendas e também seguem para sanção do governo.

Discussão única

Por fim, também foram aprovados o Projeto de Lei 276/2021 que declara de Utilidade Pública Estadual da Cooperativa de Produção e Prestação de Serviços Gerais de Porto Murtinho (COOPMUR).

Além do Projeto de Decreto Legislativo 54/2021, que aprova a indicação do nome de Iara Sônia Marchioretto para, em complementação de mandato, exercer o cargo de diretora de Regulação e Fiscalização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agepan).

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Eleições

Vamos ter compliance com IA no governo e vai ter datacenter soberano, diz Flávio Bolsonaro

Flávio ainda voltou a dizer que pretende diminuir o "custo Brasil" por meio da redução da carga tributária e simplificação da legislação

22/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Agência Brasil / Tânia Rêgo

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse que, se eleito, seu governo adotará inteligência artificial (IA) na administração pública, aplicando a tecnologia do controle de gastos até a contratação de pessoas.

"No novo governo do Brasil, nós vamos ter uma espécie de compliance para a inteligência artificial de todo o governo. Vai ter um datacenter soberano, inclusive para tratar as necessidades do governo brasileiro", afirmou nesta segunda-feira, 22, no evento "A indústria na agenda dos presidenciáveis", realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

"Com isso nós vamos cortar gastos absurdamente na casa das dezenas de milhões de reais por mês. Controlando os gastos públicos com parametrização para que não haja excesso em licitações, desde as grandes até as pequenas. É possível você controlar isso centralizando as contas, utilizando inteligência artificial, desde os gastos públicos até a contratação de pessoas", afirmou.

Flávio ainda voltou a dizer que pretende diminuir o "custo Brasil" por meio da redução da carga tributária e simplificação da legislação. "As empresas nacionais vão ficar mais competitivas", prometeu.

Outra promessa feita pelo senador foi subordinar as universidades, hoje vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). "Nós vamos fazer com que o ensino superior seja majoritariamente subordinado ao MCTI. Nós vamos ter um ensino superior de qualidade, gratuito, e com investimento em pesquisa, desenvolvimento, inovação, em parceria com grandes empresas", afirmou.

'Privatização de estatais no 1º ano'

Durante o evento, o candidato também afirmou que mudará o modelo dos leilões de petróleo e defendeu a privatização de estatais já no primeiro ano de seu governo, caso seja eleito.

"Temos aqui o pré-sal na margem equatorial. Olha a burocracia demora em se fazer a concessão, e é o que eu pretendo fazer, mudar o método desses leilões de petróleo para voltar a valer a concessão, ao invés da partilha. Temos algumas estatais que podem ser privatizadas, como algumas dentro da própria Petrobras, que podem dar um impacto de algumas centenas de bilhões de reais, de uma forma, talvez, dentro do primeiro ano de governo ainda", afirmou.

Segundo o pré-candidato, o Brasil passa por uma crise de credibilidade entre os investidores. Ele afirmou que se chegar à Presidência, pretende fazer com que o País esteja entre as sete maiores economias do mundo nos próximos cinco anos.

'Congresso eleito deve ter perfil de centro-direita'

O senador também avaliou que o Congresso Nacional que será eleito em outubro terá um perfil de centro-direita. Segundo ele, com essa configuração, seu diálogo com os parlamentares seria mais fácil.

"Porque se hoje o Congresso Nacional foi feito para um presidente como o Bolsonaro, tenho a convicção que a partir do ano que vem, esse Congresso vai ser ainda mais de centro-direita, em especial no Senado Federal. Aí conversar com o Congresso eu sei, é a minha área", afirmou.

Flávio também mencionou que o presidente eleito indicará quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo mandato e defendeu um alinhamento entre todos os Poderes, caso seja ele o vitorioso nas urnas.

"Nós podemos ter um presidente com essa mentalidade, que eu estou colocando aqui para vocês, um Congresso Nacional majoritariamente com esta mentalidade, e uma Suprema Corte que, de uma vez por todas, volte a ser constitucional, que permita que a lei valha para todos de forma igual, sem olhar capa de processo. Que tenhamos ministros que não sejam acusados de fazer advocacia administrativa, deixando familiares ricos usando a sua caneta", projetou.

Também compareceu ao evento o pré-candidato e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não participou. O petista cumpre agenda no Rio de Janeiro.

ELEIÇÕES 2026

Vander diz que desistência de suplente é normal e que foco é unidade e resultados

O deputado federal afirma que decisão de Maurício Bumlai foi recebida "com tranquilidade" e reforça compromisso com projeto político de Lula

22/06/2026 09h47

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente

O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador da República, teve recusado o convite feito ao empresário Maurício Bumlai para ser o seu primeiro suplente Arquivo

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O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado Federal, divulgou nota nesta segunda-feira (22) em resposta à reportagem publicada pelo Correio do Estado que apontou uma possível crise interna na composição de sua chapa, após a recusa do empresário Maurício Bumlai em permanecer como primeiro suplente.

Na manifestação, Vander afirma que recebeu “com tranquilidade” a decisão de Bumlai e reforça que o convite foi uma iniciativa pessoal, construída com “respeito, diálogo e reconhecimento à trajetória política” do empresário. Ele destaca ainda que Bumlai, filiado ao PSB, integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e segue alinhado a um projeto político comum.

O parlamentar sustenta que segue comprometido com a construção de unidade em torno da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano e da formação de um campo político amplo em Mato Grosso do Sul.

Conforme ele, a prioridade é fortalecer um projeto voltado à democracia, ao desenvolvimento e à justiça social. Vander também menciona que mantém diálogo político com a senadora Soraya Thronicke (PSB) em pautas de interesse do Estado e do país, ressaltando a importância de parcerias institucionais, independentemente de diferenças partidárias.

Na nota, o deputado ainda cita questionamentos envolvendo a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, que é pré-candidata a deputada federal pelo PSDB, afirmando que ela deve ser reconhecida por sua trajetória e ideias, e não por relações pessoais. Ele criticou o que chamou de especulações e diz que não pretende transformar decisões partidárias ou vínculos pessoais em “combustível para disputas políticas”.

Ao final, Vander afirma que está focado no trabalho e na agenda política. “A população espera de nós menos ruído e mais resultados”, declarou, reforçando que seguirá atuando em defesa de Mato Grosso do Sul e da construção das candidaturas do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

Entenda o caso

A reação ocorre após a pré-candidatura de Vander ao Senado sofrer um revés com a desistência de Maurício Bumlai de integrar a chapa como primeiro suplente. Em reunião no fim de semana, o empresário comunicou a retirada do apoio ao projeto eleitoral e sua saída da composição.

A decisão expôs um racha no PT de Mato Grosso do Sul e aprofundou tensões internas no grupo político. Bumlai teria demonstrado insatisfação com o ambiente de disputas internas envolvendo aliados do próprio partido e críticas públicas direcionadas à ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a crise se agravou após declarações atribuídas a lideranças petistas sobre a pré-candidata, o que foi interpretado como ataques pessoais e políticos. O episódio provocou desgaste na articulação da chapa e levou a reações dentro do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

O episódio também repercutiu no entorno de Vander às vésperas de agendas políticas importantes, incluindo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, que vinha sendo tratada como momento estratégico para fortalecimento da pré-candidatura ao Senado. O cenário, porém, passou a ser marcado por tensões internas e rearranjos no grupo político.
 

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