Política

captação ilícita de votos

Recontagem após fraude de Trutis tira mandato de deputado do PL na AL

Após receber R$2 milhões para campanha eleitoral e, em tese, embolsar parte dos recursos, casal que cresceu na "onda" do bolsonarismo afeta cadeira do Partido Liberal em MS

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Graças à fraude do casal "Trutis" ao receber mais de dois milhões de reais para campanha e, em tese, embolsar parte dos recursos do Partido Liberal, a recontagem feita hoje (21) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul, dos votos recebidos pelos nomes de cresceram na "onda" do bolsonarismo, acaba de tirar o mandato de outro deputado do PL na Assembleia Legislativa.  

Conforme repassado na manhã desta quinta-feira (21) pelo juíz auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral, Luiz Felipe Medeiros, o caso trata-se da anulação dos votos recebidos por Raquelle Lisboa Alves Souza durante as eleições de 2022. 

Ao lado do companheiro, Loester Carlos Gomes de Souza, o "Tio Trutis", o casal que cresceu na onda do bolsonarismo foi condenado pela Justiça Eleitoral por, em tese, receber R$2,026 milhões para campanha eleitoral e embolsar parte dos recursos. 

Saindo ela para deputada estadual e ele para federal, o casal somou a seguinte quantidade de votos: 

  1. Raquelle Lisboa Alves Souza: 10.782 votos 
  2. Loester Carlos Gomes de Souza: 21.784 votos 

Sendo ambos do Partido Liberal, essa ação do "Casal Trutis" por consequência acabou respingando regionalmente em um outro parlamentar do PL: Roberto "Neno" Razuk Filho. 

Apesar da condenação a  15 anos e 7 meses de prisão, sentenciado pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, a decisão ainda em primeira instância não foi a responsável por "puxar o tapete" de Neno Razuk na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, mas sim a fraude do casal eleito na mesma sigla. 

Com isso, inclusive, Neno Razuk cai agora da cadeira de deputado estadual em Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal para a vaga de 1° suplente, sendo que o sistema proporcional entrega esse posto parlamentar na Casa de Leis de MS à sigla da Social Democracia Brasileira. 

Em outras palavras, Neno Razuk, eleito pelo PL, deixa agora o posto de deputado para a entrada do primeiro suplente pelo PSDB, João César Mattogrosso, que inclusive não deve disputar as eleições neste ano, como bem acompanha o Correio do Estado. 

Também cabe citar que Razuk também perde a imunidade parlamentar e corre o risco de acabar preso ou ser obrigado a usar tornozeleira. Mesmo assim, ele ainda pode disputar uma vaga à Câmara dos Deputados, uma vez que a condenação é de primeira instância.

Já a recontagem dos votos do "Tio Trutis", em si, não resultou em qualquer alteração direta para deputado federal, afetando apenas a suplência.

Relembre

Tio Trutis - que em 2018 foi eleito deputado federal em meio à onda de votos do bolsonarismo e ao longo do mandato se envolveu em uma série de escândalos, como atentado a tiros contra si mesmo -, foi condenado por desvio de R$ 776 mil do fundo partidário durante a campanha eleitoral  de 2022. 

A mesma punição também coube a Raquelle, que era sua assessora em Brasília e acabou virando sua esposa e posterior candidata a deputada estadual por Mato Grosso do Sul. 

Tio Trutis e a esposa foram condenados porque, segundo a Justiça Eleitoral, receberam R$2,026 milhões para a campanha eleitoral e, em tese, embolsaram parte destes recursos. Deste montante, R$336 mil foram repassados à empresa JC Hipólito Taques Comunicação, e R$440 mil para Cid Nogueira Fidelis. 

Mas, segundo investigação, as empresas não existiam, não possuindo sede e sequer funcionários. Ou seja, a prestação de contas dos candidatos do PL foi forjada e, por isso, a recontagem dos votos nesta quinta-feira. 
**(Colaborou Neri Kaspary). 

 

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tentativa de golpe

Defesa de Bolsonaro pede nova anulação de condenação no STF; Nunes Marques é relator

Advogados sustentam que não tiveram acesso à íntegra das provas desde o início e citaram diferenças no tratamento dos dados em relação ao que ocorreu com o celular do banqueiro Daniel Vorcaro

01/10/2026 23h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com uma nova revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação da condenação dele por tentativa de golpe de Estado. Os advogados sustentam que não tiveram acesso à íntegra das provas desde o início e citaram diferenças no tratamento dos dados em relação ao que ocorreu com o celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O pedido foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, que já relata outra revisão criminal movida por Bolsonaro.

Os advogados argumentam que a nova revisão se justifica porque há "fatos novos, prova nova e a demonstração cabal de que a manutenção da condenação de Jair Bolsonaro representa grave injustiça".

Na petição, a defesa apresentou um parecer técnico que analisou cerca de 2 terabytes (de cerca de 70 terabytes ao todo) em provas reunidas no processo sobre a tentativa de golpe de Estado Segundo o parecer, há falhas estruturais e possíveis quebras na cadeia de custódia dos dispositivos eletrônicos apreendidos.

Além disso, os advogados alegam violação ao cerceamento de defesa e sustentam que a instrução processual ocorreu sem tempo adequado para examinar todas as provas.

A defesa comparou a situação com o tratamento dado aos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em ação no Supremo sobre fraudes no Banco Master. Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes solicitaram a íntegra dos dados no celular do banqueiro e a Polícia Federal (PF) enviou o material aos gabinetes.

"Agora, e em contraste, em um procedimento que sequer inquérito é, os Ministros solicitaram a íntegra da mídia", dizem os advogados. Eles ainda citaram um argumento de Moraes, relator da ação penal sobre Bolsonaro, que afirmou que um relatório sobre as provas apreendidas não é o mesmo do que o material bruto. "Dentro de um acervo de milhares de mensagens, o analista destaca aquelas que considera relevantes", disse Moraes, segundo a citação.

"A vedação à iniciativa investigativa do julgador e a necessidade de acesso e de tempo para o exame efetivo da prova foram invocadas pelo próprio Relator da ação penal. Cabe confrontar essas manifestações com os atos praticados nas investigações que subsidiaram a acusação e com as respostas dadas aos sucessivos pedidos defensivos de acesso e prazo", sustenta a defesa de Bolsonaro.

rádio e tv

Eleições: propagandas gratuitas de candidatos terminam nesta quinta

Hoje também é o último dia para a realização de debates

01/10/2026 19h00

Reprodução / TSE

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A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o 1º turno das Eleições 2026 termina nesta quinta-feira (1º). As inserções começaram a ser veiculadas no dia 28 de agosto em horários reservados nas emissoras e também ao longo da programação.

O Tribunal Superior Eleitoral disse que o encerramento da propaganda gratuita ocorre juntamente com outros prazos da campanha eleitoral, a exemplo do prazo para realização de comícios e para a utilização de aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h.

Também termina nesta quinta-feira o prazo para a realização de debates no rádio e na TV. Os debates poderão se estender até as 7h de sexta-feira (2).  
IA

O TSE informou ainda que a partir de hoje ficam vedadas, até 24 horas após o término da votação, a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, e o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) ou tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata, candidato ou pessoa pública.

A regra vale mesmo quando o conteúdo estiver identificado e atender às demais exigências previstas na legislação eleitoral.

Votação

A votação do 1º turno das Eleições 2026 será realizado no domingo (4), quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.

Para consultar o local de votação, os eleitores podem utilizar o aplicativo e-Título, acessando a opção “Onde votar”.

O aplicativo apresenta as informações do local de votação, incluindo endereço, zona e seção eleitoral. O aplicativo também pode mostrar a rota até o local.

Também é possível saber o endereço no site do TSE, no Autoatendimento Eleitoral – Título Net. Basta acessar a opção “Consultas” e, depois, “Onde votar”. O sistema solicita os dados necessários para apresentar as informações eleitorais.

2º turno

Apenas para os cargos de presidente da República e governador poderá haver o 2º turno. A nova votação ocorre quando nenhuma candidatura obtiver mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os nulos).

Nas localidades em que houver 2º turno, a votação será realizada em 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para essa etapa será veiculada de 9 a 23 de outubro. 

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